Um bom dia alegre e prolongado, para aquele que detém o meu coração. Aliás, imagino que esteja cuidando bem dele, pois aqui no lugar onde ele deveria estar, não há vazio ou dor nesse momento. Falando nisso peço encarecidamente que dê-me o seu o quanto antes, para que eu possa colocá-lo no espaço que trago no peito. Afinal, sem nenhum para fazer circular sangue pelas partes do meu corpo - todas ligadas a você - hei de morrer de amor, carente de coração que entreguei de bom grado.
Essa manhã não senti sua presença como pedi, ontem, durante a passagem para o horário de verão. Mas na verdade mesmo sem cheio de perfume, sem despertar súbito com a sensação de um beijo nos lábios, sem procurar pelo quarto a sua presença, notei que ainda assim você estava alí. E então eu sorri. Sorri ao descobrir que ainda te amo essa manhã.
Busquei no celular, ao lado da cama na mesinha de cabeceira, a mensagem que dizia: "Saudades do meu amor... te amo muito...", escrita numa dessas madrugadas em que sua mente procura por mim. Suspirei alividada. - E ele também me ama! Ao menos amava até ontem. E se não há felicidade que dure, ao menos sei que é ela que visita meu peito agora. Quanto tempo vai ficar, eu não sei, mas sublime é amar e ser amada. E me transborda a felicidade, nessa manhã.
Devo ter tido sonhos bons, mas curiosamente não me recordo de nada. A única coisa que sei é que estou contente. E o dia se vestiu para combinar com minha felicidade. Um gigantesco sol brilha no céu azul. Quente não esta. Esta agradável. Assim como a vida nessa pequena área e espaço de tempo. Lá fora o mundo não sorri tanto, mas por hora me atenho a esse momento feliz em que me encontro.
Sejam lá quais anjos você enviara para me colorirem os sonhos... Sejam lá quais sonhos foram esses que tive, só me recordo de uma coisa ao acordar: Minha alma espera ansiosamente por sua volta.
Eu amo você.
Desejo um bom domingo.
domingo, 25 de outubro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
O pedido
Quero me casar com você
Faremos nossos votos em algum lugar bonito
Com a natureza e os anjos como testemunhas
Onde não haja inveja
Onde não haja agouro
E então vamos fugir para qualquer lugar
e ir viver em um castelo
- tá tudo bem, pode ser uma apartamento pequeno no centro da cidade,
eu não me importo.
Quero dormir sem ter que ir a lugar algum,
e acordar ao lado do meu amor mal humorado por um sonho qualquer.
Que sejamos apenas dois desconhecidos recém casados.
Nada mais.
Por toda vida como recém casados...
... E ele disse sim.
Faremos nossos votos em algum lugar bonito
Com a natureza e os anjos como testemunhas
Onde não haja inveja
Onde não haja agouro
E então vamos fugir para qualquer lugar
e ir viver em um castelo
- tá tudo bem, pode ser uma apartamento pequeno no centro da cidade,
eu não me importo.
Quero dormir sem ter que ir a lugar algum,
e acordar ao lado do meu amor mal humorado por um sonho qualquer.
Que sejamos apenas dois desconhecidos recém casados.
Nada mais.
Por toda vida como recém casados...
... E ele disse sim.
Pele de Asno - Resgatado das minhas memórias
Lembro do tempo em que toda a noite insistia a minha mãe para que me contasse uma história para dormir. Ah, para mim eram as melhores. O mesmo tempo que correu de lá para cá, foi apagando aos poucos cada uma daquelas surpreendentes aventuras e deixando apenas algumas poucas lembranças tanto na minha mente quanto na de minha mãe. Eu imaginava de onde ela tirava todas aquelas histórias e jurava que as inventava – e no fundo era muito do que fazia – e achava que havia um pouco de mim em todas elas.
Contos de fadas, histórias de crianças travessas, finais com lições de moral. Todas as fantasias “inventadas” por minha querida mãe - sempre meia hora antes do horário em que eu deveria dormir - permeavam meus sonhos durante a noite que se seguia.
Ontem numa súbita perda de sono, anos após a fase das “histórias de dormir”, fui ver televisão. As histórias não são tão divertidas quando as que ouvia quando criança, mas serviria. Passeando pelos canais da parabólica, eis que me deparo com uma princesa de espalhafatoso vestido azul, cantando l’amour, l’amour je t’aime vu... ou algo parecido. Era um filme francês legendado. Interessei-me de subido, mesmo sem saber o motivo. Deixei-me ficar, pois sabia ser algum clássico da literatura devido à culta programação do canal que – não adiantou o esforço – até o fim fiquei sem saber qual era.
O filme era Peau d'âne – Pele de Asno, baseado no conto de Charles Perrault, autor de Cinderella, O gato de Botas, Barba Azul, Branca de Neve, e vários outros contos infantis adotados pela Disney. Dirigido por Jacques Demy, foi lançado em 1970, com seu cenário infantil e muito simples. Achei-o belo apesar de morno e infantil, mas o que me prendeu até o fim foi a sensação de conhecer a historia.
Lembrei-me já no início da terceira parte que era uma das histórias contada por minha mãe. “Pele de Asno” repeti na mente, até que meu cérebro vasculhou seus arquivos e encontrou escondido e “empoeirado” a história que ouvi quando tinha meus cinco ou seis anos de idade. Sim, era a mesma história, porém diferente do me que lembrava. Na história da minha mãe – que eu me lembre – não havia incesto como no filme onde o rei pretende casar-se com sua filha. As mágicas eram feitas de maneira diferente também, mas o resultado eram os mesmos. Sim, aquela era uma das minhas “histórias de dormir” preferidas.
Sorri contente, como quem encontra um objeto do qual muito se gosta e que há muito tempo foi perdido entre coisas velhas. Como eu era boba! A história não muito se diferencia de qualquer outro conto de fadas. A princesa mal vestida e transformada em plebéia é salva pelo príncipe encantado que descobre no final que ela também tem sangue real. Nada mais bobo para um sábado à noite, mas valeu a lembrança!
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