sexta-feira, 18 de julho de 2008

O que cabe no peito


Me diz, por favor, se mereço
Na vida tamanho apreço
Com todo esse medo pareço
Viver sem saber de verdade
Do mundo me fala e me explica
Porque tanta gente complica
Não sei se quem vai ou quem fica
Me amou ou sorriu sem maldade

Me olha sorrindo e me diz
Se cabe no peito ser tão feliz
Se os sonhos e desejos que quis
Tornam-se realidade

Se o peito de orgulho estufado
Compensa o olhar tão cançado
E o beijo nos lábios molhado
Faz parte da felicidade
Se temer o amor é errado
Se é você um príncipe encantado
E aquilo que está no passado
Deixaremos com tranquilidade.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Por não aceitar que vá


O arrepio e a pele um silencioso diálogo
A superfície arrepiada contradiz o suor nas mãos
Misturam-se os cheiros, sabores, tremores
Uma febre - Talvez
Mas de paixão.

As unhas na carne deixam as provas
Marcas de intenso prazer
Quando as visse mais tarde recordaria
Como sorriso no rosto de satisfação
O amor que puderam fazer.

Uma ternura imensa num abraço
Quase um só, os corpos grudados
Uma lágrima desce pelo rosto já molhado
Imperceptível o medo de perder
Ainda que nos olhos vermelhos estampado.

Silencioso o olhar perdido
Um horizonte que não podia alcançar
No abraço forte a instrução
De seguir em frente e ser feliz
Que se esquece com o desejo de que não vá.


[Versos retirados de uma pasta protegida com senha, depositada no computador de Dulcineia]

quarta-feira, 16 de julho de 2008

A guerra de geléia e gelatina



Mais um daqueles dias preguiçosos em que passariam a manhã juntos, e ela acordou cedo para ir até ele. Combinaram que iriam para o rio aquela manhã, junto ao filho dele. Quando chegou o menino ainda dormia, e ficaram esperando que ele despertasse enquanto ela dobrava algumas das muitas roupas espalhadas [ e sim, ao contrário do que ele diga, é um homem muito bagunceiro].

No café da manhã cereais para ela e para seu filho [dele], e maçã com geléia de uva para Dom. O espírito Peter Pan de Dom Quijote, fêz com que não resistisse uma brincadeira com Dulcineia, e passou-lhe geléia de uva no queixo. Por sua vez, talvez por possuir um problema como alegou ele, não resistiu e devolveu-lhe o doce passando no rosto dele. Acalmaram-se os ânimos, até que Dom resolveu continuar a brincadeira.

Logo virou bagunça! Braços, rostos, barriga e peito [de Dom], ficaram completamente banhados da geléia de uva. E Dulcineia com uma máscara de geléia e cabelos grudentos assim como os braços e pescoço [salvo a roupa pois ele não sabia que ela tinha levado outra], respondeu a cada "ataque" com as mãos cheias da munição que utilizavam.
E a criança? Naquele momento as únicas crianças eram Dom e Dulcineia. O pequeno Dom, assistia a "palhaçada" dos dois registrando tudo com uma filmadora. E Dom ainda tinha coragem de dizer que era ela a culpada pelo mal exemplo naquela guerrinha de comida. Sem contar que sobrou para a gelatina de Tutti Frutti que ninguém queria comer, e que Dulcineia passou pelo cabelo de Dom [risos]. Mas defendo [já que essa versão é a de Dulcineia], Dom Quijote tomou-lhe toda a geléia de uva, ameaçando sujá-la ainda mais, tendo em vista que ela estava sem defesas e sem mais nada nas mãos. Encontrou uma saída. Viva a gelatinha azul!

Pelo menos até Dom decidir utilizá-la também e encher o cabelo da moça com a gelatinha.No fim da história, após o banho não havia mais tempo para o passeio no rio e este teve que ser adiado. Dom, comprou a única testumunha daquela desorientada guerra de geléia e gelatinha com um caderno do Bob Esponja, que ficou a seu favor.

terça-feira, 15 de julho de 2008

O sonho do meu anjo


[L'Amour Blessé - Dorothy Tennant]


Depois de fazer as pazes após uma briga que tiveram ela foi até o apartamento para dar um abraço forte e um beijo longo, daqueles que se dá após as brigas de casal. Ele lhe contou um sonho ruim que tivera que a impressionou bastante. Não gostava dos sonhos dele, pois costumavam acontecer e aquele ela não queria que fosse real.

Pediu a ela que fosse forte, e que se lembrasse dele sempre com um sorriso nos lábios. Tinham uma compreenção diferente da perda. Aceitavam de formas diferenças a morte de uma pessoa amada, e ela sem dúvida, ainda não tinha aprendido a dizer adeus. Ela tem fé... Muita. E pede a Deus que nada de ruim aconteça. Acredita e espera que tudo vá bem nessa tal viagem, mesmo com a teimosia de seu anjo diante de seus avisos. Tem sido uma boa pessoa, quem sabe por isso tenha direito a um pedido... Pede que ele vá e volte bem, e que assim seja por ainda muitos anos, até quando ele estiver morando no país onde quer passar o resto de seus dias [e que não me recordo o nome].

Ela poderia ficar bem se ele fosse embora, mas ela soubesse que ele estaria em qualquer lugar, vivendo e sendo feliz... Mas saber que ele não estava mais nesse mundo, e sim com as setenta virgens que o esperam, segundo sua religião [risos], seria a coisa mais difícil de sua vida.Não querendo pensar em coisas ruins, muito pelo contrário, mas não conseguindo evitar os pensamentos, ela se pegou imaginando como seria sem ele. Uma coisa é certa, não seria forte o suficiente para seguir lembrando dele com um sorriso no rosto.

Que ele a perdoasse, mas demoraria muito, muito tempo até que continuasse com seu cotidiano novamente. E as boas lembranças... Ah, essas provocariam dias e noites de choro constante por não conseguir imaginar uma razão sequer para rir sem ele.Bom o sonho do seu adorável anjo a pertubara de uma maneira que não gostaria. Não iria conseguir ficar tranquila depois daquilo... Muito menos com ele falando como se fossem as últimas palavras. Falando para ela o que fazer sem ele... Falando para ela ser forte. Como seria forte sem seu anjo ao seu lado? Como ficaria rindo se nunca mais teria nada dele além de suas lembranças? Sabendo que teria que imaginar seu perfume, seu calor, sua pele, seus sorrisos?! Sabendo que nunca mais poderia ficar abraçada a ele sem se preocupar com nada, além dos seus sonhos?

Não, não meu anjo. Você ainda precisa me ensinar a aceitar ficar sem você, antes de partir. Volta pra mim...!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

A menina dos sapatinhos mágicos



Hoje conto a historinha de uma menina chamada Jujuba e seu cachorrinho Nick. Jujuba e Nick viviam numa cidade perto de uma das mais belas regiões do planeta Terra [a Chapada Diamantina] com seus pais. Jujuba tinha um sapatinho mágico. Quando Jujuba queria ir para outro lugar, batia os sapatinhos um no outro e sumia, aparecendo no lugar desejado! É sempre assim, desde o dia em que Jujuba encontrou esses sapatinhos numa vitrine de uma loja da cidade. Jujuba viu, entrou, provou e comprou [só tinha esse e era exatamente o número de Jujuba]. Eram mágicos e esperavam por Jujuba! E Jujuba sabia disso [tenho certeza que sabia]. E hoje Jujuba vive num lugar e outro, quase ao mesmo tempo. Sumindo e aparecendo, aqui e ali. Aparece no Rio de Janeiro [sua terra natal] e aparece no Oeste da Bahia [terra que adotou] e também aparece em outros lugares [como aqui - dentro de mim - e além]. Ah, essa Jujuba...!

Dulcineia, Jujuba [ou como Dom quiser chamá-la] identificou-se com Dorothy do Mágico de Oz quando leu aquele texto no blog de seu cavaleiro. Ficou pensando em como seria se realmente tivesse um sapatinho mágico que a pudesse levar para qualquer lugar que quisesse. Viajar no tempo e espaço e se transportar para qualquer lugar seguro onde pudesse ficar até quando quisesse sem que ninguém sentisse sua falta... Ou talvez, pudesse aparecer dentro dele e lá permanecer até sempre...


[Texto de Dom retirado do blog: http://www.epifaniando.blogspot.com/]

A menina dos sapatinhos não tão mágicos


Ela estava diante do celular com os lábios semi abertos não acreditando no que lia. Dom estava realmente irritado e ela não lhe tirava a razão, porém ela não gostava do que estava lendo. Achava que por mais chateado que um casal estivesse, era necessário manter o respeito, e talvez ele tivesse perdido a calma e exagerado.
Uma vez, indo para a casa dele, ela escutou um casal discutir na praça por um motivo qualquer, e eles se xingavam e falavam coisas absurdas, e ela achou aquilo horrível de ser ver. Dom concordou com ela, quando disse que aquele já era um ponto crítico em uma relação. É uma faixa sensível, onde não se tem respeito, e aí vira bagunça [como alguns relacionamentos que ela acompanhara]. Não queria que fosse assim com eles, mas entendia que ele estava muito chateado.

Decidiu então, deixar que ele ficasse um pouco mais calmo, para que não dissessem coisas das quais se arrependeriam depois. Aquele site de relacionamento era realmente um problema para os casais, porém se não fosse por ele, acabariam brigando por qualquer outro motivo. E precisavam aprender a conversar e se respeitar diante da raiva, da indignação... E isso sem dúvida servia para ela, pois também já havia tido más reações em uma situação pouco semelhante.

A menina dos sapatinhos mágicos, olhou para seus sapatos e perguntou: O que há com sua mágica que não me leva para onde gostaria de estar agora? Talvez não tivesse sapatos mágicos como ele havia dito.

[Espero que tudo dê certo]

sábado, 12 de julho de 2008

Invasão, ou evolução?


Certa feita, estávam ela uma de suas amigas e ele, conversando na frente da casa dela. O assunto da vez era fim de relacionamentos. Sua amiga ainda sentia a perda do namorado, e das coisas que tinha deixado com ele, e discutiam sobre pedir elas de volta, ou não.

Como exemplo, ele falou do seu relacionamento passado, e das muitas coisas dele que ficaram com ela para trás. Defendia que ela não deveria pedir suas coisas de volta, o que Dulcineia também achava que não deveria fazer, e dizia que ele quando chegasse o momento deveria devolver tudo o que era dela. Eis que juntaram-se os dois, contra a falta de vínculo que Dulcineia tinha com Dom.

Não falo sentimentalmente, pois dessa forma muito havia, mas materialmente. Ela não deixava nada no apartamento dele a não ser quando esquecia algo, pegando de volta em seguida. E Dulcineia ainda dizia que o que fosse dele, e por acaso ficasse com ela se terminassem, ela devolveria. Não queria que um dia ele falasse de algúm livro, filme, blusa, ou qualquer coisa que gostasse, ficou com "uma ex-namorada", como falava as vezes com ela.

Sua amiga falou sobre deixar escova de dentes, roupas, objetos pessoais [qualquer coisa], com ele, e para sua surpresa Dom concordou com ela. Dulcineia achava que era forçar uma barra deixar escova de dentes na casa do namorado. Mudas de roupa [como se ela passasse uma noite sequer com ele]... Achava que era como invadir um espaço dele o que não queria fazer. Mas ao que pareceu ele não pensava assim, ou queria apenas ficar contra ela de alguma maneira.

Mostrou-lhe então, uma fotografia com um short jeans que ele gostou, além de uma blusa da Betty Boop que ele também gostava. Ele sugeriu que ela deixasse o short lá na casa dele, para que usasse quando quisesse já que só usava-o mesmo dentro de casa. Ela achou aquilo bonito, aliás, achava legal ter coisas da pessoa amada para ver e lembrar sempre que quisesse. Por isso atentar para sua realidade era tão ruim.

Ela não morava sozinha, portanto, ele não pdoeria passar noites com ela e deixar mudas de roupas para trocar quando quisesse. Nem uma escova de dentes para que ele usasse quando ficasse por lá... Já ele morava só, mas ela não podia passar a noite com ele, e o tempo que permanecia naquele apartamento era muito curto apara precisar de outra roupa para usar após o banho.

Ao contrário do que Dom e sua amiga pensava, ela entendia perfeitamente o que era aquela troca tão especial, e apreciava aquilo [a partir do momento em que um de espaço para o outro se incluir em sua intimidade, como a de um apartamento]. O problema, era não ter a liberdade que eles estavam acostumados a ter. Num futuro, não tão distante, quem sabe ela tenha milhões de coisas dele em seu apartamento, assim como ele tenha milhões de coisas dela no seu. Coisas que ela não devolveria [decisão tomada a partir de discussões, risos], e que não pediria de volta Se, e somente SE um dia terminassem.

Talvez, por enquanto, ela possa deixar um short jeans para ficar mais confortável enquanto estiver por lá [se bem que acho difícil ficar mais confortável do que da maneira como costumam ficar].

Novas experiências


Aos poucos estava aprendendo o jeito que ele gostava. Um beijo, um toque... Um carinho mais íntimo. Aliás, a confiança que tinham era inacreditável para ela. Se mostrava e se sentia a vontade com ele, como nunca imaginou que ficaria. E fazia coisas que jurava que não teria coragem de fazer.
Experimentava as posições que ele lhe propunha, as coisas que agradavam a ele, e para falar a verdade, tudo a agradava. Primeiramente por agradar ele, e depois porque acabava gostando mesmo. Talvez fosse "safada", como ele costumava chamá-la [risos]. O caso é que existia neles uma troca de confiança, e intimidade que ela gostava.
Uma das coisas que ela achou que difícilmente faria, era "sexo oral". Parecia-le algo muito distante dela. Era porém, algo que ele gostaria que ela fizesse. Demorou um pouco [menos do que ela imaginava], para que tomasse coragem para experimentar. Ele já fazia nela e ela queria retribuí-lo apesar do pudor em relação ao sexo oral. Chega a ser mais íntimo que qualquer outra forma, com a intimidade na boca de outra pessoa. Um ponto de tanta intimidade que deixa o outro tão vulnerável...
Bom, ela experimentou e admite que gostou. Gosta da textura, do calor, de sentir a pulsação dele... De acompanhar o crescimento em sua boca. Das reações dele com o carinho... Aos poucos descobria a maneira como ele gostava. A intensidade, a velocidade... Com o tempo aprendia com ele a fazer o melhor, da forma que mais o agradava [sem deixar de inovar]. Não gostava de ser previsível, e ele estava sempre tentando adivinhar o que ela irá fazer. Quanto a novas experiências, ela esta e sempre esteve disposta a experimentar com ele.
[E repito só para não deixar dúvidas: "Com ELE"!





quinta-feira, 10 de julho de 2008

"Você é, ultimamente, a razão de minhas emocões"...

[Dom]

Diálogos...



- Dom:
Você viverá pra sempre...
- Dulcineia:
Não quero viver para sempre...
Quero viver enquanto você viver!
Amor, você cuida de mim se eu estiver com medo?
- Dom:
Sim meu amor... Sempre!
Por você eu mato
Eu morro
Eu faço qualquer coisa!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O lugar perfeito pro amor viver






[Composição: Mauro Motta/Dudu Falcão]

São teus olhos
A luz de mil estrelas são teus olhos
Você que acendeu a minha vida
Não deixe nunca o brilho se apagar

Meu amor
Se eu pudesse traduzir meu coração
Todas as poesias feitas da paixão
Não seriam o bastante pra dizer
Meu amor no silêncio dos teus braços eu já sei
Que no teu abraço eu já encontrei
O lugar perfeito pro amor viver

Meu amor
Que transforma o mundo inteiro
Em um jardim
Que me faz acreditar que é pra mim
Que a lua se derrama pelo mar

Meu amor
Eu sabia antes de te conhecer
Que os meus sonhos me guardavam
Pra você
Esperando a hora de te encontrar
São teus olhos
A luz de mil estrelas são teus olhos

[Ela ouviu aquela canção e viu o que sentia por Ele, nela. Era perfeita... Como se feita para ela cantar para ele. Feita para ela dizer a ele... Perfeita para as sensaçãoes que tinha com ele]

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Nada mais

É... Ele é para ela um pedacinho de céu que alcançou. Cheio de imperfeições que para ela eram perfeitas. E o ama... Apenas isso.

Da falta que senti


Que saudade do calor daquele corpo.
Do perfume,
Da textura...
Do sabor da pele,
Da saliva...
Doce! - É como estava ontem
[Como amor que agente fez]
Do som daquela voz...
Das vibrações que ela me causa.
Daquele timbre rouco e abafado,
Entre o desalinho dos meus cabelos.
Que saudade daquele olhar
[Amando, só amando]
Como se não fosse me ver mais.
Da respiração...
Do sorriso no canto dos lábios
E as feições divertidas,
Zombando das milhas olheiras.
Ironicamente perguntando o porque delas,
Quando reconhece ser o motivo.
Que saudade daquela presença,
Daquele carinho,
Daquela bagunça
[Agora organizada]
Da visão daquela janela.
Que saudade do calor dos seus braços
Envolvida em um abraço
E de fazer amor.
"Como se fosse a primeira vez!"

sábado, 21 de junho de 2008

Coisa mais adorável


[Tradução de Nicest Thing - Kate Nash]
Ilustração: Renoir]

Tudo que eu sei é que você é tão adorável
Você é a coisa mais adorável que já vi
Eu queria que nós levássemos isso adiante
Ver se podemos ser algo.

Eu queria que eu fosse a sua garota favorita
Eu queria que você pensasse
Que eu sou a sua razão de estar no mundo
Eu queria que meu sorriso fosse o seu sorriso favorito
Eu queria que a maneira como eu me visto
Fosse o seu estilo favorito
Eu queria que você não conseguisse me entender
Mas sempre quisesse saber como eu sou
Eu queria que você segurasse a minha mão
Quando eu estivesse chateada
Eu queria que você nunca esquecesse
O meu olhar quando nos vimos pela primeira vez
Eu queria que tivesse uma marquinha na pele
De que você gostasse secretamente
Porque estaria num lugar escondido onde ninguém poderia ver
Basicamente, eu queria que você me amasse
Eu queria que você precisasse de mim
Eu queria que você entendesse que quando eu pedisse
Dois torrões de açúcar, na verdade eu queria três
Eu queria que sem mim o seu coração se partisse
Eu queria que sem mim você passasse toda suas noites acordado
Eu queria que sem mim você não pudesse comer
Eu queria ser a última coisa em que você pensasse antes de dormir

Tudo que eu sei é que você é a coisa mais adorável que eu já vi
Eu queria que nós pudéssemos ser algo

Intimidade

[Tu mi pasion - Artista desconhecido]

Viagem de São João

Ao olhá-lo nos olhos, sentiu uma ternura tão imensa que quis chorar.
Não era bem tristeza o que sentia,
Mas na verdade não sabia exatamente o que era...
Medo de perdê-lo, quem sabe...
Ou talvez "saudades dele no futuro"
[como ele lhe disse uma vez]
O que quer que fosse só lhe demostrava ainda mais,
O quanto esta apaixonada,
Entregue
E dependente...
De um sorriso sequer daqueles lábios
Eu realmente amo você, Dom
Boas aventuras lhe aguardam, sem dúvida.
Vá com força e coragem, e se cuida
E que mendiga nenhuma fique a menos de dez metros de distância!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Despedida


Olhos marejados
Suspiro angústia
No abraço o desespero
"Não quero que vá"

A loucura de amor

[Kalanchoe, a "flôr que representa nosso amor"]


Madrugada fria
No portão a surpresa
Sorriso e flores.

Tarde de sábado


Uma inquietação o anuncia
Ele passa
Rápido e sem reação
E então se vai.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Monólogo



Silêncio
Quem se da bem com ele? Eu não gosto. Ele fere meus ouvidos. Antes todos os insultos do mundo que um longo e torturante silêncio.
Você esta grintando! Ou será minha consciência? Não importa, preciso acabar com esses gritos.
Diz alguma coisa. Qualquer coisa. Não vou me calar!
Gosto dessa música, mas não desse olhar. Quem fica confortável com ele? O que está procurando?
Estou ficando impaciente com essa música que não acaba. Não aguento mais ficar calada. Mas também, dizer o que? Acho que já disse tudo, ou não? Como dizer que... Não, melhor não!
Quando ele vai se cansar de olhar, e de fazer esse barulho com os dedos? Quero um abraço, preciso de uma abraço. Fujo desse olhar dessa maneira? Sim, me abrace. NÃO, não me faça te encarar nos olhos.
Eu não vou chorar. NÃO VOU CHORAR! Que droga, preciso desviar os olhos. Será que o beijo? Não, talvez não seja uma boa idéia. E se ainda estiver chateado? E se, e se... Sempre com esses "ses". Preciso de um sinal. Um sinal que...
Ai, meu Deus o que é isso aqui detro? "Borboletas no estômago" [risos]. Que ridículo. Será que dá para ficar calma? Isso é só um beijo. Não é a primeira vez que beija esse cara!
Ei, não acha que o está apertando demais? Já falei para ficar calma! Estou gritando? É, acho que estou, minha cabeça está doendo. Hum... Iso é bom. Sentia falta. Não da dor, do beijo!
Já é hora de ir. Não se fala muito hoje né? Silêncio.
Silêncio
Silente.
Pelo menos do beijo assim eu gosto. Completo e silêncioso. Poderia passar a vida assim.
Ele esta se aproximando. Será que pode ouvir isso? O barulho do meu coração. Eu sinto minha pulsação quando estou com o "coração apertado". Ele esta assim agora? Acho que seria melhor dizer ansioso. Sim, tenho o coração acelerado e ansioso.
Está me beijando ou sugando minhas forças?
Acho que eu estava segurando algo. Não lembro mais o que era. Não importa... Acabo de deixar cair.
Quanto mais forte ele me abraça, mais profundas são as sensações. Fiquei nas pontas dos pés? Volte garota, não seja fraca! Isso é redenção demais. Ele já sabe que você morre por ele mesmo. Não preciso "dar mais na cara"! Beijar na pontinha dos pés.. Que coisa mais antiga! Será que ele reparou?
Tomara que não. Tomara!