sábado, 29 de março de 2008

Os versos

[Ilustração: Renoir]

"Meu amor goza baixinho
Não assusta os passarinhos" [...]

Ela não podia evitar o sorriso ao lembrar dele recitando tais versos que lhe escrevera. Estava ansiosa por ler o resto... Tinha que adimitir que talento ele tinha! [Risos]

quinta-feira, 27 de março de 2008

Pela Web


Ela passeava pela web quando encontrou esse quadro... [risos]. Não é realmente uma graça?

terça-feira, 25 de março de 2008

Anjo


[Ilustração: Renoir]
[Composição: Leonardo Reis e Saulo Fernandes]
Acredita em anjo
Pois é, sou o seu
Soube que anda triste
Que sente falta de alguém
Que não quer amar ninguém
Por isso estou aqui
Vim cuidar de você
Te proteger, te fazer sorrir
Te entender, te ouvir
E quando tiver cansada
Cantar pra você dormir
Te colocar sobre as minhas asas
Te apresentar as estrelas do meu céu
Passar em Saturno e roubar o seu mais lindo anel
Vou secar qualquer lágrima
Que ousar cair
Vou desviar todo mal do seu pensamento
Vou estar contigo a todo momento
Sem que você me veja
Vou fazer tudo que você deseja
Mas, de repente você me beija
O coração dispara
E a consciência sente dor
E eu descubro que além de anjo
Eu posso ser seu amor.

sábado, 22 de março de 2008

Grandes pequenas coisas

[Ilustração - Monet]

Ver o avermelhado do céu por causa do pôr do sol
Assistir um filme [ok, de terror não] tomando um imenso pote de sorvete
Ver e ouvir, nú, da janela do quarto, a chuva bater no telhado
Fazer isso abraçado a alguém de quem gosta
Cantar uma canção sobre um casal apaixonado
Fazer parte desse casal
Ter amigos com quem comemorar
Ter, pelo menos, um em quem realmente confiar
Correr de bicicleta com amigos, irmãos ou filho!
Sentir nos pés a água do mar
Pratear a face diante da lua no céu
Ouvir, de madrugada, um som pesado nas alturas!
Comer sem limites até sentir que vai estourar [risos]
Não se sentir culpado depois disso...
Dormir de exaustão, em plena tarde
No calor de braços nos quais tem confiança
Ganhar um beijo roubado que desperta milhões de pensamentos e reflexões
Passear de mãos dadas a noite sem se preocupar com nada
Sentir um frio na barriga em uma Montanha Russa
Olhar a cidade bem do alto
Ter alguém em quem, de lá, pensar
Pensar que esse alguém, também, pensa em você
Se perder em um bom livro
De romances de cavalaria, ou contos fantásticos [risos]
Saltar em um rio, de uma ponte
Sonhar acordado com um futuro bom!
Dançar, sem vergonha, na frente de quem quiser olhar
Gritar muito, muito alto um nome "qualquer"
Mandar o presidente ir pra %$#@ @#$ &%$#@
Chorar em uma comédia romântica [risos]
Ter alguém que ria de suas piadas sem graça
Comer suspiros
Suspirar com a lembraça de alguém
Aprender com um alguém especial não deixar de sonhar
Viver pequenas coisas para guardar na memória
Ter lembranças de pequenos momentos
Com enorme felicidade!

terça-feira, 18 de março de 2008

Insônia



Composição: (Dinho Ouro Preto / Alvin L.)
Meus olhos podem ver você mas eles não enxergam
Perdido no relógio um segundo que não quer passar
O travesseiro acorda e ri enquanto eu conto os dedos
E os cabelos que arranquei de tanto desejar

Dormir como uma pedra
Ter sonhos no chão

Eternamente ao som do mar azul e céu profundo
Morfeu deitou, adormeceu e esqueceu de mim
Metade do planeta no escuro abandona o dia
E eu aqui anoiteci querendo ser assim

Dormir como uma pedra
Ter sonhos no chão

No quarto as paredes em silêncio me observam
Jogado pelos cantos como os livros que eu já li
Será que eu devo levantar e dirigir sem rumo
Será que o sono chega se eu fingir que não estou aqui

Diferentes

[Composição: Dinho Ouro Preto / Alvin L. / Yves Passarel]

Estamos colados, como cacos de um vaso quebrado
Desencontramos, na hora certa, no dia errado
O que era muito, agora é muito pouco
Somos perfeitos, desfeitos um pro outro

Quem vai entender, tão iguais e diferentes quanto eu e você
Quem vai entender, tão iguais e diferentes quanto eu e você
Nunca brigamos, ao mesmo tempo, no mesmo espaço
Separáveis, nos completamos faltando um pedaço

O que era muito, agora é muito pouco
Somos perfeitos, desfeitos um pro outro
Quem vai entender, tão iguais e diferentes quanto eu e você
Quem vai entender, tão iguais e diferentes quanto eu e você

O que era muito, agora é muito pouco
Somos perfeitos, desfeitos um pro outro
Quem vai entender, tão iguais e diferentes quanto eu e você

sexta-feira, 14 de março de 2008

Simplesmente amar


[Ilustração: Camille Chaudel]


Se existia uma coisa que lhe doía o coração, era vê-lo mal por algo que ela havia feito, ou dito. Ele era um sonhador, e aquilo fazia dele um menino grande, que a encantava. Parecia a ela, que desencantava ele, e lhe trazia à realidade, e realmente o fazia. Mas a realidade era um tanto sem graça e fria demais, para alguém com aquele espírito. Olhar nos olhos dele, enquanto se dizia um bobo por ser como era, apertava nela, o coração, e lhe tirava o ar. A garganta parecia presa, e não saía coisas que ela queria dizer. Era uma mágoa que sentia dela mesma, que machucava ainda mais.
Ela se lembra bem, de quando confundia a realidade com seus sonhos, e fazia sonhos o que era real. Tudo ela transformava e entendia como queria, como uma personagem de um filme que ele lhe emprestou [e do qual ela não se lembra o nome]. Por fantasiar tanto, ela acabou por se decepcionar algumas vezes ao se deparar com a realidade, e por esse motivo, passou a separar as coisas com a finalidade de evitar que tirasse completamente os pés do chão.

E os momentos mais bonitos estavam em seus sonhos, e era chato voltar a realidade. No momento em que ela o conheceu, adentrou em um mundo que ela não conhecia. E o sonhar dele faz-lhe parecer que tudo é possível. E por medo de perder, ela não deixa de lado essa possibilidade.
Parece que por mais que seu coração já se tenha permitido viver sonhando, e acreditando, e simplesmente amando, sua mente continua lembrando-a de que ela querer e sonhar, não significa ter, e realmente acontecer. E ela realmente se deixou levar [em um momento em que dizia que não queria voltar a amar tão sedo, sem saber, porém, que amor de verdade ainda não tinha conhecido], e se entregou ao sentimento que sente, pelo menos de alma. Mas tinha tanto medo do que poderia acontecer amanhã, que se forçava a não esquecer que poderiam estar juntos [e assim estaria feliz], mas que também poderiam não mais estar [e ela confessa que só em pensar nisso já lhe dói a alma].
A última coisa que ela queria, era trazê-lo para a realidade, e fazê-lo deixar de acreditar neles dois, pois ela precisava daquilo que lhe era uma válvula de escape. Era o sonhar dele, que a fazia sonhar também. E ela tem sentido que tem feito tão mal a ele, que sentia vontade de chorar. A última coisa que ela queria na vida, era fazê-lo se sentir mal. Não era justo com alguém que fazia tão bem a ela, que simplesmente gostava sem pensar em “porens”, que lhe ensinava todos os dias, que amar [como uma mensagem que ele mandou] “não é ter que ter sempre certeza”.

Meu amor, não me deixe te trazer para o chão, pois esse “bobo” do qual você se chama, é o homem por quem me apaixonei. Ao invés disso, me leve até você, e me ensine a não temer de novo, e sonhar, e crer em contos de fadas, pois apesar de não ser perfeito [nenhum de nós é], você é meu príncipe encantado. Eu não quero por todas as circunstâncias em que vivi, deixar de viver por medo do que virá. E preciso reaprender isso, pois apesar de não deixar de fazer as coisas que acho que valem a pena, eu continuo não me permitindo acreditar naquilo que é incerto. Só que incerto, não é meu amor por você. E ele não merece ser podado pelas incertezas.
Peço a você, ainda, que não se julgue o errado, pois não é você quem erra. É feliz quem sonha meu amor... E é também quem vive [não foi o que me disse]. Magoou-me ver o que te fiz, e te ouvir dizer que se sente pequeno, e com o coração apertado. E apertado, após dizer e ouvir, ficou o meu. Eu não preciso [nem você], nem quero que deixe nunca de ser esse bobo. O que eu preciso é que não me deixe continuar assim como hoje sou, pois essa, não é quem eu realmente quero ser...
E no demais, eu simplesmente amo você!

quarta-feira, 5 de março de 2008

Agradecimentos

[Ilustração: Rodin - Kissers big]

Dom, obrigada pelo apoio, pelo cuidado, pela atenção e preocupação. Obrigada por ficar ao meu lado. Isso torna tudo mais fácil pra mim, pode ter certeza.

Dias difíceis

Ela sentia uma sensação estranha de que algo acontecia, ou estava para acontecer. Era ruim aquilo, e a deixava desanimada e cabisbaixa. E desânimo, definitivamente não combinava com sei jeito. Era preciso muito para deixá-la abatida, mas dessa vez, nem mesmo ela sabia o real motivo para aquela angústia.
O que estava claro, era que estava muito cansada dos pais. Estava cansada das críticas, das cobranças, da súper-proteção, da cara deles. Estava em tal ponto, que pensar em voltar para casa, já fazia sentir vontade de fugir pra bem longe. E se pudesse, ela realmente iria. Se não fosse por conhecê-lo [Dom], ela se arrependeria ao máximo por ter ficado naquela cidade. As vezes pensa que deveria ter encarado tudo de frente, e ter escolhido qualquer que fosse a cidade, para cursar a faculdade. Qualquer cidade seria boa se estivesse longe de tudo isso...

Mas ela ficou, e o conheceu. Além, é claro, das suas amigas, esse fato era um alívio enorme. Não que todos os dias as coisas sejam tão ruim para ela [em casa], mas estava sensível e tudo parecia ter uma dimensão maior. Ela achava que seus pais exageravam em tudo [e realmente exageram], as vezes costumavam descarregar nela os problemas... E por guardar, muitas vezes, todo o sentimento que aquilo lhe causava, foi fazendo ainda mais mal... Até que chegou ao limite, e a deixou assim.

Ela é feliz [apesar de tudo]. Esta sempre rindo, falando, brincando. E se existiam momentos em que ela sentia uma paz inigualável, era quando estava junto a ele. Era sua fortaleza, onde ela fazia questão de esquecer do que tinha de errado em sua vida, e aproveitar o momento. Era quando ela se sentia livre, e longe de julgamentos e cobranças [mesmo que ele uma vez ou outra desse "Piti" por alguma coisa. Mas aquilo não a incomodava...Risos]. Era quando ela estava bem. Realmente bem.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Sábado chuvoso

[Ilustração: Mário Eloy - Nú]

Tem algo que se repete na mente dela: O céu nublado. Chuva caindo incessávelmente. A música que lhes fazia trilha. O som das gotas ao telhado. O vento frio que vinha de fora. Calor que vinha de dentro. O corpo dela, encostado no dele. Nús, vendo, da janela do quarto, o tempo passar...