segunda-feira, 14 de julho de 2008

A menina dos sapatinhos mágicos



Hoje conto a historinha de uma menina chamada Jujuba e seu cachorrinho Nick. Jujuba e Nick viviam numa cidade perto de uma das mais belas regiões do planeta Terra [a Chapada Diamantina] com seus pais. Jujuba tinha um sapatinho mágico. Quando Jujuba queria ir para outro lugar, batia os sapatinhos um no outro e sumia, aparecendo no lugar desejado! É sempre assim, desde o dia em que Jujuba encontrou esses sapatinhos numa vitrine de uma loja da cidade. Jujuba viu, entrou, provou e comprou [só tinha esse e era exatamente o número de Jujuba]. Eram mágicos e esperavam por Jujuba! E Jujuba sabia disso [tenho certeza que sabia]. E hoje Jujuba vive num lugar e outro, quase ao mesmo tempo. Sumindo e aparecendo, aqui e ali. Aparece no Rio de Janeiro [sua terra natal] e aparece no Oeste da Bahia [terra que adotou] e também aparece em outros lugares [como aqui - dentro de mim - e além]. Ah, essa Jujuba...!

Dulcineia, Jujuba [ou como Dom quiser chamá-la] identificou-se com Dorothy do Mágico de Oz quando leu aquele texto no blog de seu cavaleiro. Ficou pensando em como seria se realmente tivesse um sapatinho mágico que a pudesse levar para qualquer lugar que quisesse. Viajar no tempo e espaço e se transportar para qualquer lugar seguro onde pudesse ficar até quando quisesse sem que ninguém sentisse sua falta... Ou talvez, pudesse aparecer dentro dele e lá permanecer até sempre...


[Texto de Dom retirado do blog: http://www.epifaniando.blogspot.com/]

A menina dos sapatinhos não tão mágicos


Ela estava diante do celular com os lábios semi abertos não acreditando no que lia. Dom estava realmente irritado e ela não lhe tirava a razão, porém ela não gostava do que estava lendo. Achava que por mais chateado que um casal estivesse, era necessário manter o respeito, e talvez ele tivesse perdido a calma e exagerado.
Uma vez, indo para a casa dele, ela escutou um casal discutir na praça por um motivo qualquer, e eles se xingavam e falavam coisas absurdas, e ela achou aquilo horrível de ser ver. Dom concordou com ela, quando disse que aquele já era um ponto crítico em uma relação. É uma faixa sensível, onde não se tem respeito, e aí vira bagunça [como alguns relacionamentos que ela acompanhara]. Não queria que fosse assim com eles, mas entendia que ele estava muito chateado.

Decidiu então, deixar que ele ficasse um pouco mais calmo, para que não dissessem coisas das quais se arrependeriam depois. Aquele site de relacionamento era realmente um problema para os casais, porém se não fosse por ele, acabariam brigando por qualquer outro motivo. E precisavam aprender a conversar e se respeitar diante da raiva, da indignação... E isso sem dúvida servia para ela, pois também já havia tido más reações em uma situação pouco semelhante.

A menina dos sapatinhos mágicos, olhou para seus sapatos e perguntou: O que há com sua mágica que não me leva para onde gostaria de estar agora? Talvez não tivesse sapatos mágicos como ele havia dito.

[Espero que tudo dê certo]

sábado, 12 de julho de 2008

Invasão, ou evolução?


Certa feita, estávam ela uma de suas amigas e ele, conversando na frente da casa dela. O assunto da vez era fim de relacionamentos. Sua amiga ainda sentia a perda do namorado, e das coisas que tinha deixado com ele, e discutiam sobre pedir elas de volta, ou não.

Como exemplo, ele falou do seu relacionamento passado, e das muitas coisas dele que ficaram com ela para trás. Defendia que ela não deveria pedir suas coisas de volta, o que Dulcineia também achava que não deveria fazer, e dizia que ele quando chegasse o momento deveria devolver tudo o que era dela. Eis que juntaram-se os dois, contra a falta de vínculo que Dulcineia tinha com Dom.

Não falo sentimentalmente, pois dessa forma muito havia, mas materialmente. Ela não deixava nada no apartamento dele a não ser quando esquecia algo, pegando de volta em seguida. E Dulcineia ainda dizia que o que fosse dele, e por acaso ficasse com ela se terminassem, ela devolveria. Não queria que um dia ele falasse de algúm livro, filme, blusa, ou qualquer coisa que gostasse, ficou com "uma ex-namorada", como falava as vezes com ela.

Sua amiga falou sobre deixar escova de dentes, roupas, objetos pessoais [qualquer coisa], com ele, e para sua surpresa Dom concordou com ela. Dulcineia achava que era forçar uma barra deixar escova de dentes na casa do namorado. Mudas de roupa [como se ela passasse uma noite sequer com ele]... Achava que era como invadir um espaço dele o que não queria fazer. Mas ao que pareceu ele não pensava assim, ou queria apenas ficar contra ela de alguma maneira.

Mostrou-lhe então, uma fotografia com um short jeans que ele gostou, além de uma blusa da Betty Boop que ele também gostava. Ele sugeriu que ela deixasse o short lá na casa dele, para que usasse quando quisesse já que só usava-o mesmo dentro de casa. Ela achou aquilo bonito, aliás, achava legal ter coisas da pessoa amada para ver e lembrar sempre que quisesse. Por isso atentar para sua realidade era tão ruim.

Ela não morava sozinha, portanto, ele não pdoeria passar noites com ela e deixar mudas de roupas para trocar quando quisesse. Nem uma escova de dentes para que ele usasse quando ficasse por lá... Já ele morava só, mas ela não podia passar a noite com ele, e o tempo que permanecia naquele apartamento era muito curto apara precisar de outra roupa para usar após o banho.

Ao contrário do que Dom e sua amiga pensava, ela entendia perfeitamente o que era aquela troca tão especial, e apreciava aquilo [a partir do momento em que um de espaço para o outro se incluir em sua intimidade, como a de um apartamento]. O problema, era não ter a liberdade que eles estavam acostumados a ter. Num futuro, não tão distante, quem sabe ela tenha milhões de coisas dele em seu apartamento, assim como ele tenha milhões de coisas dela no seu. Coisas que ela não devolveria [decisão tomada a partir de discussões, risos], e que não pediria de volta Se, e somente SE um dia terminassem.

Talvez, por enquanto, ela possa deixar um short jeans para ficar mais confortável enquanto estiver por lá [se bem que acho difícil ficar mais confortável do que da maneira como costumam ficar].

Novas experiências


Aos poucos estava aprendendo o jeito que ele gostava. Um beijo, um toque... Um carinho mais íntimo. Aliás, a confiança que tinham era inacreditável para ela. Se mostrava e se sentia a vontade com ele, como nunca imaginou que ficaria. E fazia coisas que jurava que não teria coragem de fazer.
Experimentava as posições que ele lhe propunha, as coisas que agradavam a ele, e para falar a verdade, tudo a agradava. Primeiramente por agradar ele, e depois porque acabava gostando mesmo. Talvez fosse "safada", como ele costumava chamá-la [risos]. O caso é que existia neles uma troca de confiança, e intimidade que ela gostava.
Uma das coisas que ela achou que difícilmente faria, era "sexo oral". Parecia-le algo muito distante dela. Era porém, algo que ele gostaria que ela fizesse. Demorou um pouco [menos do que ela imaginava], para que tomasse coragem para experimentar. Ele já fazia nela e ela queria retribuí-lo apesar do pudor em relação ao sexo oral. Chega a ser mais íntimo que qualquer outra forma, com a intimidade na boca de outra pessoa. Um ponto de tanta intimidade que deixa o outro tão vulnerável...
Bom, ela experimentou e admite que gostou. Gosta da textura, do calor, de sentir a pulsação dele... De acompanhar o crescimento em sua boca. Das reações dele com o carinho... Aos poucos descobria a maneira como ele gostava. A intensidade, a velocidade... Com o tempo aprendia com ele a fazer o melhor, da forma que mais o agradava [sem deixar de inovar]. Não gostava de ser previsível, e ele estava sempre tentando adivinhar o que ela irá fazer. Quanto a novas experiências, ela esta e sempre esteve disposta a experimentar com ele.
[E repito só para não deixar dúvidas: "Com ELE"!





quinta-feira, 10 de julho de 2008

"Você é, ultimamente, a razão de minhas emocões"...

[Dom]

Diálogos...



- Dom:
Você viverá pra sempre...
- Dulcineia:
Não quero viver para sempre...
Quero viver enquanto você viver!
Amor, você cuida de mim se eu estiver com medo?
- Dom:
Sim meu amor... Sempre!
Por você eu mato
Eu morro
Eu faço qualquer coisa!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O lugar perfeito pro amor viver






[Composição: Mauro Motta/Dudu Falcão]

São teus olhos
A luz de mil estrelas são teus olhos
Você que acendeu a minha vida
Não deixe nunca o brilho se apagar

Meu amor
Se eu pudesse traduzir meu coração
Todas as poesias feitas da paixão
Não seriam o bastante pra dizer
Meu amor no silêncio dos teus braços eu já sei
Que no teu abraço eu já encontrei
O lugar perfeito pro amor viver

Meu amor
Que transforma o mundo inteiro
Em um jardim
Que me faz acreditar que é pra mim
Que a lua se derrama pelo mar

Meu amor
Eu sabia antes de te conhecer
Que os meus sonhos me guardavam
Pra você
Esperando a hora de te encontrar
São teus olhos
A luz de mil estrelas são teus olhos

[Ela ouviu aquela canção e viu o que sentia por Ele, nela. Era perfeita... Como se feita para ela cantar para ele. Feita para ela dizer a ele... Perfeita para as sensaçãoes que tinha com ele]

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Nada mais

É... Ele é para ela um pedacinho de céu que alcançou. Cheio de imperfeições que para ela eram perfeitas. E o ama... Apenas isso.

Da falta que senti


Que saudade do calor daquele corpo.
Do perfume,
Da textura...
Do sabor da pele,
Da saliva...
Doce! - É como estava ontem
[Como amor que agente fez]
Do som daquela voz...
Das vibrações que ela me causa.
Daquele timbre rouco e abafado,
Entre o desalinho dos meus cabelos.
Que saudade daquele olhar
[Amando, só amando]
Como se não fosse me ver mais.
Da respiração...
Do sorriso no canto dos lábios
E as feições divertidas,
Zombando das milhas olheiras.
Ironicamente perguntando o porque delas,
Quando reconhece ser o motivo.
Que saudade daquela presença,
Daquele carinho,
Daquela bagunça
[Agora organizada]
Da visão daquela janela.
Que saudade do calor dos seus braços
Envolvida em um abraço
E de fazer amor.
"Como se fosse a primeira vez!"

sábado, 21 de junho de 2008

Coisa mais adorável


[Tradução de Nicest Thing - Kate Nash]
Ilustração: Renoir]

Tudo que eu sei é que você é tão adorável
Você é a coisa mais adorável que já vi
Eu queria que nós levássemos isso adiante
Ver se podemos ser algo.

Eu queria que eu fosse a sua garota favorita
Eu queria que você pensasse
Que eu sou a sua razão de estar no mundo
Eu queria que meu sorriso fosse o seu sorriso favorito
Eu queria que a maneira como eu me visto
Fosse o seu estilo favorito
Eu queria que você não conseguisse me entender
Mas sempre quisesse saber como eu sou
Eu queria que você segurasse a minha mão
Quando eu estivesse chateada
Eu queria que você nunca esquecesse
O meu olhar quando nos vimos pela primeira vez
Eu queria que tivesse uma marquinha na pele
De que você gostasse secretamente
Porque estaria num lugar escondido onde ninguém poderia ver
Basicamente, eu queria que você me amasse
Eu queria que você precisasse de mim
Eu queria que você entendesse que quando eu pedisse
Dois torrões de açúcar, na verdade eu queria três
Eu queria que sem mim o seu coração se partisse
Eu queria que sem mim você passasse toda suas noites acordado
Eu queria que sem mim você não pudesse comer
Eu queria ser a última coisa em que você pensasse antes de dormir

Tudo que eu sei é que você é a coisa mais adorável que eu já vi
Eu queria que nós pudéssemos ser algo

Intimidade

[Tu mi pasion - Artista desconhecido]

Viagem de São João

Ao olhá-lo nos olhos, sentiu uma ternura tão imensa que quis chorar.
Não era bem tristeza o que sentia,
Mas na verdade não sabia exatamente o que era...
Medo de perdê-lo, quem sabe...
Ou talvez "saudades dele no futuro"
[como ele lhe disse uma vez]
O que quer que fosse só lhe demostrava ainda mais,
O quanto esta apaixonada,
Entregue
E dependente...
De um sorriso sequer daqueles lábios
Eu realmente amo você, Dom
Boas aventuras lhe aguardam, sem dúvida.
Vá com força e coragem, e se cuida
E que mendiga nenhuma fique a menos de dez metros de distância!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Despedida


Olhos marejados
Suspiro angústia
No abraço o desespero
"Não quero que vá"

A loucura de amor

[Kalanchoe, a "flôr que representa nosso amor"]


Madrugada fria
No portão a surpresa
Sorriso e flores.

Tarde de sábado


Uma inquietação o anuncia
Ele passa
Rápido e sem reação
E então se vai.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Monólogo



Silêncio
Quem se da bem com ele? Eu não gosto. Ele fere meus ouvidos. Antes todos os insultos do mundo que um longo e torturante silêncio.
Você esta grintando! Ou será minha consciência? Não importa, preciso acabar com esses gritos.
Diz alguma coisa. Qualquer coisa. Não vou me calar!
Gosto dessa música, mas não desse olhar. Quem fica confortável com ele? O que está procurando?
Estou ficando impaciente com essa música que não acaba. Não aguento mais ficar calada. Mas também, dizer o que? Acho que já disse tudo, ou não? Como dizer que... Não, melhor não!
Quando ele vai se cansar de olhar, e de fazer esse barulho com os dedos? Quero um abraço, preciso de uma abraço. Fujo desse olhar dessa maneira? Sim, me abrace. NÃO, não me faça te encarar nos olhos.
Eu não vou chorar. NÃO VOU CHORAR! Que droga, preciso desviar os olhos. Será que o beijo? Não, talvez não seja uma boa idéia. E se ainda estiver chateado? E se, e se... Sempre com esses "ses". Preciso de um sinal. Um sinal que...
Ai, meu Deus o que é isso aqui detro? "Borboletas no estômago" [risos]. Que ridículo. Será que dá para ficar calma? Isso é só um beijo. Não é a primeira vez que beija esse cara!
Ei, não acha que o está apertando demais? Já falei para ficar calma! Estou gritando? É, acho que estou, minha cabeça está doendo. Hum... Iso é bom. Sentia falta. Não da dor, do beijo!
Já é hora de ir. Não se fala muito hoje né? Silêncio.
Silêncio
Silente.
Pelo menos do beijo assim eu gosto. Completo e silêncioso. Poderia passar a vida assim.
Ele esta se aproximando. Será que pode ouvir isso? O barulho do meu coração. Eu sinto minha pulsação quando estou com o "coração apertado". Ele esta assim agora? Acho que seria melhor dizer ansioso. Sim, tenho o coração acelerado e ansioso.
Está me beijando ou sugando minhas forças?
Acho que eu estava segurando algo. Não lembro mais o que era. Não importa... Acabo de deixar cair.
Quanto mais forte ele me abraça, mais profundas são as sensações. Fiquei nas pontas dos pés? Volte garota, não seja fraca! Isso é redenção demais. Ele já sabe que você morre por ele mesmo. Não preciso "dar mais na cara"! Beijar na pontinha dos pés.. Que coisa mais antiga! Será que ele reparou?
Tomara que não. Tomara!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Na calçada


Ela se pôs nas pontas dos pés para beijá-lo. Não que fosse necessário, mas ela fazia aquilo [involuntariamente] quando ia beijar os lábios dele. Abraçava-o e tirava os calcanhares do chão sem ao menos perceber. Foi depois que ele comentou que ela percebeu que o fazia. Diz ele, que dizia sua avó, que mulheres que beijavam nas pontas dos pés, estavam perdidamente apaixonadas. Pode ser que seja verdade. Ela fizera aquilo tantas vezes com ele, que nem se lembrava porque, nem em que momento se colocava nas pontas dos pés...

Isso, porém, não vem ao caso. No final do último domingo, após um final de semana insuportável, eles se encontraram para conversar sobre algumas coisas que ficaram às avessas entre eles. Alguns mal entendidos entre ambos, provocaram 12 km de caminhada para ele, e irritações e frustrações para ela. As interpretações sempre foram um "probleminha" entre eles. Ele tinha uma intenção, ela entendeu outra... E assim vice e versa. Mas felizmente, ainda que no fim de domingo, eles resolveram as coisas, depois que ele a ligou [e ela havia tentado, muitas vezes...Só para constar...rs].
Ele a acompanhou até a casa dela. Sentaram na calçada e ficaram conversando. Ao fim, por volta das dez, ele resolveu ir pois estava tarde e ele ainda jantaria. Beijaram-se alí mesmo [enfrente a casa dela], e foi nas pontas dos pés, com os lábios nos dele que ela percebeu a ironia da vida. Tanto precisam se esconder para ficarem juntos... Tanto trabalho ela tem para inventar qualquer coisa e sair de casa para encontrá-lo, e estavam alí! Na calçada da casa dela, com os pais dentro da casa, conversando tranquilamente olhando as estrelas. Até podem beijar que ninguém incomoda ligando para seu celular, e ela não corre preocupada se seus pais a procuram ou não.

Alí, debaixo do nariz de quem tanto a prende, era o lugar onde parecia mais tranquilo [claro que não o mais conveniente]. Tinham a presença única, quando ele queria, do cachorrinho dela [em quem ele acha que manda...E o pior é que o cachorro obedece]. Ela no momento daquele beijo, achou engraçado tudo aquilo. Como a vida é irônica. Sacana! Alí, numa forma tão adolescente de se ficar, ela estava beijando-o. Disse isso a ele. Beijou-o uma última vez e entrou.

12Km por Amor, ou TPMzinha dos infernos...

[Ilustração: Renoir]


Por Dom

Sexta foi um dia lindo, perfeito. Começou quando a pegou em casa e levo-a para retirar o título de eleitor. O lugar era no fim do mundo e descobriu que foi a melhor coisa que fez em toda a sua vida. O lugar não era ambiente para uma moça como ela ir sozinha. Ficou triste pq a moto não passava num lago de lama e poderia ter ido por outro lugar para saber se dava pra passar e não o fez antes, fato que a obrigou melar os pezinhos. Esperou todo o tempo que fizeram-nos esperar para retirar o documento. Ela se emancipara politicamente.

Ia deixá-la em casa, mas disse que iria ao centro ver perfumes. Claro que não a deixou ir sozinha e a pé num lugar tão longe. Levou-a para o centro daquela cidade louca, com todo o cuidado do mundo e respeitando as leis de trânsito, para que escolhesse todos os perfumes do mundo. A protegeu do transito caótico e mais uma vez quis levá-la para casa. Ainda não quis ir, pois tinha que comprar carne para o almoço. Bife! Ele pediu para ela em alto e bom som: Bife!

Na volta pediu para passar na casa da amiga [dela] que ele mais gostava. Eram duas, mas a outra era irresponsável e ele não simpatizava com ela, além de achar que ela não era boa influência. Foi-se. Deixou em casa e foi para a sua. Tomou um banho, trocou de roupa e foi a faculdade. Falaram-se ainda, a tarde e até então, tudo normal.

À noite veio e com ela o prenúncio de uma tragédia grega: algo tinha lhe acontecido entre o intervalo em que não se falaram. Mas ele não sabia de nada e nem tinha como saber, já que ele não fora informado sobre o que tinha acontecido com o irmão dela. Agiu naquela noite como agia sempre que algo acontecia no que concernia a relação deles.

Ele ia lhe falar no sábado [e o fez]. Mas teve um susto com as mensagens e depois com o tom lacônico de sua voz. Ela estava armada, travada e bruta. Ele se assustou tanto com aquilo, que em alguns momentos ficou sem saber o que falar. Ela não dava espaço pra ele se justificar. Até pediu perdão a ela, pela maneira como agiu [ele não sabia de nada]. Mas ela não queria acordo e com aquela voz fria e as frases articuladas [não era ela, não era a sua garotinha].


Pediu para buscá-la em casa e conversar pessoalmente, mas ela disse que a sua AMIGA estava lá e que não precisava de mim [isso quem diz sou eu]. Imagino que agora todas as AMIGAS já estavam sabendo que eu seria um canalha insensível e que deve receber aqueles conselhos que todos os AMIGOS ou AMIGAS idiotas gostam de dar nessas horas.

Eu fiquei tão desconcertado com tudo aquilo que peguei a moto e sai da faculdade em direção ao nada [eu devia saber disso e ter um mapa antes de fazer isso ]. Acho que estava chegando a uma cidade chamada São Desidério, tinha percorrido uns 12 quilômetros e faltavam uns 14 a mais. A 120 quilômetros por hora, absorto em pensamentos de toda a sorte [em relação a ela], não percebeu que a gasolina estava no fim.

E o pior aconteceu: fiquei no meio do nada e de lugar nenhum. Conseguiu levar a moto até um assentamento de sem-terras pediu gasolina, mas não tinham. Resultado: deixou a moto lá e caminhou os 12 quilômetros que tinha percorrido de volta. Não pegou nenhuma carona. Tempos difíceis esses de hoje. Ninguém confia mais em ninguém e por isso não ajudam mas os estranhos, principalmente os estrangeiros.


Não tinha AMIGOS naquela cidade dos diabos e sabia que as coisas seriam mais difíceis sem ela por perto. Mas gostaria de que ela soubesse que ela era uma pessoa muito difícil de tratar em momentos de tensão, embora fosse amável em momentos de ternura. Chamava-a de mulher de gelo porquê ela tinha o costume de ocultar seus sentimentos.

Ela segura todo tipo de onda só para não mostrar as pessoas. Ele não era assim, e queria que soubesse que mesmo que ele estivesse irado com qualquer coisa, ela e tudo o mais que importava a ela, estava em primeiro lugar. Ele pede perdão por tudo o que fez de errado e por não saber agir certo nesses momentos em que ele não consegue entende-la e diz que tudo o que fez foi por amor, um amor burro, ele sabe, mas estava tentando acertar.

Estava sem internet em casa e não pôde ler o email que lhe enviou naquele sábado fatídico, além do que teve medo de ligar para ela e ouvir aquelas voz metalizada dizendo que isso ou aquilo e que ele era isso ou aquilo. Não o fez e teve um dos piores sábados e domingos de sua vida. Não sabe o que fazer e acha melhor se afastar pra não se meter em confusão. Quer acreditar que houve uma imensa confusão e que ela, por estar demasiado alterada emocionalmente, induziu-o ao erro .

Pede-lhe PERDÃO!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Pequenas coisas

[Ilustração: Cotidiano em Santo Antônio - José Pereira]
Ele sabia como ser diferente.
Como se fazer presente.
Na calçada olhando as estrelas
[E os transeuntes]
Na fila de um cartório eleitoral
De moto pela cidade
Em perfumarias
Açougue...
Ele sabia como ser único
Como ser o diferencial
Sabia como fazê-la rir sem motivo
Se sentir especial
Sabia ser o homem
Mais perfeito [ainda que com defeitos]
Que tivera a sorte de conhecer.

"Obrigada, amor, por estar presente e por ser inserir em pequenas coisas do cotidiano. Obrigada por essa manhã, pela noite de ontem, e por sempre".

Nova versão "Dom 2008 Turbo"

Acaba de ser aperfeiçoado a versão Dom 2007, e já está no cormécio a nova versão Dom 2008 Turbo. Essa, vem com vários adicionais e melhorias na parte mecânica e emcional. Acompanhe as novas características:
- Dom 2008 Turbo, está mais sensível e filosófico. Agora você poderá ouvir mais vezes aquelas palavras bonitas, e aquelas frases que exercitarão seu raciocínio e sua lógica.
-Aliás, lógica e razão é o que será perdido com essa nova versão que esta com a capacidade Turbo. O novo Dom, aguenta horas de utilização e possui três velocidades: Devagar, rápido e muito... Muito rápido.
-Dom 2008 Turbo, é multifuncional: Motorista, segurança, amante, amigo e o que puder imaginar. Ele acompanha você nas tarefas bobas do cotidiano e te segura ao atravessar a rua.
-O novo Dom esta com um pavil mais longo. Técnicos desenvolveram a capacidade dele trabalhar as emoções e agora ele sabe lidar bem melhor com os probleminhas que aparecem no dia a dia. Ele desenvolve muito bem o diálogo, você falando muito, ou não!
- O modelo Dom 2008 Turbo, mantém o seu estilo arrojado.
- Esse novo modelo tem mecanismos que ainda não foram testados, e algumas reações a determinadas ações ainda não foram analisadas, o que possibilita que você mesma faça os testes! [Essa é um detalhe desse novo modelo, surpreendente].
- Ele mantém o senso de humor ["Quem é que manda? Quem é manda?]... E esta completíssimo em vários outros quesitos.
-Até agora só foi lançado no mercado um exemplar e esta sujeito a aceitação do público. Estou fazendo um Teste-Drive ["Êeeeeeehhhh, vida sexual atíva... Êeeeeeeehhhh, com parceiro fixo"], não tenho nada a reclamar, desse novo modelo!