[Ilustração: Caravaggio]Da janela do quarto
Vejo cair algumas gotas finas e transparentes de chuva
Enquanto ela aumenta
Ao som do bater da água no chão
O vazio do quarto se confunde
Com essa sensação aqui dentro de mim
Vejo cair algumas gotas finas e transparentes de chuva
Enquanto ela aumenta
Ao som do bater da água no chão
O vazio do quarto se confunde
Com essa sensação aqui dentro de mim
Quero ver a chuva de outra janela
Ou melhor, banhar-me nela
Contrastar o corpo quente
Com a pálida e fria gota de chuva
Melancólica e pintada por flashs
Que clareiam o céu coberto por nuvens escuras
Ou melhor, banhar-me nela
Contrastar o corpo quente
Com a pálida e fria gota de chuva
Melancólica e pintada por flashs
Que clareiam o céu coberto por nuvens escuras
E se me empresta alguns versos seus
Quero “um gozar silente... inocente!
Espasmos de hálito quente!”
Pisar no chão molhado
Misturar com beijo, saliva e chuva
Marcar a pele de vermelho em fogo
Do calor que já não se contém por dentro
Do que se desejou e não se teve
Quero “um gozar silente... inocente!
Espasmos de hálito quente!”
Pisar no chão molhado
Misturar com beijo, saliva e chuva
Marcar a pele de vermelho em fogo
Do calor que já não se contém por dentro
Do que se desejou e não se teve
Febril já não me concentro
Talvez em delírio imagine o som de algum trovão
Acho que adormeci e sonhei
Pois da janela já não vejo chuva
E aqui dentro só o frio e o nada
Do silêncio que é sentir sua falta!
Talvez em delírio imagine o som de algum trovão
Acho que adormeci e sonhei
Pois da janela já não vejo chuva
E aqui dentro só o frio e o nada
Do silêncio que é sentir sua falta!

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