segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Parece o ponto em que nossos caminhos precisam se separar...
... E como queria seguir pelo mesmo que o teu.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Difícil espera
Uma tormenta. Uma grande tormenta... O silêncio não foi solução. Dulcineia deveria ter ido além dos sinais e ter resolvido antes. Antes que dissesse as bobagens que acabou dizendo. Ouviu o que merecia e o que não queria. Havia magoado aquele que mais queria bem no mundo. Nunca esperava ter feito. Nunca desejara ter feito. Pena o tempo não voltar atrás. Ela deixava-se nas mãos dele. Deixava-o decidir se era capaz de perdoá-la e o que seria deles dois. Qualquer que fosse o rumo que Dom quisesse seguir ela entenderia pois talvez não fosse realmente o melhor para ele [ainda que ele tinha sido o melhor da vida dela]. Era esperar seu tormendo. Esperar sua inquietação. Mas pacientemente esperaria até que ele fizesse as reflexões que precisava [iria fazer as suas também], e lhe dissesse o que seria das próximas páginas...
terça-feira, 23 de setembro de 2008
O casal do apt. ao lado

O longo corredor com muitas portas dava acesso ao “castelo” de Dom Quijote. Era por ele que Dulcineia havia passado incontáveis vezes, como neste domingo, para chegar até ele. O apartamento ao lado – pelo qual passava antes de chegar ao de Dom – como de costume, tinha as portas abertas.
Ontem, após a tormenta da noite anterior o interior estava silencioso. A TV numa altura quase inaudível estava ligada para as paredes já que a sala estava vazia. Quase cinco da tarde e talvez ela estivesse só em casa. Não havia vozes, apenas o som do chuveiro ligado. Como sempre fazia, Dulcineia passou rapidamente olhando discretamente para dentro do apartamento e seguiu ao encontro de seu cavaleiro dos moinhos de vento.
Na noite de sábado Dom ficara tentado a interferir na briga que pôde ouvir de seu recinto. Pela altura dos gritos, era praticamente como estar participando da discussão. Tinha um tom violento e aquilo estava incomodando nosso herói, porém os tempos eram outros. Não podia simplesmente invadir o lugar e lutar contra o vilão que maltratava uma donzela indefesa.
Pelo que ouvira – o grito que ela deu e o barulho que o antecipou – ele a tinha batido. “Não quero ouvir tua voz até amanhã”, Dom pôde escutá-lo dizer a ela. Seguiu-se um profundo silêncio. Findada a briga a ausência de som denotava não o entendimento e sim o medo. Medo da parte dela. Talvez de apanhar mais uma vez... Dom procurou por Dulcineia e contou o ocorrido. Estava imensamente incomodado e entristecido.
Era normal participar sem querer do cotidiano daquele casal. A porta sempre aberta o revelava com a barriga arredondada e pela branca – avermelhada com o calor – assistindo TV deitado no sofá e ela cozinhando, arrumando e servindo-o. Algo realmente ridículo de se ver. Uma posição machista e patriarcal do homem. O chefe inútil da família que “põe o dinheiro dentro de casa” e que quando esta nela não pode mover um dedo sequer, sendo servido pela esposa obediente.
Do apartamento de Dom, ouvem-se as brigas, as conversas mais altas, o sexo... Aproximadamente as 12 hrs da manhã com duração de 10 a 15 minutos. Era assim que acontecia o sexo entre eles. A caba batendo contra a parede e fazendo um barulho enorme, denota a forma um tanto brusca de transar deles dois. Às vezes o período curto de sexo é findo com um gritinho abafado dela. Talvez gozo... Talvez dor. Vai saber!
Ela, algumas vezes, passeia pela sala e cozinha com roupa de dormir ou peças intinas. Ele mais preocupado com o jogo ou qualquer outro programa que passa na TV a cabo parece não se importar com a porta aberta. Sábado, porém, por qualquer que tenha sido o motivo, ele reagiu e mostrou o quão estúpido era. Dom e Dulcineia sentiam nojo. Nojo da situação, nojo dele.
Na manhã seguinte – domingo – não houve gritos de briga, contou Dom. Ouviu apenas dois gritos dela provocados, quem sabe, por alguma judiação dele. Dom ficou tentado a oferecer ajuda ao passar enfrente ao apartamento visinho e vê-la com as maças do rosto inchadas e olhar envergonhado. Para não envergonha-la ainda mais, e sem coragem, Dom seguiu e decidiu que tomaria alguma atitude caso aquilo voltasse a acontecer. Chamar o síndico, talvez. Qualquer um que pudesse ajudá-lo a interferir naquela estupidez daquele homem que nem assim pode ser chamado ao bater numa mulher.
Infelizmente ela não é a única, pensou Dulcineia. E assim como ela, muitas outras apanham caladas sem coragem para denunciar esses monstros infelizes que merecem apodrecer na cadeia.
Ontem, após a tormenta da noite anterior o interior estava silencioso. A TV numa altura quase inaudível estava ligada para as paredes já que a sala estava vazia. Quase cinco da tarde e talvez ela estivesse só em casa. Não havia vozes, apenas o som do chuveiro ligado. Como sempre fazia, Dulcineia passou rapidamente olhando discretamente para dentro do apartamento e seguiu ao encontro de seu cavaleiro dos moinhos de vento.
Na noite de sábado Dom ficara tentado a interferir na briga que pôde ouvir de seu recinto. Pela altura dos gritos, era praticamente como estar participando da discussão. Tinha um tom violento e aquilo estava incomodando nosso herói, porém os tempos eram outros. Não podia simplesmente invadir o lugar e lutar contra o vilão que maltratava uma donzela indefesa.
Pelo que ouvira – o grito que ela deu e o barulho que o antecipou – ele a tinha batido. “Não quero ouvir tua voz até amanhã”, Dom pôde escutá-lo dizer a ela. Seguiu-se um profundo silêncio. Findada a briga a ausência de som denotava não o entendimento e sim o medo. Medo da parte dela. Talvez de apanhar mais uma vez... Dom procurou por Dulcineia e contou o ocorrido. Estava imensamente incomodado e entristecido.
Era normal participar sem querer do cotidiano daquele casal. A porta sempre aberta o revelava com a barriga arredondada e pela branca – avermelhada com o calor – assistindo TV deitado no sofá e ela cozinhando, arrumando e servindo-o. Algo realmente ridículo de se ver. Uma posição machista e patriarcal do homem. O chefe inútil da família que “põe o dinheiro dentro de casa” e que quando esta nela não pode mover um dedo sequer, sendo servido pela esposa obediente.
Do apartamento de Dom, ouvem-se as brigas, as conversas mais altas, o sexo... Aproximadamente as 12 hrs da manhã com duração de 10 a 15 minutos. Era assim que acontecia o sexo entre eles. A caba batendo contra a parede e fazendo um barulho enorme, denota a forma um tanto brusca de transar deles dois. Às vezes o período curto de sexo é findo com um gritinho abafado dela. Talvez gozo... Talvez dor. Vai saber!
Ela, algumas vezes, passeia pela sala e cozinha com roupa de dormir ou peças intinas. Ele mais preocupado com o jogo ou qualquer outro programa que passa na TV a cabo parece não se importar com a porta aberta. Sábado, porém, por qualquer que tenha sido o motivo, ele reagiu e mostrou o quão estúpido era. Dom e Dulcineia sentiam nojo. Nojo da situação, nojo dele.
Na manhã seguinte – domingo – não houve gritos de briga, contou Dom. Ouviu apenas dois gritos dela provocados, quem sabe, por alguma judiação dele. Dom ficou tentado a oferecer ajuda ao passar enfrente ao apartamento visinho e vê-la com as maças do rosto inchadas e olhar envergonhado. Para não envergonha-la ainda mais, e sem coragem, Dom seguiu e decidiu que tomaria alguma atitude caso aquilo voltasse a acontecer. Chamar o síndico, talvez. Qualquer um que pudesse ajudá-lo a interferir naquela estupidez daquele homem que nem assim pode ser chamado ao bater numa mulher.
Infelizmente ela não é a única, pensou Dulcineia. E assim como ela, muitas outras apanham caladas sem coragem para denunciar esses monstros infelizes que merecem apodrecer na cadeia.
sábado, 20 de setembro de 2008
A boa ação da semana
Um aperto e um calor impressionante resumiriam o início da aventura no último domingo. Um carro popular levava sete pessoas para um dia de boas ações. Semana do serrado e a proposta era limpar as margens do Rio Grande que corta a cidade e que está em condições deprimentes. Uma pequena ação diante de tanta poluição, mas já era um início.
Depois de lutar para caber no carro, e chegar ao local de onde partiríamos com o mutirão de limpeza, era hora de enfrentar o medo. Vestindo a camisa do projeto, teríamos que subir nas pequenas embarcações – barquinhos velhos que mais lembravam "canoas" – e descer o rio para começar com a limpeza.
Apenas três das "canoas" estavam disponíveis para levar cerca de 100 pessoas rio abaixo e acima. Duas comportavam entre cinco e seis "navegantes" e um pequeno de madeira velha e desgastada podia levar três. Esse de madeira lembrava um barquinho indígena feito para a pesca. Entrava água e nele eu não me arriscaria. Fiz questão de deixar isso claro. Resultado: Ficamos de aproximadamente oito e meia as dez horas da manhã esperando nossa vez de pegar uma das embarcações.
De dentro do barquinho o rio lembrava o Amazonas, disse Dom. Aliás, sua imaginação sempre o transportava a algum lugar além do que onde estava. Com máquinas postas e vontade de fotografar, chegamos ao destino – que não era bem para o qual desejávamos ir. Com luvas e sacos plásticos retiramos o que pudemos – ato mais simbólico do que eficiente – e fotografamos o local.
O sol já lembrava um dos desertos africanos. Os sacos plásticos terminaram, e sem mais o que fazer sentamo-nos na pouca sombra existente e esperamos – impacientemente, diga-se de passagem – a embarcação vir buscar-nos. Espera em vão. Depois de quase uma hora ainda não se tinha sequer sinal do nosso "salvador". E a imaginação de Dom, agora transportava-nos a uma ilha onde perdidos sofríamos com sede, fome, sujeira e excitação. Sim, excitação. Dom se dizia excitado!
Finalmente um carro veio nos buscar e mais uma vez em aperto e calor, voltamos para o local onde seria servida uma feijoada que já estava nos sonhos dos pobres abandonados. O almoço foi servido e a surpresa foi geral: Nada de feijoada! Aquilo mais parecia comida de presídio. Farofa, feijão [água de feijão], ensopado com a carne a vermelha mais branca que já vi e um arroz que grudava na colher que nos servia.
Comeram todos que já não suportavam a fome. E para engolir a comida um delicioso suco de água com "essência distante de um pedaço da casca do abacaxi", como disse Dom. Sucesso total entre os críticos gastronômicos presentes – a essa hora todos tinham gabarito para falar da comida. Dizem que qualquer comida é boa quando se tem fome, mas nem a fome foi capaz de enganar o sabor desta.
No fim, em mais uma luta de aperto e calor - oito pessoas no carro dessa vez - , seguimos para tomar o famigerado "Picolé de Barreirinhas". O sabor faz jus a fama de melhor. Algo bom para agradar o paladar. E estava findado a aventura, mas não para "nós dois". Deixaram-nos enfrente ao apartamento dele e entramos. Eu tinha que ir para a casa, mas a vontade de ficar um pouco a sós com ele, era maior que a necessidade de ir.
No fim, em mais uma luta de aperto e calor - oito pessoas no carro dessa vez - , seguimos para tomar o famigerado "Picolé de Barreirinhas". O sabor faz jus a fama de melhor. Algo bom para agradar o paladar. E estava findado a aventura, mas não para "nós dois". Deixaram-nos enfrente ao apartamento dele e entramos. Eu tinha que ir para a casa, mas a vontade de ficar um pouco a sós com ele, era maior que a necessidade de ir.
Uma hora não faria tanta diferença e ao mesmo tempo uma diferença enorme. Tomamos banho para tirar do corpo o suor e a poeira do dia. Com a pele fresca e cheirosa, deitamos no colção colocado no chão da sala, e ficamos juntos assistindo MTV. A proximidade mecheu com os sentidos e o carinho foi deixando o tom inocente.
Estava escurecendo e eu precisava ir. Estava fora desde as sete e meia da manhã. Ele me acompanhou até em casa, e esgotada dormi no sofá enquanto assistia TV. Movimentado mas agradável foi o dia. Sempre era, desde que na presença dele.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
"Duvido que não fique excitada com o fato de que hoje me toco, pensando em você"...

[Dulcineia riu com a mensagem, e o próprio corpo respondia a questão... É, ele a excitava e sabia disso. Estava presa às suas prórpias reações que já não controlava nem se responsablilizava. "Safada"? Era sim... Tarada por ele, na verdade. E a lembrança do amor que fizeram - que foi na verdade uma "trepada" daquelas, segundo ele, já que o amor é mais calmo - e a imagem dele tocando a parte do corpo que ela conhecia bem e que adorava, realmente a acendia automaticamente. Nada o que fazer, além de respirar fundo e esperar que volte ao normal e o desejo passe...]
domingo, 7 de setembro de 2008
O amor na tarde de sábado

[Drew Barrymore e Dougray Scott em cena do filme "Para sempre Cinderella"]
Depois de uma incrível tarde de amor daquele sábado, a tempestade. Pela hora que já era, ela já imaginava que teria problemas em casa. Era ridícula aquela situação, mas infelizmente já era rotina a mesma confusão quando deixava-o. O celular começou a tocar insistentemente. Antes mesmo que ele pudesse terminar seu banho, ela decidiu que iria correr para não piorar as coisas. Saiu sem ele [mas ainda nas nuvens com o prazer e carinho que compartilharam] e foi para casa.
O mesmo discurso, mas mesmas caras. Um mundo de blábláblá que ela não se conformava por ainda ouvir. "Ô inferno de pais", ela pensou. Deixou que falassem como se nem estivesse presente, perguntou se eles haviam terminado o discurso, e saiu. Para que ficar falando mesmo?! Não iria dizer verdades, não iriam acreditar, e ficariam na mesma de sempre. E isso porque saia apenas às tardes... As vezes sente uma necessidade tão grande de mandá-los à @#$%&*¨%#@, e sair de casa e deixá-los falando sozinho, mas a razão não lhe permitia tal atitue.
"Tenha calma", dizia para si mesma. "Um dia você vai sem olhar para trás, sem explicações ou satisfações e será, finalmente, dona de sua vida".
Sem dar muita atenção à ladainha dos pais, ela se dirigiu ao quarto, se olhou ao espelho e sorriu. Ao lembrar o sabor, o calor o desejo daquela tarde ela sentiu a pele responder aos pensamentos. Depois ao falar com ele por telefone concordaram: "O melhor da última semana", brincaram. Um era sempre melhor que o outro e a cada vez que faziam amor, mais descobertas e mais paixão compartilhavam. Apesar da camisinha, que ainda usavam, era gostoso sentí-lo dentro de sí, e apertá-lo até que atingissem juntos o clímax... e por fim o orgasmo.
Tomou um banho e deixou de lado as lembranças... Se muito pensasse, sentiria vontade dele novamente. Todo aquele drama em casa, com certeza era recompensado com a parceria mais perfeita que deve haver nessa vida. Talvez perfeito demais, para ser verdade... Mas com certeza inesquecível.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Orgasmo silente
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Declarações
-V ocê vale uma viagem de ida e volta em torno do universo, disse ele.
Dulcineia sorriu emocionada com as palavras de seu amor, contente por ouvir aquilo.
-Minha nossa, isso parece muito! Brincou ela. - E eu te amo, lindo.
Dulcineia sorriu emocionada com as palavras de seu amor, contente por ouvir aquilo.
-Minha nossa, isso parece muito! Brincou ela. - E eu te amo, lindo.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Teimoso "Burrinho da minha alma"
A foto estava feia, esquisita, sem graça e ela não se sentia bem em saber que estava disponível para o mundo ver. Estava desconfortável com ela e isso era só. Pediu que trocasse por outra melhor. Deixaria que ele tiresse uma nova se fosse o caso, mas a teimosia de um "burro empacado" que ele tinha, não permitia o bom senso e o acordo. Não ia tirar e havia batido o pé. Tudo bem, tudo bem. Dulcineia havia desistido ainda que achasse um direito ter sua opinião levada em conta já que a nudez era de sí própria. Mas se você já tentou fazer um burro empacado andar, sabe da dificuldade que é tirá-lo do lugar. Então, levantando a bandeira de desistência, ela decidiu que deixaria aquilo de lado. Que servisse de aviso para uma próxima vez... Olharia bem as fotos para ter certeza de que estavam de seu agrado [rs].
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Grata surpresa
-Oi, bom dia. Disse Dulcineia sem saber muito bem como abordá-lo.
A resposta uma boa surpresa:
-Meu amor, eu te amo. disse ele - Só isso que queria que soubesse e mais nada!
A resposta uma boa surpresa:
-Meu amor, eu te amo. disse ele - Só isso que queria que soubesse e mais nada!
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