quarta-feira, 30 de abril de 2008

Eclipse dos olhos

[Na foto o bruxo, o feitiçeiro... O dono dos olhos hipnóticos!
Efeito na fotografia, feito por ele mesmo]

Perigoso olhar diretamente para aqueles olhos
Ele tem razão...
Entra em um novo universo quem olha
E para ele só há ida
Jamais volta
Vago nesse espaço já faz um tempo
Me perco em cada mínimo detalhe
A forma, a cor, o brilho, a intensidade
E o negro da menina dos teus olhos
Esse mundo escuro se dilata
Como se pudesse me prender lá dentro
Eu caminho em direção a ele
Um tipo de estado hipnótico
Um bruxo,
Um feitiçeiro...
O amor, diz ele
Faz as pulilas dilatarem!
Olhar para quem se ama é quase um vício
Dopar-se com alucinógemos
Dos olhos que me encaram profundamente
E é no "ato" que se perde a cor castanha
O negro envolve a íris como em um eclipse
De amor que cobre a face de quem ama.

O Tigre


Medo?
A última coisa que sentia naquele momento
Exitação... Isso sim!
Os instintos dele eram excitantes.
Selvagem...
Um tanto animal.
Olhar incomum
Feito droga, ele mesmo disse
Dopado...
Pupilas dilatadas
Cada vez mais
O segedo:
Adepto ao canibalismo
Que seja!
Estava adorando aquilo
Não fossem as "satisfações"
Ficariam as marcas
As garras,
Os dentes...
Ela despertou o Tigre!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Sublime



Abraçados assistiam a mais um filme que não veriam até o final. Ela sentia o calor do peito dele tocando suas costas. Ele a envolvia em um abraço quente. Ela acariciava-lhe os braços que a cobriam. Ouvia, com um arrepio na pele, palavras de carinho sussurradas, entre beijos ao ouvido. Virava o rosto e beijava-o a cada palavra [com um sorriso satisfeito nos lábios], e respondia sentir o mesmo. Parecia tão segura abraçada a ele daquela maneira. “Você pode criar raízes em mim se quiser”, ela ouviu como resposta quando quis saber se o incomodava. Ele tinha um olhar profundo naquele dia.

O quarto estava claro, naquela tarde de sábado. Ele tinha confessado algumas fraquezas e dificuldades naquela manhã. Estava diferente. Pela primeira vez não enfrentaram um clima pesado para resolverem algo que incomodava. E também, pela primeira vez, ela entendeu de imediato, que certas coisas em seu jeito de ser não cabiam mais em seu novo contexto. Ela foi sempre afetuosa demais com os familiares. Não que fosse deixar de ser, mas certas coisas eram desnecessárias. E se o incomodava, e ela tinha consciência da dificuldade dele, faria diferente!

Na metade do filme ele se pôs a olhá-la. Um olhar diferente, que ao mesmo tempo em que a observava, estava distante. Ela ficou encabulada. Ele disse coisas que não queria guardar. Para “não pecar por omissão”. Falou de algumas de suas estórias... E ela ouviu. Silenciosa, como na maioria das vezes, tinha toda sua atenção voltada para aquele momento. E o tempo... O tempo pareceu parar. Viu as cores e emoções nos olhos dele, e pensou: “Meu Deus, como pode existir alguém que me causa tamanha ternura”? Queria guardá-lo para si. Gravar cada detalhe dele.

E quando ele partir que a levasse com ele. Assim como ela o levaria consigo, dentro de si, se precisasse ir. E pensar nisso a fez sentir vontade de chorar. “Às vezes eu acho que a qualquer momento podem tirar você de mim”. Estavam rodeados de melancolia. Ele no que dizia, ela no que pensava. Como foi se apaixonar tão rápido? Se entregar tão fácil? Se deixar tão entregue àqueles sentimentos? Como podia, apesar de todas as perspectivas, não se arrepender de ter pulado de cabeça naquele sentimento? Como ele podia parecer tão perfeito em seus defeitos?

Eles se beijaram no silêncio da televisão que já havia sido desligada. Logo o som da chuva, que começou a cair, invadiu o quarto. Eles se amaram imersos em uma doçura que ela amou conhecer. Fizeram amor primeiro devagar, aproveitando casa segundo. Cada centímetro que ele avançava dentro dela. Avançando em sua alma, seu corpo, seu coração... Desarmando-a, inundando-a com um misto de delírio e medo. Medo de perder aquela sensação. Ela o estreitou entre os braços e pernas sentindo-o mais dentro de si. Misturaram a saliva, o suor, a paixão... “Agora somos um só”. Sussurros, gemidos de prazer... Um rítimo único deles dois. Rítimo que ela ainda aprendia e o que já tinha... “Eu te amo Dom”! “Eu te amo Dulcineia”.

Da janela ainda a chuva. A mesma que ela ainda olhava com um sorriso enigmático enquanto ouvia sua amiga falar. Ah, se imaginasse as milhões de cenas que insistiam em se repetir em sua mente! No corpo p perfume dele. Na alma um sentimento profundo. E no coração... As mais ternas lembranças dos momentos mais verdadeiros, intensos e sublimes de sua vida.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Inexplicáveis

[Ilustração: Rodin]

Porque essa necessidade, você me pergunta,
Mas como explicar o que não tem explicação?
O que te faz me deixar conhecer sua história?
As vezes me sinto tão dentro de sua vida, que acho estranho
“Eu sou muito fechado...” [o que houve com ele?]
Se souber o que se passa, por favor, me explique
Mas não me peça para dizer o que não sei
Olhos dissimulados esses, que imaginam o que acontece
[Ou não]
Mas a verdade é que nada entendem
Olhos meus não conhecem a verdade
Se é que há uma, em algum lugar.
O que se passa por sua cabeça quando se nega a me falar?
O que tem a dizer esses lábios quando se calam?
O que será que escreve quando não me deixa ler?
Por covardia, desconfiança, ou o quê?
Às vezes me acho neurótica
Como pode, você, saber o que se passa por minha cabeça?
Quem disse que pode ler meu olhar?
Como, se eles são assim, dissimulados? [o que você mesmo me disse]
Rio ao pensar por que brigamos tanto
“Qual seu signo? Me pergunte o meu.... pergunte o meu....”
Mas como os astros podem interferir em tudo isso?
Não sou uma fadinha medonha...[risos]...Um pouco atrapalhada talvez
Somos assim tão iguais e diferentes...Confuso [quem sabe porque]
Você me pede um manual, mas será que o entenderia?
Me diz, porque sempre acha que estou brigando?
Porque tudo o que falo parece tão nocivo?
Acho graça quando diz que te olho estranho
[Como seria isso?...]
Estranho é passarmos por tanto, em tão pouco tempo
[também, tomamos overdoses um do outro]
Que estranha amizade é essa que cresceu apesar das brigas?
Será que ficou tudo de cabeça para baixo? [como diz que faço com você...]
Quem sabe se não seria melhor como no sonho [fugir!]
O que sei é que não gostaria assim
Gosto do que é, como é
Essa amizade maluca que resolveu escolher assim
Dois loucos
Sensíveis...difíceis...Inexplicáveis...!
[Foi a primeira vez que ela escreveu sobre eles dois. Encontrou-o em uma pasta, bloqueada por senha [e demorou para lembrar qual havia colocado], junto com alguns poemas que escreveu. Não se lembrava mais disso. Engraçado, tem coisas que ainda não mudaram... [risos], e outras que nem se comparam].

Cenas do nosso filme

[Ilustração: Renoir]


Vejo imagens suas
Como uma tela de cinema
Ilustram as paredes do meu quarto
Tenho luz, imagem e som
Lembranças de momentos bons
E outros nem tanto assim


Deitada em minha cama
Perco a minha cronologia
Já não lembro que dia é hoje
Nem qual será amanhã
Vejo as imagens passarem no teto
Daquele nosso primeiro beijo


Nos vejo correr juntos
Eram fáceis os sorrisos
Não lembro se tinha motivo
Eu te molhei e corri
E você veio atrás de mim
Tão infantil e belo de ser assistir...


Eu ouço algumas batidas
Descubro que era o meu coração
Eu não vejo nada...
Tinha os olhos fechados
E seus lábios selavam os meus.
Tenho tato, sabor e descompaço


Mudam as cenas do nosso filme
Sinto agora a água no corpo
E o contraste da temperatura da pele
Vejo cores nos seus olhos
E nos seus detalhes
Sinto ainda seus aromas e sabores


Vejo a lente da tua câmera
Focalizando os gestos meus
Como meus olhos com os teus
Tentando memorizar
Eterninar cada músculo
Que usa com um minimo sorriso


Sinto o aroma da chuva
E o calor dos teus braços
Eu olhava pela janela
Pela tua - Disso eu sempre me lembro
E nos vejo parados
Vigiando a chuva ao telhado


Tenho a visão embaçada por uma lágrima
Andando pelo corredor do teu prédio
Eu não pude evitar aquele choro
Quando achei que fosse realmente acabar
Você disse que se afastaria
E eu não consegui falar


O filme continua passando
E tem até uma trilha sonora
Como um clipe eu diria
O nosso clipe
Que tem um começo, um meio
Mas não deve, ainda, ter um final

E nos encontramos sentados em um banco
Ouvindo alguém tocar um teclado
Parecia até cena de cinema
Mais ninguém e o mundo tão pequeno parecendo
Naqueles mínimos instantes de nós dois
Que nesse filme ficam passando


E com as cores, sons, sensações e movimento
Sabores e imagens vão me adormecendo
Me perco nas mais belas lembranças
Do que se foi e não se recupera
E que só com novos e bons momentos
O que parecia perfeito se supera.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Não quero que se afaste de mim

[Ilustração: Lucian Freud]


Você completou todos os espaços que faltavam. Foi tudo o que eu precisava que alguém fosse. Me colocou em suas asas, ficou ao meu lado. Com você, poderia caminhar no escuro, se me desse as mãos. Com você pularia de olhos fechados se me dissesse que ficaria tudo bem. Por você eu abriria mão da minha felicidade pela sua. Por você, eu te deixaria partir. Por você, eu rezaria todas as noites, pedindo ao Deus no qual você não crê, e em todos os anjos, que você fosse feliz.... Não me pergunte se quero que vá. Eu não quero que se afaste de mim. Mas quero que seja feliz meu amor. Com ou sem mim. Eu me deixo em suas mãos. Você decide! Não tenho o que perder. Você é tudo o que quero agora. Se precisar de tempo, espero. Se não quiser mais, entendo. Me acostumo... Mas de você, levarei todas as coisas maravilhosas que me ensinou, e um imenso amor que eu já sinto por ti.



Melancólica demais, assim estava ela. Talvez a saudade, talvez a distância. Pode ser até que o vazio que ela sentia por dentro. Como se faltasse algo. Como se não estivesse certo... Aquilo já estava parecendo novela, e por mais que pareça engraçado, ela estava numa imensa expectativa por saber o desfeixo. Como ficariam? Só mesmo Deus, pra saber.

domingo, 20 de abril de 2008

Depois das brigas



"Eu não vou dizer o que realmente sinto...
Todas as estórias são iguais,
O que varia são as maneiras de ouvi-las.
Ah, minha ninfa ingênua...
Aproximar-se de uma ninfa
É ser apreendido e possuido
Por alguma coisa,
E imergir num elemento ao mesmo tempo terno e instável...
Que pode ser emocionante
Mas também pode ser fatal!
Não se aproximem da minha ninfa!
E Dom chorou.
Dado a sua natureza,
Dom ñ conseguiu ir além dos seus limites!
Ambos não conseguiam ir além de suas forças.
Pela 1°ela ñ se alterou um só momento...
E ele voltou em suas palavras...
Ambos amadureciam!
Ia, mas agora queria voltar para junto dela!
Sabia disso!
Fica bem minha fenix..."

Ela com os olhos marejados, lembra das feições do rosto dele, enquanto choravam juntos. Lindo! Ele, com certeza, era o homem mais encantador que ela já havia conhecido.

domingo, 6 de abril de 2008

Sinto sua falta

[Ilustração: Caravaggio]

Da janela do quarto
Vejo cair algumas gotas finas e transparentes de chuva
Enquanto ela aumenta
Ao som do bater da água no chão
O vazio do quarto se confunde
Com essa sensação aqui dentro de mim

Quero ver a chuva de outra janela
Ou melhor, banhar-me nela
Contrastar o corpo quente
Com a pálida e fria gota de chuva
Melancólica e pintada por flashs
Que clareiam o céu coberto por nuvens escuras

E se me empresta alguns versos seus
Quero “um gozar silente... inocente!
Espasmos de hálito quente!”
Pisar no chão molhado
Misturar com beijo, saliva e chuva
Marcar a pele de vermelho em fogo
Do calor que já não se contém por dentro
Do que se desejou e não se teve

Febril já não me concentro
Talvez em delírio imagine o som de algum trovão
Acho que adormeci e sonhei
Pois da janela já não vejo chuva
E aqui dentro só o frio e o nada
Do silêncio que é sentir sua falta!

Retalhos em versos



Quem pode interpretar
O sorriso iluminando o rosto
Numa dúvida de real felicidade
Que esconde a angústia,
Mas não muda o que se sente

Ela pode fingir mil sorrisos
Mas nenhum deles tem o mesmo brilho
E isso não é como um jogo
Apesar de jogo, ser a própria vida.
Ela é peça, e não sabe jogar

Hoje ela tentou rabiscos
Achou que desaprendeu a desenhar
Já não reconhece seus traços
Ou em seus traços não está
Nos olhos um misto de in/certeza

Também tentou escrever
Assim como tentou falar
Talvez o problema sejam as palavras
Que nunca dizem o que ela quer dizer
Algo entre inspiração... Ou tom

Falando em tom, desafinada está
Fora de compasso, do rítimo
Deve ter desaprendido a cantar
Sem rimas nos versos
Sem vida em acordes

Ou vida própria eles tenham
E como algumas palavras voam sem sentido
Dizem o que querem
Com licença poética: “Quando o sol se pôr, meu amor”
Ela vai se deixar ouvir o silêncio

Vamos falar mais baixo
Ou melhor, nem mesmo falar
Aqui dentro onde não se escuta nada
Faz um barulho infernal
Ela já não se lembra do que lia antes

Deixou o livro de lado
Acha que vai de versos fazer retalhos
E ver se sentido fazem
Para algum de nós entender
Mas já juntou vários deles e não entende nada

Ela aponta o lápis
E tenta mais um rabisco
Precisa enxergar-se nele
Com sorriso no rosto
E saudade no olhar

In/compreensão de tudo
Um tudo que ela nem sabe o que é
De versos diferente e aleatório escritos
Ela já não sabe mais o que disse
Ou o que queria dizer

Talvez unir tantos versos não seja boa idéia
Acho que isso está ficando meio sem lógica
Não sei se em desenhos, escritos ou falas
E ela ri – Sem lógica?
Como se o coração tivesse alguma

sábado, 5 de abril de 2008

Ai que raiva!

Não sei porque não está dando para colocar fotos nessa porcaria! Já tô me irritando com isso... Bom, deixa pra lá. Ponho a ilustração outro dia. Por enquanto vou meditar, assistir o tal filme, ou ler um livro, com o pensamento bem distante. Só não me pergunte a história depois...

Tic-tac tic-tac

O dia não foi tão ruim quando ela imaginava que seria. Mais um final de semana "daqueles" que ela passava a conhecer bem. Mas até que dessa vez se destraiu bastante. Aliás, se destraiu e comeu bastante!
Almoçou com os pais fora hoje. Nada de louças para lavar. Ótimo, ela não estava com saco para isso. E toda vez que ela estava "daquele" jeito, acabava, por distração, quebrando pelo menos um copo. Comeu bem! Até porque era algo que ela gostava bastante. Picanha com queijo, mandioca, feijão de corda, arroz e batatas. Ouviu conversas do tipo: Você sabe de onde é o melhor vinho? E a melhor carne? Sabe qual região consome mais mandioca no Brasil? Sabe qual o tipo de carne mais consumida no mundo? Não vou responder tais questões pois a credibilidade das fontes são um tanto incertas [risos].
Apesar do assunto um pouquinho desinteressante, ela sempre se divertia vendo os pais nas pequenas disputas de quem sabe mais isso ou aquilo.
Já era mais de meio dia quando desconectou a internet para sair. Estava falando com "ele" pelo msn, mas mais uma vez, não conseguiram se entender. Não era muita novidade para ela. Sabia que se reiniciassem o assunto não daria em nada mesmo. Aliás, estava ficando cansada de tanta dificuldade de entendimento de ambas as partes. Achava que ela, e ele também com certeza, já estavam ficando desgastados com tais situações, e com eles aquela relação. Ela achava que se eles não aprendessem a lidar com aquilo, cedo ou tarde, um deles iria chegar ao limite e desistiria do outro. De longe era o que ela queria, mas sabia que era uma realidade.
Mas ela saíu e preferiu se desligar. Aliás, como sabia ser mais um daqueles "benditos" finais de semana, sabia também que de nada adiantaria tentar se distrair com livros, filmes... Seja lá o que fosse. Precisava de movimento. Gente! Algo que não a permitisse viajar, porque o destino de suas viagens ela já sabia: Ele! Almoçar com os pais não é uma das melhores opções, mas até que foi agradável.
Depois ela saíu para comprar roupas. Estava precisando... A muito tempo não comprava, e as roupas que tinha estavam ficando desgastadas e desbotadas com as lavagens. Ela não se importava em repetir roupas, mas se importava menos ainda em comprá-las. Aliás, não há o que distraia mais que isso. Escolher modelos, tirar, vestir... E ficar horas experimentando! Não comprou muito, mas provou muitas peças, o que levou praticamente toda sua tarde. Das duas e meia [quando terminou o almoço] às quatro da tarde.
Quando chegou em casa uma surpresa! O presentinho de todo mês, de todas as mulheres! Não tinha absorvente em casa. Lá vai ela comprar aborrecida por sua mãe não ter lembrado deles nas compras do mês. Justo aquilo que ela usou durante quase toda a vida. E ainda sugeriu que ela usasse o OB, que era o único que tinha na casa, com aquele sorriso bobo na cara. A mãe sabia que ela não usava aquele tipo de absorvente. Não via graça na idéia de ficar enfiando coisas [tirando uma em especial] em suas partes íntimas. Saíu para comprar e depois foi até a casa de uma de suas amigas.
Assunto novo! Fazia algúm tempo que não conversavam direito, mas a amiga estava feliz. E fez bem a ela ficar ouvindo a outra pois se distraiu bastante. Foi para casa, em companhia da amiga [como de costume], e ficou lá com ela, e um amigo que chegou depois. Era assim que costumava a ser a algúm tempo [ela pensou], mas por algumas circunstâncias aquilo mudou um pouco. Mas hoje foi como antes. Convesaram bobagens, falaram de coisas banais e "discaradas", como diriam algúns... Certas vezes algo fazia ela lembrar alguma cituação com "ele" [muitas vezes na verdade], mas logo voltava a se distrair [se forçava a isso]. Deu conselhos ao amigo [gostava disso, parecia até que conhecia seu próprio sexo, quando de mulher, não conhecia nem mesmo ela]... Riram os três juntos e ela se sentiu bem. Realmente bem.
O amigo foi o primeiro a ir embora. Iria se encontrar com a namorada e tentar resolver algumas coisas que não iam bem [com os conselhos das outras duas...imaginem o estrago]. Ela esperava que desse tudo certo. Depois foi a amiga e mais ou menos as nove e meia, ela acessou a internet. "Ele" estava lá, no msn, mas ela não sabia o que dizer, nem se deveria falar com ele, portanto preferiu "ficar na dela". Se distraiu com outras coisas pela internet. Aliás há uma infinidade de coisas por aqui. Pena que nenhuma delas tira essa sensação chata que ela sentia toda vez que eles não estavam bem. E o tempo continua passando... Ela vai assistir um filme!