
Abraçados assistiam a mais um filme que não veriam até o final. Ela sentia o calor do peito dele tocando suas costas. Ele a envolvia em um abraço quente. Ela acariciava-lhe os braços que a cobriam. Ouvia, com um arrepio na pele, palavras de carinho sussurradas, entre beijos ao ouvido. Virava o rosto e beijava-o a cada palavra [com um sorriso satisfeito nos lábios], e respondia sentir o mesmo. Parecia tão segura abraçada a ele daquela maneira. “Você pode criar raízes em mim se quiser”, ela ouviu como resposta quando quis saber se o incomodava. Ele tinha um olhar profundo naquele dia.
O quarto estava claro, naquela tarde de sábado. Ele tinha confessado algumas fraquezas e dificuldades naquela manhã. Estava diferente. Pela primeira vez não enfrentaram um clima pesado para resolverem algo que incomodava. E também, pela primeira vez, ela entendeu de imediato, que certas coisas em seu jeito de ser não cabiam mais em seu novo contexto. Ela foi sempre afetuosa demais com os familiares. Não que fosse deixar de ser, mas certas coisas eram desnecessárias. E se o incomodava, e ela tinha consciência da dificuldade dele, faria diferente!
Na metade do filme ele se pôs a olhá-la. Um olhar diferente, que ao mesmo tempo em que a observava, estava distante. Ela ficou encabulada. Ele disse coisas que não queria guardar. Para “não pecar por omissão”. Falou de algumas de suas estórias... E ela ouviu. Silenciosa, como na maioria das vezes, tinha toda sua atenção voltada para aquele momento. E o tempo... O tempo pareceu parar. Viu as cores e emoções nos olhos dele, e pensou: “Meu Deus, como pode existir alguém que me causa tamanha ternura”? Queria guardá-lo para si. Gravar cada detalhe dele.
E quando ele partir que a levasse com ele. Assim como ela o levaria consigo, dentro de si, se precisasse ir. E pensar nisso a fez sentir vontade de chorar. “Às vezes eu acho que a qualquer momento podem tirar você de mim”. Estavam rodeados de melancolia. Ele no que dizia, ela no que pensava. Como foi se apaixonar tão rápido? Se entregar tão fácil? Se deixar tão entregue àqueles sentimentos? Como podia, apesar de todas as perspectivas, não se arrepender de ter pulado de cabeça naquele sentimento? Como ele podia parecer tão perfeito em seus defeitos?
Eles se beijaram no silêncio da televisão que já havia sido desligada. Logo o som da chuva, que começou a cair, invadiu o quarto. Eles se amaram imersos em uma doçura que ela amou conhecer. Fizeram amor primeiro devagar, aproveitando casa segundo. Cada centímetro que ele avançava dentro dela. Avançando em sua alma, seu corpo, seu coração... Desarmando-a, inundando-a com um misto de delírio e medo. Medo de perder aquela sensação. Ela o estreitou entre os braços e pernas sentindo-o mais dentro de si. Misturaram a saliva, o suor, a paixão... “Agora somos um só”. Sussurros, gemidos de prazer... Um rítimo único deles dois. Rítimo que ela ainda aprendia e o que já tinha... “Eu te amo Dom”! “Eu te amo Dulcineia”.
Da janela ainda a chuva. A mesma que ela ainda olhava com um sorriso enigmático enquanto ouvia sua amiga falar. Ah, se imaginasse as milhões de cenas que insistiam em se repetir em sua mente! No corpo p perfume dele. Na alma um sentimento profundo. E no coração... As mais ternas lembranças dos momentos mais verdadeiros, intensos e sublimes de sua vida.
O quarto estava claro, naquela tarde de sábado. Ele tinha confessado algumas fraquezas e dificuldades naquela manhã. Estava diferente. Pela primeira vez não enfrentaram um clima pesado para resolverem algo que incomodava. E também, pela primeira vez, ela entendeu de imediato, que certas coisas em seu jeito de ser não cabiam mais em seu novo contexto. Ela foi sempre afetuosa demais com os familiares. Não que fosse deixar de ser, mas certas coisas eram desnecessárias. E se o incomodava, e ela tinha consciência da dificuldade dele, faria diferente!
Na metade do filme ele se pôs a olhá-la. Um olhar diferente, que ao mesmo tempo em que a observava, estava distante. Ela ficou encabulada. Ele disse coisas que não queria guardar. Para “não pecar por omissão”. Falou de algumas de suas estórias... E ela ouviu. Silenciosa, como na maioria das vezes, tinha toda sua atenção voltada para aquele momento. E o tempo... O tempo pareceu parar. Viu as cores e emoções nos olhos dele, e pensou: “Meu Deus, como pode existir alguém que me causa tamanha ternura”? Queria guardá-lo para si. Gravar cada detalhe dele.
E quando ele partir que a levasse com ele. Assim como ela o levaria consigo, dentro de si, se precisasse ir. E pensar nisso a fez sentir vontade de chorar. “Às vezes eu acho que a qualquer momento podem tirar você de mim”. Estavam rodeados de melancolia. Ele no que dizia, ela no que pensava. Como foi se apaixonar tão rápido? Se entregar tão fácil? Se deixar tão entregue àqueles sentimentos? Como podia, apesar de todas as perspectivas, não se arrepender de ter pulado de cabeça naquele sentimento? Como ele podia parecer tão perfeito em seus defeitos?
Eles se beijaram no silêncio da televisão que já havia sido desligada. Logo o som da chuva, que começou a cair, invadiu o quarto. Eles se amaram imersos em uma doçura que ela amou conhecer. Fizeram amor primeiro devagar, aproveitando casa segundo. Cada centímetro que ele avançava dentro dela. Avançando em sua alma, seu corpo, seu coração... Desarmando-a, inundando-a com um misto de delírio e medo. Medo de perder aquela sensação. Ela o estreitou entre os braços e pernas sentindo-o mais dentro de si. Misturaram a saliva, o suor, a paixão... “Agora somos um só”. Sussurros, gemidos de prazer... Um rítimo único deles dois. Rítimo que ela ainda aprendia e o que já tinha... “Eu te amo Dom”! “Eu te amo Dulcineia”.
Da janela ainda a chuva. A mesma que ela ainda olhava com um sorriso enigmático enquanto ouvia sua amiga falar. Ah, se imaginasse as milhões de cenas que insistiam em se repetir em sua mente! No corpo p perfume dele. Na alma um sentimento profundo. E no coração... As mais ternas lembranças dos momentos mais verdadeiros, intensos e sublimes de sua vida.

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