Brincadeiras a parte - apesar de não ser mentira os ciúmes que sintia dele - hoje alguma coisa não identificada a incomodava. Sentia algo esquisito e realmente desconfortável que a fazia ficar estranha. Talvez fosse o ambiente onde estava com pessoas que não gostava e que não gostavam dela. Depois estava só entre muita gente... Muita cara desconhecida, outras conhecidas mas com as quais ela não se dava muito bem, outras com quem não gostaria de estar. Ficou realmente deslocada e solitária algumas vezes, mas sentia que não era exatamente aquilo que a incomodava. Era algo menos óbivil. Algo não explícito, mesmo para ela. Talvez um pressentimento, quem sabe. Ficou mais forte com a noite, ela tinha reparado. Repentinamente se sentiu um peixinho fora d'água e incomodada com qualquer coisa que ela sabia que não deveria ser apenas aquilo. Em alguns momentos ficou distante - na maioria deles - tentando entender o que seria aquela sensação ruim. Não estava mesmo confortável e interessada no ambiente e na conversa alheia, além Dele. E algo ainda a incomodava. Em casa percebeu Ele estranho. Se tinha acontecido algo que ele não queria dizer, ou se era reflexo dela mesma, não sabia dizer... Mas que ele estava esquisito, estava. Se sabia seus motivos era mais fácil, mesmo que não tenha querido dizer para ela. Vai saber... Talvez realmente fosse cansaço como ele disse. Talvez ela estivesse achando coisa demais - apesar de saber que seus sentidos raramente se enganam. Quanto a sua sensação, se eram seus sentidos não soube interpretá-los. Estava agora não só incomodada por sentí-los, mas por não saber o que significam... O que, para quê, ou porque dela [a sensação]. Oh, confusão. Deve ser coisa de sexta feira. "Xô", coisa ruim... Eles querem paz esse final de semana. Foi um decreto... Decretado está! Depois ela descobre o que há... Sempre se descobre.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
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