[Ilustração: Renoir]Por Dom
Sexta foi um dia lindo, perfeito. Começou quando a pegou em casa e levo-a para retirar o título de eleitor. O lugar era no fim do mundo e descobriu que foi a melhor coisa que fez em toda a sua vida. O lugar não era ambiente para uma moça como ela ir sozinha. Ficou triste pq a moto não passava num lago de lama e poderia ter ido por outro lugar para saber se dava pra passar e não o fez antes, fato que a obrigou melar os pezinhos. Esperou todo o tempo que fizeram-nos esperar para retirar o documento. Ela se emancipara politicamente.
Ia deixá-la em casa, mas disse que iria ao centro ver perfumes. Claro que não a deixou ir sozinha e a pé num lugar tão longe. Levou-a para o centro daquela cidade louca, com todo o cuidado do mundo e respeitando as leis de trânsito, para que escolhesse todos os perfumes do mundo. A protegeu do transito caótico e mais uma vez quis levá-la para casa. Ainda não quis ir, pois tinha que comprar carne para o almoço. Bife! Ele pediu para ela em alto e bom som: Bife!
Na volta pediu para passar na casa da amiga [dela] que ele mais gostava. Eram duas, mas a outra era irresponsável e ele não simpatizava com ela, além de achar que ela não era boa influência. Foi-se. Deixou em casa e foi para a sua. Tomou um banho, trocou de roupa e foi a faculdade. Falaram-se ainda, a tarde e até então, tudo normal.
À noite veio e com ela o prenúncio de uma tragédia grega: algo tinha lhe acontecido entre o intervalo em que não se falaram. Mas ele não sabia de nada e nem tinha como saber, já que ele não fora informado sobre o que tinha acontecido com o irmão dela. Agiu naquela noite como agia sempre que algo acontecia no que concernia a relação deles.
Ele ia lhe falar no sábado [e o fez]. Mas teve um susto com as mensagens e depois com o tom lacônico de sua voz. Ela estava armada, travada e bruta. Ele se assustou tanto com aquilo, que em alguns momentos ficou sem saber o que falar. Ela não dava espaço pra ele se justificar. Até pediu perdão a ela, pela maneira como agiu [ele não sabia de nada]. Mas ela não queria acordo e com aquela voz fria e as frases articuladas [não era ela, não era a sua garotinha].
Pediu para buscá-la em casa e conversar pessoalmente, mas ela disse que a sua AMIGA estava lá e que não precisava de mim [isso quem diz sou eu]. Imagino que agora todas as AMIGAS já estavam sabendo que eu seria um canalha insensível e que deve receber aqueles conselhos que todos os AMIGOS ou AMIGAS idiotas gostam de dar nessas horas.
Eu fiquei tão desconcertado com tudo aquilo que peguei a moto e sai da faculdade em direção ao nada [eu devia saber disso e ter um mapa antes de fazer isso ]. Acho que estava chegando a uma cidade chamada São Desidério, tinha percorrido uns 12 quilômetros e faltavam uns 14 a mais. A 120 quilômetros por hora, absorto em pensamentos de toda a sorte [em relação a ela], não percebeu que a gasolina estava no fim.
E o pior aconteceu: fiquei no meio do nada e de lugar nenhum. Conseguiu levar a moto até um assentamento de sem-terras pediu gasolina, mas não tinham. Resultado: deixou a moto lá e caminhou os 12 quilômetros que tinha percorrido de volta. Não pegou nenhuma carona. Tempos difíceis esses de hoje. Ninguém confia mais em ninguém e por isso não ajudam mas os estranhos, principalmente os estrangeiros.
Na volta pediu para passar na casa da amiga [dela] que ele mais gostava. Eram duas, mas a outra era irresponsável e ele não simpatizava com ela, além de achar que ela não era boa influência. Foi-se. Deixou em casa e foi para a sua. Tomou um banho, trocou de roupa e foi a faculdade. Falaram-se ainda, a tarde e até então, tudo normal.
À noite veio e com ela o prenúncio de uma tragédia grega: algo tinha lhe acontecido entre o intervalo em que não se falaram. Mas ele não sabia de nada e nem tinha como saber, já que ele não fora informado sobre o que tinha acontecido com o irmão dela. Agiu naquela noite como agia sempre que algo acontecia no que concernia a relação deles.
Ele ia lhe falar no sábado [e o fez]. Mas teve um susto com as mensagens e depois com o tom lacônico de sua voz. Ela estava armada, travada e bruta. Ele se assustou tanto com aquilo, que em alguns momentos ficou sem saber o que falar. Ela não dava espaço pra ele se justificar. Até pediu perdão a ela, pela maneira como agiu [ele não sabia de nada]. Mas ela não queria acordo e com aquela voz fria e as frases articuladas [não era ela, não era a sua garotinha].
Pediu para buscá-la em casa e conversar pessoalmente, mas ela disse que a sua AMIGA estava lá e que não precisava de mim [isso quem diz sou eu]. Imagino que agora todas as AMIGAS já estavam sabendo que eu seria um canalha insensível e que deve receber aqueles conselhos que todos os AMIGOS ou AMIGAS idiotas gostam de dar nessas horas.
Eu fiquei tão desconcertado com tudo aquilo que peguei a moto e sai da faculdade em direção ao nada [eu devia saber disso e ter um mapa antes de fazer isso ]. Acho que estava chegando a uma cidade chamada São Desidério, tinha percorrido uns 12 quilômetros e faltavam uns 14 a mais. A 120 quilômetros por hora, absorto em pensamentos de toda a sorte [em relação a ela], não percebeu que a gasolina estava no fim.
E o pior aconteceu: fiquei no meio do nada e de lugar nenhum. Conseguiu levar a moto até um assentamento de sem-terras pediu gasolina, mas não tinham. Resultado: deixou a moto lá e caminhou os 12 quilômetros que tinha percorrido de volta. Não pegou nenhuma carona. Tempos difíceis esses de hoje. Ninguém confia mais em ninguém e por isso não ajudam mas os estranhos, principalmente os estrangeiros.
Não tinha AMIGOS naquela cidade dos diabos e sabia que as coisas seriam mais difíceis sem ela por perto. Mas gostaria de que ela soubesse que ela era uma pessoa muito difícil de tratar em momentos de tensão, embora fosse amável em momentos de ternura. Chamava-a de mulher de gelo porquê ela tinha o costume de ocultar seus sentimentos.
Ela segura todo tipo de onda só para não mostrar as pessoas. Ele não era assim, e queria que soubesse que mesmo que ele estivesse irado com qualquer coisa, ela e tudo o mais que importava a ela, estava em primeiro lugar. Ele pede perdão por tudo o que fez de errado e por não saber agir certo nesses momentos em que ele não consegue entende-la e diz que tudo o que fez foi por amor, um amor burro, ele sabe, mas estava tentando acertar.
Estava sem internet em casa e não pôde ler o email que lhe enviou naquele sábado fatídico, além do que teve medo de ligar para ela e ouvir aquelas voz metalizada dizendo que isso ou aquilo e que ele era isso ou aquilo. Não o fez e teve um dos piores sábados e domingos de sua vida. Não sabe o que fazer e acha melhor se afastar pra não se meter em confusão. Quer acreditar que houve uma imensa confusão e que ela, por estar demasiado alterada emocionalmente, induziu-o ao erro .
Ela segura todo tipo de onda só para não mostrar as pessoas. Ele não era assim, e queria que soubesse que mesmo que ele estivesse irado com qualquer coisa, ela e tudo o mais que importava a ela, estava em primeiro lugar. Ele pede perdão por tudo o que fez de errado e por não saber agir certo nesses momentos em que ele não consegue entende-la e diz que tudo o que fez foi por amor, um amor burro, ele sabe, mas estava tentando acertar.
Estava sem internet em casa e não pôde ler o email que lhe enviou naquele sábado fatídico, além do que teve medo de ligar para ela e ouvir aquelas voz metalizada dizendo que isso ou aquilo e que ele era isso ou aquilo. Não o fez e teve um dos piores sábados e domingos de sua vida. Não sabe o que fazer e acha melhor se afastar pra não se meter em confusão. Quer acreditar que houve uma imensa confusão e que ela, por estar demasiado alterada emocionalmente, induziu-o ao erro .
Pede-lhe PERDÃO!

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