quinta-feira, 17 de julho de 2008

Por não aceitar que vá


O arrepio e a pele um silencioso diálogo
A superfície arrepiada contradiz o suor nas mãos
Misturam-se os cheiros, sabores, tremores
Uma febre - Talvez
Mas de paixão.

As unhas na carne deixam as provas
Marcas de intenso prazer
Quando as visse mais tarde recordaria
Como sorriso no rosto de satisfação
O amor que puderam fazer.

Uma ternura imensa num abraço
Quase um só, os corpos grudados
Uma lágrima desce pelo rosto já molhado
Imperceptível o medo de perder
Ainda que nos olhos vermelhos estampado.

Silencioso o olhar perdido
Um horizonte que não podia alcançar
No abraço forte a instrução
De seguir em frente e ser feliz
Que se esquece com o desejo de que não vá.


[Versos retirados de uma pasta protegida com senha, depositada no computador de Dulcineia]

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