terça-feira, 29 de julho de 2008

Um sonho um tanto esquisito



Dulcineia acabara de comprar algumas roupas em uma loja de bebê, e saía com suas sacolas e barriga de quatro a cinco meses de gravidez. Vestia uma roupa bonita e cabelos presos e desalinhados por conta do vento. Era uma cidade grande com muito barulho e automóveis passando, além dos transeúntes pelas calçadas. Gente demais para se reconhecer fácilmente alguém.

Ajeitou as sacolas nas mãos, e tirou os cabelos do rosto enquanto olhava o sinal e acompanhava as pessoas que iam atravessar a avenida movimentada. Alguém segurou seu braço assustando-a, e fazendo-a voltar para a calçada. Já virou pronta para dizer alguns desaforos quando reconheceu Dom que a olhava sorridente. Sorriu automaticamente e sentiu o coração disparar... Depois de aproximadamente sete anos, aquilo não deveria se normal.

Trocaram um abraço amigo e ele estranhando a barriga e olhando para ela, perguntou como estava. Dulcineia acariciou a superfície arredondada [ainda discreta, pode-se dizer], sorriu e respondeu simplesmente: Grávida! Ele surpreso, apesar de perceber que era o caso, pelas roupas, e aparência, quis saber se iria se casar, e a história daquela gravidez.

Sentaram em um Café perto de onde se encontraram, e iniciaram a conversa, mas antes Dulcineia perguntou pela namorada de Dom. Ela lembrou-se de quando ele ligou e disse que estava apaixonado por uma pessoa e que queria ser verdadeiro com as duas, e por isso queria terminar com ela. Ele tinha ido fazer um curso fora do país, e Dulcineia ficou esperando por sua volta. Iriam ficar juntos depois que ele terminasse, mas ele mudou os planos quando conheceu outro alguém.

Apesar de triste, Dulcineia aceitou o novo amor de Dom, e sua decisão de ficar com ele. Deixou que saísse de sua vida para ser feliz. E que fosse mesmo, pois só assim valeria a pena. Vendo-o alí a sua frente, Dulcineia lembrou-se do que ele a fazia sentir...

Soube dois anos depois da ligação [pois se manteram amigos], que não estava mais com aquela mulher, mas sim com outra que conhecera. Perguntou se ela tinha vindo com ele, mas a resposta foi negativa. Dulcineia sentiu uma ternura nele ao falar da referida mulher, e um brilho nos olhos dele, que no fundo a incomodou. Mas ele parecia feliz, e aquilo deixava ela feliz também.

Contou-lhe então, a pedido dele, sua história. Quatro anos após o fim deles dois, Dulcineia se envolveu com um cara. Tinha crescido em sua profissão, e sua vida tinha ficado voltada para o trabalho. Ele apareceu, e demosntrou gostar dela. Ela se sentia bem com ele, era engraçado e divertido. E achou até que estava realmente apaixonada. Dois anos de namoro, e ficaram noivos... Moravam até juntos, até que Dulcineia engravidou.

O cara se dizia dispreparado para ser pai [como se ela fosse diferente]. Queria que abortasse a criança, e Dulcineia era contra isso. Iria tê-la ainda que ele não quisesse assumir. Pegou suas coisas, e deixou-o com seu egoísmo e irresponsabilidade. Podia criar sua filha [já sabia que era uma menina] sem ele. Já estava estabilizada economicamente, e agora que o conhecia como realmente era, não o queria por perto. Em pensar que iria se casar com ele... Alguém que nem mesmo amava realmente, e mal conhecia...

Dom estava lindo [pensou ela], e parecia o mesmo que conhecera a alguns anos atrás. Engraçado, descontraido, atencioso... Enfim. Se abraçaram mais uma vez, e combinaram de se encontrarem outro dia para conversarem mais. Dulcineia desejou-lhe sorte e se despediu. Ia voltar ao trabalho. Levantou e foi andando. Olhou para atrás e viu Dom ainda sentado, lhe sorrindo.


Dulcineia acordou e foi ver seu amado.


sábado, 26 de julho de 2008

As horas



[Marjorie Estiano]

Outra vez eu não ouvi tuas palavras,
Você sempre tem razão,
Como posso me arriscar sem dar ouvidos?
Teu instinto me querendo sempre bem.
Eu vejo nas horas,
O que não se vê,
Me perco lá fora
Pensando em você!
Um dia eu aprendo
E mudo de rumo.

Sei que posso te provar que não há nada
Nessas horas de ilusão
Me perdoa me aceita no seu mundo
Me devolve tudo que já era bom.

Eu vejo nas horas
O que não se vê,
Me perco lá fora
Pensando em você!
Um dia eu aprendo
E mudo de rumo.

Na verdade o que importa
O que trago na canção
É o amor que hoje entrego em suas mãos
Seu sorriso uma palavra
Sua voz, um coração
O amor que hoje entrego em suas mãos.

Eu vejo nas horas
O que não se vê,
Me perco lá fora
Pensando em você!
Um dia eu aprendo
E mudo de rumo.
Um dia eu aprendo e mudo de rumo...

A ligação

Acordou com o telefonema de Dom. Ainda meio desorientada, levou alguns segundos para entender que era o celular, e que era ele quem ligava. Ficou surpresa. Muito mesmo... Não tinha acontecido aquilo e ele confessara nunca ter feito. Estava feliz por ele ter ligado. Ela pensou em fazer isso quando acordasse, mas ainda tinha medo de que ele não atendesse... De que não quisesse falar com ela. Foi importante para ela... Muito. Ele estava tentando acertar. Sempre esteva. Aprende Dulcineia! Você precisa aprender, ou vai estragar o que de melhor há em sua vida.

Erros e erros



No momento em que ele saíu, se sentiu estúpida. Porque precisava fazer aquilo? Porque precisava estragar o que estava bom? E claro que via o quanto Dom tinha mudado para que ficassem bem, mas parece que ela não aprendia. Daquela maneira em nada ajudaria. Não queria estragar aquilo que era tão maravilhoso para ela. Não queria que acabasse mal... Não queria que acabasse nunca! Quis chorar, mas parecia que todos a olhavam. Saíu daquele lugar, mas a merda estava feita. Queria ir atrás dele e dizer que o amava, mas o tinha deixado nervoso, e para ele ouvir teria que gritar... Estavam lá. Justo naquela faculdade, e já tinham se exposto bastante com a briga. Mais aquilo poderia prejudicá-lo. Depois na aula, ele não a olhou em momento algum. E ela acabou fazendo o mesmo. Talvez se fosse falar com ele, acabassem brigando novamente. Ele ainda parecia zangado. E permanecendo no erro, ela foi para casa, e chorou. Chorou por ter feito errado de novo. Chorou por saber que tinha sido sua culpa... Ele não queria brigar, ela tambem não, então porque continuou com aquela discussão? Em que levaria? Sabia como acabaria, porque não soube entender que o dia já não estava legal para ambos, e aquilo era td o que não precisavam... Porque errara novamente se já havia decidido acertar? Adormeceu as cinco da manhã, e a cólica que sentia já havia passado. O travesseio já bastante molhado, e o sono a vencera. Precisava não errar mais. Fazê-lo mal era a única coisa que realmente podia abalá-la de verdade, e fazê-la passar a noite chorando por isso.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Os constantes pesadelos

Dulcineia vinha tendo, constantemente, um sonho ruim com cobras, maldade e traições. Cada manhã que acordava após o tal sonho, sentia uma sensação ruim que não conseguia identificar. Conversou com Dom sobre o fato, e ele considerava aquilo um aviso. Particularmente ela também achava.
Ele atribuiu ao sonho, um significado. Achava que alguém proximo a ela trairia sua confiança, ou armaria alguma coisa para prejudicá-la. Talvez fosse assim. Podia ser, mas ela sentia algo que dizia diferente àquilo. Era estranho. O mal é que não conseguia entender o que seus sentidos estavam alertando, e sobre quem a alertavam. Seu anjo da guarda estava dando-lhe sinais, porém, ela não conseguia entendê-los.

No sonho, uma vala de cobras dividia ela de algumas pessoas que a esperavam do outro lado. Uma tábua de madeira era a única passagem existente, porém, era necessário ter coragem para atravessá-la no meio de tantas cobras grandes e assustadoras. Às suas costas, haviam três pessoas vestidas de branco que lhe falavam para atravessar. A luz que emanava delas era forte demais para que as identificasse. Apenas escutava suas vozes, e suas silhuetas [duas mulheres e um homem]. As vozes nunca antes escutara antes.

Não tinha coragem para atravessar, e aquelas pessoas atrás dela, diziam que precisava seguir enfrente apesar do mal que aquelas pessoas haviam lhe causado [Pessoas? Mas são cobras, ela pensava!]. Diziam que se ela fosse enfrente, não poderiam mais lhe fazer mal, e que as pessoas que estavam do outro lado, eram aqueles que realmente lhe queriam bem. Que estavam do lado de Dulcineia.

Dulcineia procurou por Dom, e ao não encontrá-lo perguntou por ele... Disseram-lhe que todos que eu podia ver, eram aqueles que não me fizeram ou fariam mal [estavam meus pais, algumas amigas, primas,madrinha e outras pessoas que Dulcineia ainda não conhecia]. E se alguém que procurasse não estivesse alí, eu já tinha minha resposta. O mesmo em, relação às outras pessoas que ela pensou em perguntar, por não ver do outro lado, e achar que jamais lhe fariam mal.

Enfim, Dulcineia não atravessa e assim acontece em todos os pesadelos que tem tido. Alguma pessoa nova ela vê do outro lado... Alguma coisa nova ela se lembra, mas basicamente era aquele sonho todos os dias. O que significava? Ela realmente não sabia... Poderia ser o que Dom lhe dissera. Mas era algo mais... Algo que ela não sabia ainda, mas já sentia. E estava lhe fazendo mal.

Dom dissera que ela era cética, apesar de ter o privilégio de ser avisada. Mas ela acredita no aviso. Só ainda não se convenceu do que ele significa, e por não saber, achava que não deveria ficar se martirizando. Saberia o que fazer quando chegasse a hora. E já estava avisada... Talvez nem se surpreenda mais se alguém por quem tenha apreço, lhe faça algo inesperado. Se alguém tentar prejudicá-la em algo. No fim tudo sá certo... [ela espera que sim, pelo menos].

quarta-feira, 23 de julho de 2008

"Desenhando" o futuro



Estava conversando com ele, e pela primeira vez, decidiu imaginar como seria o futuro deles dois. Costumava não se permitir fazer isso, para que não criasse espectativas sobre qualque coisa. Evitava ficar pensando no amanhã [muito a frente], e deixava acontecer. Claro que esperava sempre o melhor, mas sabia que nem sempre as coisas saíam da maneira como gostaria.

Primeira versão: A bruxa má!

Certa noite, em uma de suas viagens, longe um do outro por um tempo, ele sairia para comer ou beber algo em qualquer bar ou restaurante da cidade [onde estiver]. Sozinho, se sentará em uma mesa, e fará seu pedido, pensando que comer sozinho era realmente uma droga. Na mesa ao lado, se sentará uma mulher [pirua como disse a ele], e bonita que chamará sua atenção.

Dado momento ele percebe que ela o olha, e irá conversar com ela [ou talvez ela venha conversar com ele]. Dentre alguns encontros e conversas, ele vai se interessar aos pouco, e por fim se apaixonará por ela, e não quererá mais voltar para Dulcineia, tendo em vista que a cidade onde estará é bem melhor, e a situação da pirua será bem melhor.

Dulcineia, aceitará essa possibilidade, e continuará com sua vida [pois o importante é que ele esteja vivo e feliz]. Pensará apenas nos estudos e por só falar em Dom, afastará todos os homens que se interessarem por ela. Suas amigas brigarão com ela, por não deixá-lo para trás, e ela continuará procurando por alguém igual a Dom [que jamais encontrará].

Um dia, então... Cançada de ficar só, ela ficará com algúm cara legal, de quem goste um pouco, e com quem se sinta bem e sugura, mas que não ame como amou a Dom, e nem se sinta como se sentiu com ele. E levará seu cavaleiro como uma linda lembrança, e talvez consiga um dia conversar com ele normalmente sem sentir ciúmes da bruxinha má, piruinha que o roubou! [risos, muitos mesmo].

Segunda versão: Dulcineia vai ao encontro do amor de sua vida!

Dom, aproveitará uma maravilhosa oportunidade em sua vida, e deixará a cidade onde mora Dulcineia. Ela terminando seus estudos [talvez por não poder, talvez por achar melhor, talvez por ele achar melhor que fique], o deixará ir, e se formará em sua profissão que escolhera para si.

Manterão contato talvez só como bons amigos, talvez continuem "juntos" mesmo à distância. Então, depois que ela terminar e já puder ir [ao saber estar pronta para andar com as próprias pernas com a segurança de conhecimentos e um diploma], ligará para Dom e lhe dirá que o ama, e perguntará se ele a quer.

Se positiva a resposta do cavaleiro, Dulcineia partirá ao encontro do amor da sua vida. Encontrará um bom emprego fará sua pós, e aí por diante. Fará amor com ele pela manhã antes de irem para o trabalho! E então viveraõ felizes para sempre.

Terceira versão: A fuga dos amantes

A noite, quando todos no castelo de Dulcineia estiverem dormindo, ela sairá de casa com suas malas [pouca coisa como ele costuma dizer que deixará que ela leve], e encontrará com Dom do lado de fora. Pegarão um ônibus para algum lugar, e fugirão para qualquer parte do país, mundo ou planeta.

Assim que estiverem estabilizados [ambos trabalhando], Dulcineia terminaria seu curso e se formaria. Brigariam as vezes por problemas bobos, mas sem gritos, ofensas, ou mágoas... Briguinhas de convivêcia que resolveriam em alguns minutos com um abraço e um beijo apertado [e com outras coisas, risos]. E se organizariam para fazerem viagens nas férias ou feriados, para visitar a família, ou para conhecer cidades mais próximas de onde viverem [ou outros países em férias mais longas].

E não cairão em rotinas chatas de brigas de casal, e discussões em vão, ou mesmas coisas para fazer sempre. Fariam amor antes de dormir, antes de ir para o trabalho [e sempre que sentirem vontade e oportunidade, risos]...E viveriam felizes para sempre [todo sempre em que estiverem juntos].
Ps: Em momento algum, na imaginação de Dulcineia, ela ficou em uma casinha muito afastada no campo para que nenhuma outra pessoa a veja, fale, toque ou saiba que ela existe [pelos ciúmes de seu amado].Então Dom, vai tirando o cavalinho da chuva, que essa idéia de deixar você ir para a cidade sozinho e ficar andando por aí com essas mendigas a solta, está fora de cogitação! [risos]. " E tenho dito" [palavras de Dulcineia ironicamente ditas em imitação à Dom Quijote].

terça-feira, 22 de julho de 2008

[Imagem do filme "Amor além da vida"]


Depois que faziam amor, ele fechava os olhos e imediatamente era levado para um lugar diferente para o qual ia toda bez que ficava relaxado. Ao lado dela, dizia relaxar, e assim sua mente o levava para o tal lugar arborizado e distante.

Muito verde, ele dizia. Um lugar de imensa beleza e tranquilidade, com barulho de folhas balançando com o vento, e cheiro de natureza. Um lugar igual, talvez, aos jardins do filme "Amor além da vida" [When Dreams May Come]. Um lugar tranquilo para onde ele se transportava sempre e para onde ela adoraria ir também.

Sobre o filme:

Amor além da vida, conta a história de uma família separada pela morte. O amor do homem por sua mulher, faz com que ele saia do céu [para onde foi ao morrer], até o inferno para resgatar sua esposa [que se suicidou após ele falecer]. Um romance dirigido por Vincent Ward e roteiro Ronald Bass, baseado em livro de Richard Matheson, e fotografia de Eduardo Serra.

Sinopse:

Chris Nielsen (Robin Williams), Annie (Annabella Sciorra), sua esposa, e os filhos do casal fazem uma família feliz. Mas os jovens morrem em um acidente e o casal é bastante afetado, principalmente Annie. No entanto, eles superam a morte dos filhos e conseguem levar suas vidas adiante, mas quatro anos depois é a vez de Chris morrer em um acidente e ser mandado para o Paraíso. Mas não um Céu com arcanjos e harpas, pois lá cada um tem um universo particular e o dele é uma pintura (sua mulher coordenava uma galeria de arte). Enquanto tenta entender o Paraíso, onde tudo pode acontecer, bastando que apenas deseje realmente, Chris fica sabendo que Annie, dominada pela dor, comete suicídio. Assim, ele nunca poderá encontrá-la, pois os suicidas são mandados para outro lugar. Mesmo assim decide tentar achá-la, apesar de ser avisado que mesmo que a encontre, ela nunca o reconhecerá.
Ps: O estilo utilizado para a disposição das informações nesse texto, é de Dom Quijote!!!! E para que ele não reclame, fica aqui registrado, que esse é o estilo dele e somente dele, e pronto. [E vê se não reclama mais coisa chata!]

sábado, 19 de julho de 2008

O amor nunca falha


[Ilustração: Laury Blank]
[Composição: Sandy e Júnior - Trdução de Love Never Fails]

Haverá momentos que lutaremos contra as lágrimas
E outros que ficaremos com medo
Contando que fiquemos juntos nós chegaremos lá
Por que o amor nunca falha

Eu tenho tudo que eu preciso
Tanto que me sinto até fraca
Por que o amor que nós temos é para sempre

Todos os momentos que nós passamos
São muito preciosos para desperdiçar
Num mundo que está sempre mudando

Não o trocaria por nada
Sempre seguirei te amando
Dormindo ou acordada
Não há um único dia
Que passe sem eu pensar em você

Só você mexeu comigo
Desde a primeira vez
Estaria perdida sem você
Não trocaria por nada
Sempre seguirei te amando

Não há presente maior
Que o amor que você inspira
Fique sempre comigo

Águas para atravessar
Mas nosso amor nos guiará
É tudo que precisamos

Haverá momentos que provaremos nossa fé
Em algum dos caminhos que teremos que tomar
Mas eu sei que encontraremos um jeito
Porque o amor nunca falha

Eestranho jeito de amar



[Composição: Tatiana Parra/Junior Lima/Otávio de Moraes]

Quanta bobagem
Tudo o que se falou
Me olho no espelho
E já nem sei mais quem sou

Quanto talento
Pra discutir em vão
Será tão frágil
Nossa ligação

Não tem que ser assim
Tanto desencontro, mágoa e dor
Pra que que a gente tem que
Se arriscar

Então volta pra mim
Deixa o tempo curar
Esse estranho jeito de amar

Falsas promessas
Erros tão banais
Mas ninguém cede
Nem pensa em voltar atrás

Não tem que ser assim
Tanto desencontro, mágoa e dor
Pra que que a gente tem que
Se arriscar

Então volta pra mim
Deixa o tempo curar
Esse estranho jeito de amar

Esquece esse jogo
Não há vencedor
O mesmo roteiro
De sempre cansou

Vou te amando
E me frustrando
E sobrevivendo
Por um fio
Mas tô aqui
Sem desistir
Volta pra mim

Não tem que ser assim
Tanto desencontro, mágoa e dor
Pra que que a gente tem que
Se arriscar

Então volta pra mim
Deixa o tempo curar
Esse estranho jeito de amar

Não tem que ser assim
Tanto desencontro, mágoa e dor
Se é bem melhor
A gente se entregar

Então volta pra mim
Deixa o tempo curar
Esse estranho jeito de amar

A lua que eu te dei

[Composição: Hebert Vianna]

Posso te falar dos sonhos
Das flores
De como a cidade mudou

Posso te falar do medo
Do meu desejo,
do meu amor...

Posso falar da tarde que cai
E aos poucos deixa ver
No céu a Lua
Que um dia eu te dei...

Gosto de fechar os olhos
Fugir no tempo
De me perder

Posso até perder a hora
Mas sei
Que já passou das seis...

Sei que não há no mundo
Quem possa te dizer
Que não é tua
A lua que eu te dei...

Pra brilhar
Por onde você for
Me queira bem
Durma bem
Meu Amor...

Eu posso falar
Da tarde que cai
E aos poucos deixa ver
No céu a Lua
Que um dia eu te dei...

Pra brilhar
Por onde você for
Me queira bem
Durma bem
Meu amor...

Durma bem
Me queira bem
Meu Amor...

A Lua que eu te dei!

O último adeus


[Ilustração: Van Gogh]
[Lara Fabian - Tradução de "The last goodye"]

Nós podemos fugir juntos
Se é o que você quer
Nós podemos nos esconder para sempre
Se é isso que você quer
Então apenas feche a porta
E não deixe ninguém mais entrar

Ah Yeah
Feche a porta
Podemos viver exatamente aqui
Em nossa cama
Pois agora nada mais é um desperdício de tempo
Você é tudo que eu quero

Fora da minha vida
Me deixe apenas envelhecer
Bem aqui do seu lado
Até o fim dos tempos
Até o último adeus

Vamos viver apenas aqui nesse momento
Compartilhando algo real
Não vamos perder tempo conversando
Dê algo que eu possa sentir

Oh, venha
Bem perto de mim
Não deixe um único raio de luz entre nós
Bem perto de mim
Nós não sabemos
Onde eu termino e onde você começa

Vamos trancar o mundo pro lado de fora
Enxergando chances que poderiam acontecer
Presos no momento
E baby, vamos fazer isso fora
Nós faremos de alguma forma
Eu acredito em viver aqui e agora

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O que cabe no peito


Me diz, por favor, se mereço
Na vida tamanho apreço
Com todo esse medo pareço
Viver sem saber de verdade
Do mundo me fala e me explica
Porque tanta gente complica
Não sei se quem vai ou quem fica
Me amou ou sorriu sem maldade

Me olha sorrindo e me diz
Se cabe no peito ser tão feliz
Se os sonhos e desejos que quis
Tornam-se realidade

Se o peito de orgulho estufado
Compensa o olhar tão cançado
E o beijo nos lábios molhado
Faz parte da felicidade
Se temer o amor é errado
Se é você um príncipe encantado
E aquilo que está no passado
Deixaremos com tranquilidade.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Por não aceitar que vá


O arrepio e a pele um silencioso diálogo
A superfície arrepiada contradiz o suor nas mãos
Misturam-se os cheiros, sabores, tremores
Uma febre - Talvez
Mas de paixão.

As unhas na carne deixam as provas
Marcas de intenso prazer
Quando as visse mais tarde recordaria
Como sorriso no rosto de satisfação
O amor que puderam fazer.

Uma ternura imensa num abraço
Quase um só, os corpos grudados
Uma lágrima desce pelo rosto já molhado
Imperceptível o medo de perder
Ainda que nos olhos vermelhos estampado.

Silencioso o olhar perdido
Um horizonte que não podia alcançar
No abraço forte a instrução
De seguir em frente e ser feliz
Que se esquece com o desejo de que não vá.


[Versos retirados de uma pasta protegida com senha, depositada no computador de Dulcineia]

quarta-feira, 16 de julho de 2008

A guerra de geléia e gelatina



Mais um daqueles dias preguiçosos em que passariam a manhã juntos, e ela acordou cedo para ir até ele. Combinaram que iriam para o rio aquela manhã, junto ao filho dele. Quando chegou o menino ainda dormia, e ficaram esperando que ele despertasse enquanto ela dobrava algumas das muitas roupas espalhadas [ e sim, ao contrário do que ele diga, é um homem muito bagunceiro].

No café da manhã cereais para ela e para seu filho [dele], e maçã com geléia de uva para Dom. O espírito Peter Pan de Dom Quijote, fêz com que não resistisse uma brincadeira com Dulcineia, e passou-lhe geléia de uva no queixo. Por sua vez, talvez por possuir um problema como alegou ele, não resistiu e devolveu-lhe o doce passando no rosto dele. Acalmaram-se os ânimos, até que Dom resolveu continuar a brincadeira.

Logo virou bagunça! Braços, rostos, barriga e peito [de Dom], ficaram completamente banhados da geléia de uva. E Dulcineia com uma máscara de geléia e cabelos grudentos assim como os braços e pescoço [salvo a roupa pois ele não sabia que ela tinha levado outra], respondeu a cada "ataque" com as mãos cheias da munição que utilizavam.
E a criança? Naquele momento as únicas crianças eram Dom e Dulcineia. O pequeno Dom, assistia a "palhaçada" dos dois registrando tudo com uma filmadora. E Dom ainda tinha coragem de dizer que era ela a culpada pelo mal exemplo naquela guerrinha de comida. Sem contar que sobrou para a gelatina de Tutti Frutti que ninguém queria comer, e que Dulcineia passou pelo cabelo de Dom [risos]. Mas defendo [já que essa versão é a de Dulcineia], Dom Quijote tomou-lhe toda a geléia de uva, ameaçando sujá-la ainda mais, tendo em vista que ela estava sem defesas e sem mais nada nas mãos. Encontrou uma saída. Viva a gelatinha azul!

Pelo menos até Dom decidir utilizá-la também e encher o cabelo da moça com a gelatinha.No fim da história, após o banho não havia mais tempo para o passeio no rio e este teve que ser adiado. Dom, comprou a única testumunha daquela desorientada guerra de geléia e gelatinha com um caderno do Bob Esponja, que ficou a seu favor.

terça-feira, 15 de julho de 2008

O sonho do meu anjo


[L'Amour Blessé - Dorothy Tennant]


Depois de fazer as pazes após uma briga que tiveram ela foi até o apartamento para dar um abraço forte e um beijo longo, daqueles que se dá após as brigas de casal. Ele lhe contou um sonho ruim que tivera que a impressionou bastante. Não gostava dos sonhos dele, pois costumavam acontecer e aquele ela não queria que fosse real.

Pediu a ela que fosse forte, e que se lembrasse dele sempre com um sorriso nos lábios. Tinham uma compreenção diferente da perda. Aceitavam de formas diferenças a morte de uma pessoa amada, e ela sem dúvida, ainda não tinha aprendido a dizer adeus. Ela tem fé... Muita. E pede a Deus que nada de ruim aconteça. Acredita e espera que tudo vá bem nessa tal viagem, mesmo com a teimosia de seu anjo diante de seus avisos. Tem sido uma boa pessoa, quem sabe por isso tenha direito a um pedido... Pede que ele vá e volte bem, e que assim seja por ainda muitos anos, até quando ele estiver morando no país onde quer passar o resto de seus dias [e que não me recordo o nome].

Ela poderia ficar bem se ele fosse embora, mas ela soubesse que ele estaria em qualquer lugar, vivendo e sendo feliz... Mas saber que ele não estava mais nesse mundo, e sim com as setenta virgens que o esperam, segundo sua religião [risos], seria a coisa mais difícil de sua vida.Não querendo pensar em coisas ruins, muito pelo contrário, mas não conseguindo evitar os pensamentos, ela se pegou imaginando como seria sem ele. Uma coisa é certa, não seria forte o suficiente para seguir lembrando dele com um sorriso no rosto.

Que ele a perdoasse, mas demoraria muito, muito tempo até que continuasse com seu cotidiano novamente. E as boas lembranças... Ah, essas provocariam dias e noites de choro constante por não conseguir imaginar uma razão sequer para rir sem ele.Bom o sonho do seu adorável anjo a pertubara de uma maneira que não gostaria. Não iria conseguir ficar tranquila depois daquilo... Muito menos com ele falando como se fossem as últimas palavras. Falando para ela o que fazer sem ele... Falando para ela ser forte. Como seria forte sem seu anjo ao seu lado? Como ficaria rindo se nunca mais teria nada dele além de suas lembranças? Sabendo que teria que imaginar seu perfume, seu calor, sua pele, seus sorrisos?! Sabendo que nunca mais poderia ficar abraçada a ele sem se preocupar com nada, além dos seus sonhos?

Não, não meu anjo. Você ainda precisa me ensinar a aceitar ficar sem você, antes de partir. Volta pra mim...!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

A menina dos sapatinhos mágicos



Hoje conto a historinha de uma menina chamada Jujuba e seu cachorrinho Nick. Jujuba e Nick viviam numa cidade perto de uma das mais belas regiões do planeta Terra [a Chapada Diamantina] com seus pais. Jujuba tinha um sapatinho mágico. Quando Jujuba queria ir para outro lugar, batia os sapatinhos um no outro e sumia, aparecendo no lugar desejado! É sempre assim, desde o dia em que Jujuba encontrou esses sapatinhos numa vitrine de uma loja da cidade. Jujuba viu, entrou, provou e comprou [só tinha esse e era exatamente o número de Jujuba]. Eram mágicos e esperavam por Jujuba! E Jujuba sabia disso [tenho certeza que sabia]. E hoje Jujuba vive num lugar e outro, quase ao mesmo tempo. Sumindo e aparecendo, aqui e ali. Aparece no Rio de Janeiro [sua terra natal] e aparece no Oeste da Bahia [terra que adotou] e também aparece em outros lugares [como aqui - dentro de mim - e além]. Ah, essa Jujuba...!

Dulcineia, Jujuba [ou como Dom quiser chamá-la] identificou-se com Dorothy do Mágico de Oz quando leu aquele texto no blog de seu cavaleiro. Ficou pensando em como seria se realmente tivesse um sapatinho mágico que a pudesse levar para qualquer lugar que quisesse. Viajar no tempo e espaço e se transportar para qualquer lugar seguro onde pudesse ficar até quando quisesse sem que ninguém sentisse sua falta... Ou talvez, pudesse aparecer dentro dele e lá permanecer até sempre...


[Texto de Dom retirado do blog: http://www.epifaniando.blogspot.com/]

A menina dos sapatinhos não tão mágicos


Ela estava diante do celular com os lábios semi abertos não acreditando no que lia. Dom estava realmente irritado e ela não lhe tirava a razão, porém ela não gostava do que estava lendo. Achava que por mais chateado que um casal estivesse, era necessário manter o respeito, e talvez ele tivesse perdido a calma e exagerado.
Uma vez, indo para a casa dele, ela escutou um casal discutir na praça por um motivo qualquer, e eles se xingavam e falavam coisas absurdas, e ela achou aquilo horrível de ser ver. Dom concordou com ela, quando disse que aquele já era um ponto crítico em uma relação. É uma faixa sensível, onde não se tem respeito, e aí vira bagunça [como alguns relacionamentos que ela acompanhara]. Não queria que fosse assim com eles, mas entendia que ele estava muito chateado.

Decidiu então, deixar que ele ficasse um pouco mais calmo, para que não dissessem coisas das quais se arrependeriam depois. Aquele site de relacionamento era realmente um problema para os casais, porém se não fosse por ele, acabariam brigando por qualquer outro motivo. E precisavam aprender a conversar e se respeitar diante da raiva, da indignação... E isso sem dúvida servia para ela, pois também já havia tido más reações em uma situação pouco semelhante.

A menina dos sapatinhos mágicos, olhou para seus sapatos e perguntou: O que há com sua mágica que não me leva para onde gostaria de estar agora? Talvez não tivesse sapatos mágicos como ele havia dito.

[Espero que tudo dê certo]

sábado, 12 de julho de 2008

Invasão, ou evolução?


Certa feita, estávam ela uma de suas amigas e ele, conversando na frente da casa dela. O assunto da vez era fim de relacionamentos. Sua amiga ainda sentia a perda do namorado, e das coisas que tinha deixado com ele, e discutiam sobre pedir elas de volta, ou não.

Como exemplo, ele falou do seu relacionamento passado, e das muitas coisas dele que ficaram com ela para trás. Defendia que ela não deveria pedir suas coisas de volta, o que Dulcineia também achava que não deveria fazer, e dizia que ele quando chegasse o momento deveria devolver tudo o que era dela. Eis que juntaram-se os dois, contra a falta de vínculo que Dulcineia tinha com Dom.

Não falo sentimentalmente, pois dessa forma muito havia, mas materialmente. Ela não deixava nada no apartamento dele a não ser quando esquecia algo, pegando de volta em seguida. E Dulcineia ainda dizia que o que fosse dele, e por acaso ficasse com ela se terminassem, ela devolveria. Não queria que um dia ele falasse de algúm livro, filme, blusa, ou qualquer coisa que gostasse, ficou com "uma ex-namorada", como falava as vezes com ela.

Sua amiga falou sobre deixar escova de dentes, roupas, objetos pessoais [qualquer coisa], com ele, e para sua surpresa Dom concordou com ela. Dulcineia achava que era forçar uma barra deixar escova de dentes na casa do namorado. Mudas de roupa [como se ela passasse uma noite sequer com ele]... Achava que era como invadir um espaço dele o que não queria fazer. Mas ao que pareceu ele não pensava assim, ou queria apenas ficar contra ela de alguma maneira.

Mostrou-lhe então, uma fotografia com um short jeans que ele gostou, além de uma blusa da Betty Boop que ele também gostava. Ele sugeriu que ela deixasse o short lá na casa dele, para que usasse quando quisesse já que só usava-o mesmo dentro de casa. Ela achou aquilo bonito, aliás, achava legal ter coisas da pessoa amada para ver e lembrar sempre que quisesse. Por isso atentar para sua realidade era tão ruim.

Ela não morava sozinha, portanto, ele não pdoeria passar noites com ela e deixar mudas de roupas para trocar quando quisesse. Nem uma escova de dentes para que ele usasse quando ficasse por lá... Já ele morava só, mas ela não podia passar a noite com ele, e o tempo que permanecia naquele apartamento era muito curto apara precisar de outra roupa para usar após o banho.

Ao contrário do que Dom e sua amiga pensava, ela entendia perfeitamente o que era aquela troca tão especial, e apreciava aquilo [a partir do momento em que um de espaço para o outro se incluir em sua intimidade, como a de um apartamento]. O problema, era não ter a liberdade que eles estavam acostumados a ter. Num futuro, não tão distante, quem sabe ela tenha milhões de coisas dele em seu apartamento, assim como ele tenha milhões de coisas dela no seu. Coisas que ela não devolveria [decisão tomada a partir de discussões, risos], e que não pediria de volta Se, e somente SE um dia terminassem.

Talvez, por enquanto, ela possa deixar um short jeans para ficar mais confortável enquanto estiver por lá [se bem que acho difícil ficar mais confortável do que da maneira como costumam ficar].

Novas experiências


Aos poucos estava aprendendo o jeito que ele gostava. Um beijo, um toque... Um carinho mais íntimo. Aliás, a confiança que tinham era inacreditável para ela. Se mostrava e se sentia a vontade com ele, como nunca imaginou que ficaria. E fazia coisas que jurava que não teria coragem de fazer.
Experimentava as posições que ele lhe propunha, as coisas que agradavam a ele, e para falar a verdade, tudo a agradava. Primeiramente por agradar ele, e depois porque acabava gostando mesmo. Talvez fosse "safada", como ele costumava chamá-la [risos]. O caso é que existia neles uma troca de confiança, e intimidade que ela gostava.
Uma das coisas que ela achou que difícilmente faria, era "sexo oral". Parecia-le algo muito distante dela. Era porém, algo que ele gostaria que ela fizesse. Demorou um pouco [menos do que ela imaginava], para que tomasse coragem para experimentar. Ele já fazia nela e ela queria retribuí-lo apesar do pudor em relação ao sexo oral. Chega a ser mais íntimo que qualquer outra forma, com a intimidade na boca de outra pessoa. Um ponto de tanta intimidade que deixa o outro tão vulnerável...
Bom, ela experimentou e admite que gostou. Gosta da textura, do calor, de sentir a pulsação dele... De acompanhar o crescimento em sua boca. Das reações dele com o carinho... Aos poucos descobria a maneira como ele gostava. A intensidade, a velocidade... Com o tempo aprendia com ele a fazer o melhor, da forma que mais o agradava [sem deixar de inovar]. Não gostava de ser previsível, e ele estava sempre tentando adivinhar o que ela irá fazer. Quanto a novas experiências, ela esta e sempre esteve disposta a experimentar com ele.
[E repito só para não deixar dúvidas: "Com ELE"!





quinta-feira, 10 de julho de 2008

"Você é, ultimamente, a razão de minhas emocões"...

[Dom]

Diálogos...



- Dom:
Você viverá pra sempre...
- Dulcineia:
Não quero viver para sempre...
Quero viver enquanto você viver!
Amor, você cuida de mim se eu estiver com medo?
- Dom:
Sim meu amor... Sempre!
Por você eu mato
Eu morro
Eu faço qualquer coisa!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O lugar perfeito pro amor viver






[Composição: Mauro Motta/Dudu Falcão]

São teus olhos
A luz de mil estrelas são teus olhos
Você que acendeu a minha vida
Não deixe nunca o brilho se apagar

Meu amor
Se eu pudesse traduzir meu coração
Todas as poesias feitas da paixão
Não seriam o bastante pra dizer
Meu amor no silêncio dos teus braços eu já sei
Que no teu abraço eu já encontrei
O lugar perfeito pro amor viver

Meu amor
Que transforma o mundo inteiro
Em um jardim
Que me faz acreditar que é pra mim
Que a lua se derrama pelo mar

Meu amor
Eu sabia antes de te conhecer
Que os meus sonhos me guardavam
Pra você
Esperando a hora de te encontrar
São teus olhos
A luz de mil estrelas são teus olhos

[Ela ouviu aquela canção e viu o que sentia por Ele, nela. Era perfeita... Como se feita para ela cantar para ele. Feita para ela dizer a ele... Perfeita para as sensaçãoes que tinha com ele]

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Nada mais

É... Ele é para ela um pedacinho de céu que alcançou. Cheio de imperfeições que para ela eram perfeitas. E o ama... Apenas isso.

Da falta que senti


Que saudade do calor daquele corpo.
Do perfume,
Da textura...
Do sabor da pele,
Da saliva...
Doce! - É como estava ontem
[Como amor que agente fez]
Do som daquela voz...
Das vibrações que ela me causa.
Daquele timbre rouco e abafado,
Entre o desalinho dos meus cabelos.
Que saudade daquele olhar
[Amando, só amando]
Como se não fosse me ver mais.
Da respiração...
Do sorriso no canto dos lábios
E as feições divertidas,
Zombando das milhas olheiras.
Ironicamente perguntando o porque delas,
Quando reconhece ser o motivo.
Que saudade daquela presença,
Daquele carinho,
Daquela bagunça
[Agora organizada]
Da visão daquela janela.
Que saudade do calor dos seus braços
Envolvida em um abraço
E de fazer amor.
"Como se fosse a primeira vez!"