quarta-feira, 20 de maio de 2009

Jeito do mato

De onde é que vem esses olhos tão tristes?
Vem da campina onde o sol se deita.
Do regalo de terra que teu dorso ajeita.
E dorme serena,no sereno e sonha.

De onde é que salta essa voz tão risonha?
Da chuva que teima, mas o céu rejeita.
Do mato,do medo,da perda tristonha.
Mas,que o sol resgata,arde e deleita.

Há uma estrada de pedra que passa na fazenda.
É teu destino,é tua senda.
Onde nasce com as canções.
As tempestades do tempo que marcam tua história
Fogo que queima na memória e acende os corações.

Sim,dos teus pés na terra nascem flores.
A tua voz macia aplaca as dores
E espalha cores vivas pelo ar.
Sim,dos teus olhos saem cachoeiras.
Sete lagoas,mel e brincadeiras.
Espumas,ondas,águas do teu mar...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Vem andar comigo

(Composição: Rogerio Flausino)

Basta olhar no fundo dos meus olhos
Pra ver que já não sou como era antes
Tudo que eu preciso é de uma chance
De alguns instantes

Sinceramente ainda acredito
Em um destino forte e implacável
Em tudo que nós temos pra viver
É muito mais do que sonhamos

Será que é difícil entender
Porque eu ainda insisto em nós
Será que é difícil entender

Vem andar comigo...

Vem, vem meu amor
As flores estão no caminho
Vem meu amor
Vem andar comigo

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Amor, eu já disse que te amo?!

É eu disse sim... Mas não custa repetir: EU AMO VOCÊ!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Pássaros


Eu conheço a imensidão do céu
Pássaro que sou,
Mergulharei de vez
Uma vez ou três.
Duzentos por hora,
ou algo mais,
Na velocidade de encontrar você
Te merecer
Voar, sem ter onde chegar.

E de lá do céu
Formaremos dois em um só,
Fugirei da chuva
Beijarei o sol.
Amanheceu
É hora de voar
Sigo meu instinto animal,
Cruzo mil fronteiras
Garimpando amor,
Semeador.

De tanto voar achei você,
Multicolorido exatamente igual
Ao meu astral.
Melhor é voar a dois

E de lá do céu
Formaremos dois em um só,
Fugirei da chuva,
Beijarei o sol,
Amanheceu
É hora de voar.
Composição: Mikael Mutti

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Sensações


A noite, ela transporta-se para ele e é como se estivesse protegida pelo calor do seu abraço, sentindo o perfume de seu corpo. É como uma forte ligação entre seus pensamentos e os dele, e em um outro plano seus corpos se fundissem na urgência pela presença um do outro.

A espera

[Imagem: Toulouse Lautrec]

Amado...
Por que tardas tanto?
As primeiras sombras se avizinham
E as estrelas iniciam a noite.
Vem...
Pois a esperança que se acolheu em meu coração
Vai deixá-lo como um ninho abandonado nos penhascos.
Vem...
Amado...
Desce a tua boca sobre a minha boca
Para a tua alma levar a minha alma
Pesada de sofrimento!
Vem...
Para que, beijando a minha boca
Eu receba a sensação de uma janela aberta.
Amado meu...
Por que tardas tanto?
Vem...
E serás como um ramo de rosas brancas
Pousando no túmulo da minha vida...
Vem amado meu.
Por que tardas tanto?


[Adalgisa Nery]

sábado, 10 de janeiro de 2009

[Atista desconhecido]

Saudade é um pouco como fome.
Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco:
quer-se absorver a outra pessoa toda.
Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira
é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.

Clarisse Lispector disse tudo. Ela realmente sabe dizer o que se passa dentro do meu ser, que me tira o sono, ou me povoa os sonhos. Esse sentimento agudo no fundo do peito que toma o corpo inteiro e me faz procurar o relógio de minuto a minuto, para constatar que sem ele, o tempo não passa. Esse sentimento que me provoca como se eu dissesse a mim mesma, que fuja consciente de não poder escapar... Esse sentimento que me faz voltar. Esse sentimento que me faz esperar...

E as horas não passam.

Sua falta

[Di Cavalcanti]

Ah, amor...
Eu já estou desesperada por um beijo seu.
Por sentir o teu perfume [ah, que saudade do teu perfume]...
De sentir você me pegar pela nuca entre meus cabelos,
daquele jeito que me enlouquece.
De ficar abraçada a você,
nús,
depois de fazer-mos amor...
Se sentir seu gosto, sua temperatura...
Suas mãos em mim...
Sinto saudade do seu riso
[aquele riso fácil depois do gozo]
Estou com saudade de ver sua carinha quando fica enciumado.
Estou com saudade de você falando ao meu ouvido,
E de tomar café da manhã contigo.
Com saudade dos nossoa almoços com miojo [rs]...
Com saudade de andar a noite ao seu lado...
Estou com saudade da sua companhia.
Da sua presença...
De você.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Despedida 2


Terror das rodoviárias seria. E também dos aeroportos. Não há quem aguente tanto abuso quanto a despedida entre eles dois. As cinco e meia, ela avisou que precisava ir. As seis e meia ainda se despediam repetindo pela milionésima vez: "Fica bem", "Boa viagem", "Vou sentir sua falta"..., sem querer deixar um ao outro.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Acrofobia - medo de altura.
Aerodromofobia - medo de viagens aéreas.

Agliofobia - medo de sentir dor.

Aicmofobia - medo de agulhas de injeção ou objetos pontudos.
Claustrofobia - medo de espaços confinados ou lugares fechados

Hemofobia - medo de sangue [o meu]

Isolofobia - medo da solidão, de estar sozinho, o medo de ficar isolado

Nostofobia - medo de voltar para casa

Ofidiofobia - medo de cobras

Pirofobia - medo do fogo.

Tanatofobia ou tantofobia - medo da morte ou de morrer

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Senti uma saudade imensa, dos bons tempos que ainda não tivemos...

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Todo Mundo Se Machuca

Everybody Hurts (tradução)
Composição: Michael Stipe

Quando seu dia é longo
E a noite
A noite é solitariamente sua
Quando você está certo de que já teve o suficiente dessa vida
Bem, segura ai
Não se deixe ir

Porque todo mundo chora...
E todo mundo se machuca...
Às vezes
Às vezes algo está errado

Agora é hora de cantar
Quando seu dia é uma noite
Aguenta firme, aguenta firme

Se você se sentir deixando pra lá
Aguenta firme
Se você pensa que já teve demais dessa vida
Bem, segura ai

Porque todo mundo machuca
Tenha conforto em seus amigos
Todo mundo se machuca
Não solte sua mão

Oh, não
Não solte sua mão
Se você se sentir como se estivesse sozinho
Não, não, não, você não está sozinho
Se você está sozinho... nesta vida

E os dias e as noites estão longos
Quando você pensa que já teve demais
Desta vida
Segura ai

Bem todo mundo machuca
Às vezes todo mundo chora
E todo mundo se machuca
Às vezes

E todo mundo se machuca
Às vezes

Então aguente firme, aguente firme
Aguente firme,
(Todo mundo machuca)
(Você não está sozinho)

[Amor, essa música nesse momento não significa nada ruim - antes que você pense que ela refere-se à nós. Ela me lembra os momentos bons que passamos juntos, abraçados e nos amando, enquanto ouvíamos seu DVD de "The Corrs". Eu me apaixonei pela música, apesar da letra triste, e vez por outra me pego cantarolando sua melodia]

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Maldita televisão


"É que eu sou imagético, e mexe com a minha imaginação".

Seria um belo momento para atirar-lhe um livro, ou qualquer coisa que estivesse ao alcançe, não fosse ela uma pessoa extremamente calma. De agora em diante, a TV fica desligada!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

"Bissexualidade é modernidade"

[ Foto: Suellen Manfredini's]
Viva ao mundo côr de púrpura, mas ela prefere a tradicionalidade onde homens são homens, e apenas isso.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

As férias se aproximam


Ele lembrou e ela finalmente tomou consciência de que as férias de final de ano estavam chegando. Não que ela não almejasse por um longo período de descanso para ler, pensar e fazer o que quiser. Aliás, ele também estava precisando de um time no trabalho e de um bom período com seu filho. Em geral, ela adorava e esperava ansiosamente as férias, o natal, o ano novo, a viagem, mas desde que o conheceu a realidade passou a ser outra.

Dois meses, repetiu ela em sua cabeça assim que ele falou. Passariam dois meses afastados por conta das viagens e das férias da faculdade. Ele viajaria no final de novembro, ela no início de janeiro, e o encontro...  Ah, esse só em fevereiro. Lembrando-se da separação do ano passado para este, ela se perguntou como faria para suportar as saudades agora que tinham uma ligação muito mais forte, e uma dependência muito maior que ela podia imaginar que teria um dia.

Ele estava com uma sensação ruim. Além do ciúme – que ele nega até o fim que sente, apesar de se contradizer e afirmar o mesmo diversas vezes – algo o estava incomodando e estava relacionado à separação eminente. Faltava pouco, muito pouco. E ela já sentia por antecedência a falta que a ausência dele causaria. E se perdessem o contato, como ele achava que deveria ser? Como agüentaria dois meses sem ouvir sua voz, saber se está bem ou não...? Ele só podia estar de brincadeira. “Você vai me esquecer nesse período”, disse ele. Tolo, ela pensou. Como se pudesse. Nem quando ainda estavam se conhecendo foi capaz de esquecer, agora que tinha até a alma entregue a ele como poderia?

Insegurança. Ela sabia muito bem qual era aquela terrível sensação. Sabia das milhões de bobagens que se pensa, imagina e fala quando se sente essa terrível praga. Ciúmes e insegurança são os maléficos efeitos colaterais dos que bebem na fonte dos apaixonados. Inevitável, mas controlável. A verdade é que não o culpava por sua insegurança, até porque tinha as suas também [e para evitar quaisquer dores de cabeça futuras, não iria facilitar com uma “solução” que ele inventou, e sobre a qual não comentarei aqui].

No mais, para que não haja dúvidas:

Dulcineia sentirá muita falta sim. Irá perder-se em lembranças e ele sabe disso. Não apenas a falta da companhia, do perfume, da voz, da presença, do olhar..., mas também do corpo, do calor que o contato das peles gera... Do sexo que fazem.

Dois meses não são os suficientes para fazer com que ele não invada seus pensamentos e furtivamente adentre em seus sonhos a noite. Talvez nem mesmo uma vida inteira, ou mais...

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Corte de cabelo


Ele sugeriu um corte curto. Gostava de cabelos longos [longuíssimos] ou curtos [curtíssimos]. Dulcineia gostou da idéia, mas não sabia se combinaria com ela. Tinha o rosto arredondado e talvez não combinasse se fosse curto. Estava esperando a franja crescer - esta crescendo mais rápido que o esperado - e depois verá o que faz com os cabelos. O medo é que não fique legal pois aí não tem mais jeito. Cortou já era! Só esperando crescer novamente... Mas e enquanto não cresce? Uma coisa tem certeza: Se cortar não será com a mesma da última vez! Nunca! Ninguém mais vai destruir as madeixas dela... [risos].

Considerações

[Na foto um daqueles desejos mais profundos para com certas pessoas]

Hoje eu tive uma conversa séria com o meu amor. Na verdade, tivemos. Melhor, ela teve. Ela raramente faz isso. Sei que ela tem uma característica que eu nunca tive e acho que nem nunca terei: paciência. Ela consegue abstrair em relações a coisas que eu não tenho a mínima condição.

Pois bem, hoje ela veio com a determinação de falar algo que a incomodava. Segurou a onda até o momento em que não dava mais. Algo que eu fiz [fazia]. Não irei falar aqui para não expô-la e nem citarei nomes ou envolverei outras pessoas [a coisa acaba aqui e hoje]. Ela percebeu uma relação de ligação com um passado não tão distante. Algo como uma competição, um hábito que de qualquer maneira se fazia presente em meu [nosso] cotidiano e incomodava. Falou comigo, hoje.

Eu admiti. Não fugi. Apenas discordei de algo, no mais ela estava certíssima. Ela era o meu amor, era insubstituível e incomparável. Que quem quer fosse jamais poderia chegar a poeira dos seus chinelos [ninguém, meu bem]. Acho que passei a impressão errada e te peço desculpas por isso. Você é única, meu bem. É uma espécime rara. E te prometo que não entrarei mais nessas provocações estapafúrdias e que não me levarão a lugar nenhum. Eu sei o meu lugar. Meu lugar é aqui ao teu lado [até que me provem o contrário]. É isso!

PS.: E eu gostaria de exibir, de mostrar, de gritar aos quatro ventos que você existe, sim, meu bem! Pq você é linda e de causar inveja a qualquer uma e de deixar babando qualquer um [vide exemplos em nossa vida]! Mas respeito a sua decisão, sim!

PS2: Eu ñao escondi nada e sempre fiz na tua frente. Parou!

PS3.: O amor que sinto pro você é meu [e isso é o que importa]!

[Por Dom]

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Que se dane o mundo

[Composição: Adriano Valle]

Desconectou a internet e desligou o computador, ainda incrédula. Depois de um domingo tão bom aquilo acontecer era demais. Tinham combinado de não brigar mais, só que ao que parecia nenhum dos dois era capaz de ceder às provocações. “Quando um não quer dois não brigam”, já dizia o ditado que ambos repetiram durante a discussão. Mas que outro resultado poderia ter com duas pessoas que pagam para não sair de uma briga?!

Disseram coisas estúpidas um ao outro. Acusações infantis e desnecessárias. Coisas no calor das emoções, e – como ele disse – que falavam apenas quando brigavam. Coisas ridículas de serem ditas para alguém a quem se ama...

Ela saiu ainda chateada com o que disse, ouviu e como aquilo acabou. Decidiu tomar um banho frio, pois precisava esfriar a cabeça, ou não poderia dormir. Inocente ao pensar que um banho frio resolveria seu problema de sono naquele momento. Não poderia dormir simplesmente, pois, seu coração estava cortado por mágoa e por remorso de ter dito certas coisas.

O choro foi inevitável. Deitou na cama e ficou ali até que para sua surpresa ouviu seu telefone celular tocar uma música já bem conhecida. Pensou no que viria dali. Não queria mais ouvir e dizer desaforos desnecessários. Não queria mais brigar. O que já haviam dito era o suficiente para acabar com sua noite e provavelmente sua semana. Mas deixar de atender não faria... Talvez depois de esfriar um pouco a cabeça e deixar o calor das emoções um pouco no travesseiro com o choro, fosse capaz de conversar civilizadamente, e dizer que não queria mais briga.

Ficou surpresa quando atendeu. Ele queria paz. Assim como ela, não ficou legal com a situação e com as coisas que disse, e escutou. Queria pedir desculpas... Queria que ficassem bem. Não poderia dormir se não fosse assim. Disse que sentiu o coração se cortar em pensar nas coisas que dissera. E ela sabia muito bem com ele se sentia, pois passava pelo mesmo. Naquela tormenta não haveria como ficarem bem... Como ter uma “boa noite” – como ela desejara ao sair -, e como “passar bem” – como ele disse?

Não estava certo com o que sentiam tratarem-se daquela maneira. Não estava lógico. Eles amavam-se e aquelas acusações eram extremamente ofensivas... Amavam-se e estavam fragilizados por tantas interferências externas. Precisavam unir forças, e não atacarem-se entre si. Precisavam ser fortes juntos. Precisavam ser paz juntos. Porto seguro um para o outro e não tormenta. Precisavam se amar apenas. E serem coerentes com o amor que compartilhavam... E ficou combinado assim.

Ela agradeceu a ligação. Precisava daquilo para poder dormir. Pediram perdão, perdoaram-se, e prometeram: Seriam fortes juntos. Fortes um para o outro.

Dane-se o resto do mundo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Confusão

[Composição: José Manuel Merello ]

Brincadeiras a parte - apesar de não ser mentira os ciúmes que sintia dele - hoje alguma coisa não identificada a incomodava. Sentia algo esquisito e realmente desconfortável que a fazia ficar estranha. Talvez fosse o ambiente onde estava com pessoas que não gostava e que não gostavam dela. Depois estava só entre muita gente... Muita cara desconhecida, outras conhecidas mas com as quais ela não se dava muito bem, outras com quem não gostaria de estar. Ficou realmente deslocada e solitária algumas vezes, mas sentia que não era exatamente aquilo que a incomodava. Era algo menos óbivil. Algo não explícito, mesmo para ela. Talvez um pressentimento, quem sabe. Ficou mais forte com a noite, ela tinha reparado. Repentinamente se sentiu um peixinho fora d'água e incomodada com qualquer coisa que ela sabia que não deveria ser apenas aquilo. Em alguns momentos ficou distante - na maioria deles - tentando entender o que seria aquela sensação ruim. Não estava mesmo confortável e interessada no ambiente e na conversa alheia, além Dele. E algo ainda a incomodava. Em casa percebeu Ele estranho. Se tinha acontecido algo que ele não queria dizer, ou se era reflexo dela mesma, não sabia dizer... Mas que ele estava esquisito, estava. Se sabia seus motivos era mais fácil, mesmo que não tenha querido dizer para ela. Vai saber... Talvez realmente fosse cansaço como ele disse. Talvez ela estivesse achando coisa demais - apesar de saber que seus sentidos raramente se enganam. Quanto a sua sensação, se eram seus sentidos não soube interpretá-los. Estava agora não só incomodada por sentí-los, mas por não saber o que significam... O que, para quê, ou porque dela [a sensação]. Oh, confusão. Deve ser coisa de sexta feira. "Xô", coisa ruim... Eles querem paz esse final de semana. Foi um decreto... Decretado está! Depois ela descobre o que há... Sempre se descobre.

Ela é da paz sim...


Mas mexe só para ver o que acontece.