domingo, 7 de setembro de 2008

O amor na tarde de sábado


[Drew Barrymore e Dougray Scott em cena do filme "Para sempre Cinderella"]
Depois de uma incrível tarde de amor daquele sábado, a tempestade. Pela hora que já era, ela já imaginava que teria problemas em casa. Era ridícula aquela situação, mas infelizmente já era rotina a mesma confusão quando deixava-o. O celular começou a tocar insistentemente. Antes mesmo que ele pudesse terminar seu banho, ela decidiu que iria correr para não piorar as coisas. Saiu sem ele [mas ainda nas nuvens com o prazer e carinho que compartilharam] e foi para casa.
O mesmo discurso, mas mesmas caras. Um mundo de blábláblá que ela não se conformava por ainda ouvir. "Ô inferno de pais", ela pensou. Deixou que falassem como se nem estivesse presente, perguntou se eles haviam terminado o discurso, e saiu. Para que ficar falando mesmo?! Não iria dizer verdades, não iriam acreditar, e ficariam na mesma de sempre. E isso porque saia apenas às tardes... As vezes sente uma necessidade tão grande de mandá-los à @#$%&*¨%#@, e sair de casa e deixá-los falando sozinho, mas a razão não lhe permitia tal atitue.
"Tenha calma", dizia para si mesma. "Um dia você vai sem olhar para trás, sem explicações ou satisfações e será, finalmente, dona de sua vida".
Sem dar muita atenção à ladainha dos pais, ela se dirigiu ao quarto, se olhou ao espelho e sorriu. Ao lembrar o sabor, o calor o desejo daquela tarde ela sentiu a pele responder aos pensamentos. Depois ao falar com ele por telefone concordaram: "O melhor da última semana", brincaram. Um era sempre melhor que o outro e a cada vez que faziam amor, mais descobertas e mais paixão compartilhavam. Apesar da camisinha, que ainda usavam, era gostoso sentí-lo dentro de sí, e apertá-lo até que atingissem juntos o clímax... e por fim o orgasmo.
Tomou um banho e deixou de lado as lembranças... Se muito pensasse, sentiria vontade dele novamente. Todo aquele drama em casa, com certeza era recompensado com a parceria mais perfeita que deve haver nessa vida. Talvez perfeito demais, para ser verdade... Mas com certeza inesquecível.

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