domingo, 25 de outubro de 2009
Declarações de Domingo
Essa manhã não senti sua presença como pedi, ontem, durante a passagem para o horário de verão. Mas na verdade mesmo sem cheio de perfume, sem despertar súbito com a sensação de um beijo nos lábios, sem procurar pelo quarto a sua presença, notei que ainda assim você estava alí. E então eu sorri. Sorri ao descobrir que ainda te amo essa manhã.
Busquei no celular, ao lado da cama na mesinha de cabeceira, a mensagem que dizia: "Saudades do meu amor... te amo muito...", escrita numa dessas madrugadas em que sua mente procura por mim. Suspirei alividada. - E ele também me ama! Ao menos amava até ontem. E se não há felicidade que dure, ao menos sei que é ela que visita meu peito agora. Quanto tempo vai ficar, eu não sei, mas sublime é amar e ser amada. E me transborda a felicidade, nessa manhã.
Devo ter tido sonhos bons, mas curiosamente não me recordo de nada. A única coisa que sei é que estou contente. E o dia se vestiu para combinar com minha felicidade. Um gigantesco sol brilha no céu azul. Quente não esta. Esta agradável. Assim como a vida nessa pequena área e espaço de tempo. Lá fora o mundo não sorri tanto, mas por hora me atenho a esse momento feliz em que me encontro.
Sejam lá quais anjos você enviara para me colorirem os sonhos... Sejam lá quais sonhos foram esses que tive, só me recordo de uma coisa ao acordar: Minha alma espera ansiosamente por sua volta.
Eu amo você.
Desejo um bom domingo.
sábado, 24 de outubro de 2009
O pedido
Faremos nossos votos em algum lugar bonito
Com a natureza e os anjos como testemunhas
Onde não haja inveja
Onde não haja agouro
E então vamos fugir para qualquer lugar
e ir viver em um castelo
- tá tudo bem, pode ser uma apartamento pequeno no centro da cidade,
eu não me importo.
Quero dormir sem ter que ir a lugar algum,
e acordar ao lado do meu amor mal humorado por um sonho qualquer.
Que sejamos apenas dois desconhecidos recém casados.
Nada mais.
Por toda vida como recém casados...
... E ele disse sim.
Pele de Asno - Resgatado das minhas memórias
Lembro do tempo em que toda a noite insistia a minha mãe para que me contasse uma história para dormir. Ah, para mim eram as melhores. O mesmo tempo que correu de lá para cá, foi apagando aos poucos cada uma daquelas surpreendentes aventuras e deixando apenas algumas poucas lembranças tanto na minha mente quanto na de minha mãe. Eu imaginava de onde ela tirava todas aquelas histórias e jurava que as inventava – e no fundo era muito do que fazia – e achava que havia um pouco de mim em todas elas.
Contos de fadas, histórias de crianças travessas, finais com lições de moral. Todas as fantasias “inventadas” por minha querida mãe - sempre meia hora antes do horário em que eu deveria dormir - permeavam meus sonhos durante a noite que se seguia.
Ontem numa súbita perda de sono, anos após a fase das “histórias de dormir”, fui ver televisão. As histórias não são tão divertidas quando as que ouvia quando criança, mas serviria. Passeando pelos canais da parabólica, eis que me deparo com uma princesa de espalhafatoso vestido azul, cantando l’amour, l’amour je t’aime vu... ou algo parecido. Era um filme francês legendado. Interessei-me de subido, mesmo sem saber o motivo. Deixei-me ficar, pois sabia ser algum clássico da literatura devido à culta programação do canal que – não adiantou o esforço – até o fim fiquei sem saber qual era.
O filme era Peau d'âne – Pele de Asno, baseado no conto de Charles Perrault, autor de Cinderella, O gato de Botas, Barba Azul, Branca de Neve, e vários outros contos infantis adotados pela Disney. Dirigido por Jacques Demy, foi lançado em 1970, com seu cenário infantil e muito simples. Achei-o belo apesar de morno e infantil, mas o que me prendeu até o fim foi a sensação de conhecer a historia.
Lembrei-me já no início da terceira parte que era uma das histórias contada por minha mãe. “Pele de Asno” repeti na mente, até que meu cérebro vasculhou seus arquivos e encontrou escondido e “empoeirado” a história que ouvi quando tinha meus cinco ou seis anos de idade. Sim, era a mesma história, porém diferente do me que lembrava. Na história da minha mãe – que eu me lembre – não havia incesto como no filme onde o rei pretende casar-se com sua filha. As mágicas eram feitas de maneira diferente também, mas o resultado eram os mesmos. Sim, aquela era uma das minhas “histórias de dormir” preferidas.
Sorri contente, como quem encontra um objeto do qual muito se gosta e que há muito tempo foi perdido entre coisas velhas. Como eu era boba! A história não muito se diferencia de qualquer outro conto de fadas. A princesa mal vestida e transformada em plebéia é salva pelo príncipe encantado que descobre no final que ela também tem sangue real. Nada mais bobo para um sábado à noite, mas valeu a lembrança!
domingo, 2 de agosto de 2009
Simplesmente amor
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Jeito do mato
Vem da campina onde o sol se deita.
Do regalo de terra que teu dorso ajeita.
E dorme serena,no sereno e sonha.
De onde é que salta essa voz tão risonha?
Da chuva que teima, mas o céu rejeita.
Do mato,do medo,da perda tristonha.
Mas,que o sol resgata,arde e deleita.
Há uma estrada de pedra que passa na fazenda.
É teu destino,é tua senda.
Onde nasce com as canções.
As tempestades do tempo que marcam tua história
Fogo que queima na memória e acende os corações.
Sim,dos teus pés na terra nascem flores.
A tua voz macia aplaca as dores
E espalha cores vivas pelo ar.
Sim,dos teus olhos saem cachoeiras.
Sete lagoas,mel e brincadeiras.
Espumas,ondas,águas do teu mar...
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Vem andar comigo
Basta olhar no fundo dos meus olhos
Pra ver que já não sou como era antes
Tudo que eu preciso é de uma chance
De alguns instantes
Sinceramente ainda acredito
Em um destino forte e implacável
Em tudo que nós temos pra viver
É muito mais do que sonhamos
Será que é difícil entender
Porque eu ainda insisto em nós
Será que é difícil entender
Vem andar comigo...
Vem, vem meu amor
As flores estão no caminho
Vem meu amor
Vem andar comigo
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Pássaros
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Sensações
A espera
Por que tardas tanto?
As primeiras sombras se avizinham
E as estrelas iniciam a noite.
Vem...
Pois a esperança que se acolheu em meu coração
Vai deixá-lo como um ninho abandonado nos penhascos.
Vem...
Amado...
Desce a tua boca sobre a minha boca
Para a tua alma levar a minha alma
Pesada de sofrimento!
Vem...
Para que, beijando a minha boca
Eu receba a sensação de uma janela aberta.
Amado meu...
Por que tardas tanto?
Vem...
E serás como um ramo de rosas brancas
Pousando no túmulo da minha vida...
Vem amado meu.
Por que tardas tanto?
sábado, 10 de janeiro de 2009
Saudade é um pouco como fome.
Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco:
quer-se absorver a outra pessoa toda.
Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira
é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.
Clarisse Lispector disse tudo. Ela realmente sabe dizer o que se passa dentro do meu ser, que me tira o sono, ou me povoa os sonhos. Esse sentimento agudo no fundo do peito que toma o corpo inteiro e me faz procurar o relógio de minuto a minuto, para constatar que sem ele, o tempo não passa. Esse sentimento que me provoca como se eu dissesse a mim mesma, que fuja consciente de não poder escapar... Esse sentimento que me faz voltar. Esse sentimento que me faz esperar...
E as horas não passam.
Sua falta
[Di Cavalcanti]Eu já estou desesperada por um beijo seu.
Por sentir o teu perfume [ah, que saudade do teu perfume]...
De sentir você me pegar pela nuca entre meus cabelos,
daquele jeito que me enlouquece.
De ficar abraçada a você,
nús,
depois de fazer-mos amor...
Se sentir seu gosto, sua temperatura...
Suas mãos em mim...
Sinto saudade do seu riso
[aquele riso fácil depois do gozo]
Estou com saudade de ver sua carinha quando fica enciumado.
Estou com saudade de você falando ao meu ouvido,
E de tomar café da manhã contigo.
Com saudade dos nossoa almoços com miojo [rs]...
Com saudade de andar a noite ao seu lado...
Estou com saudade da sua companhia.
Da sua presença...
De você.
