sábado, 23 de fevereiro de 2008

Fragmentos II [Por Ela]


[Ilustração - Camille Claudel]

Você é louco sabia?
Mas amo sua loucura
Para o Egito?
[sonho meu!]
Se pudece até que iria
Fica dizendo essas coisas que eu acabo gostando da idéia

Nunca ví falar tanta bobagem
Esqueceu que agora é um anjo sem asas?
Vem cá pra eu te fazer um carinho
[cadê a foto do por do sol]
Assim vc ñ precisa meditar tanto
Tá difícil né amor?

Sentia falta do seu abraço...
Parece cena de filme romântico
Abraçar você e prestar atenção em outra coisa
Está fora das minhas habilidades

[Que lindo!]
Você é um bobão q eu a-d-o-r-o
Vem, me dê a mão, e desça comigo
E porque se desculpa tanto meu lindo?
Eu gostei d te ouvir

Ontem perdi o sono, e fui ver tv
Mas, e vc? Dormiu bem?
Ah, amor... Se estivesse com vc, faria carinho
Como disse que te adormece.
Ah, amor, eu te daria uma beijo agora mesmo
Quantos precisasse
Amor, não se preocupe.
Pode se abrir comigo quando quiser...

Você deve ser um protótipo novo
Que a vida desistiu de criar
Peça única
Você foi o único que conheci,
que tinha dessas coisas
[Eu sei bem disso]

As vezes pergunto quanto você aguenta...
Tenho a impressão que não demora, e você desiste...
Eu sei que as vezes precisa de alguém q "possa" estar contigo
E por isso, não posso evitar pensar que
Uma hora, [e não tão distante]
Passe a novidad [sei lá]
Ou a necessidade fale mais alto

Ah, amor... A vida é um pouco sacana as vezes
Seria melhor que fosse escolha
Assim escolheria uma situação menos difícil
Foi jogado sem asas nesse buraco
E ainda paga pra ver
[Muita coragem]
É amor... olha onde esta agora!

Foi muito bom saber tudo que disse
Porque eu também confio em você
[mesmo!]
Talvz por isso me sinta tão bem com vc

Sou uma menininha boba
Principalmente quando confio
Não me acho esperta nada
[Não precisa mudar de assunto]
Você parece um menino
Vou me atirar em cima de você

Oh, amor... Porquer as angústias?
Seu abraço
Eu gosto dele.
E me sinto bem nele

Você também é bem complicadinho
Meu amor, que tem fechar os olhos
E se deixar levar quando se gosta?
Quem disse que alguém precisa ter o controle da situação?

Minha pulsação acelera [ainda],
Toda vez que você se aproxima um pouco mais de mim
É infantil demais
Coisa de menininha
Eu coro quando olha demais
Porque tenho a impressão de que percebe isso
Fico com cara de boba

Me deixa doida com isso.
Fico vermelha, e parece que ñ dá pra fugir.
E viro pra um lado...
Abaixo a cabeça...
E ainda assim,
Te sinto olhando!

Você alterou bem mais que minha rotina
Você alterou minha rotina,
Meus pensamentos,
Meus sentimentos,
E um monte de outras coisas

Quer que eu vá amanhã?
Você perguntou se era um presente
É o que eu mais gostei
Gosto de tirar devagar
Como abria meus presentes
Vendo por partes

[Burrinho da minha alma]
Você me agrada sempre
Amor, eu sinto que você é mais que o suficiente
Você pra mim é o bastante

Eu estou sempre rindo
Principalment porque, apesar de tudo,
Eu tenho muitos motivos
[só você msmo pra me falar essas coisas]

Amo vc!
Impressionante que isso não me soa mais tão estranho
Estou aprendendo
[com vc]
Então, "eu te amo, amor",
É bom poder dizer isso de verdade
Complexo como uma fórmula química!
[Mas eu aprendo]

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Fragmentos



[Ilustração- The eternal idel - Rodin]

"Nao sou bom com essas coisas de amor
Sou meio desantenado
Vivo em outro mundo
Não sei como ter agradar,nunca sei
Gostaria de poder acertar sempre
Parece que todo dia você tem sempre uma surpresa
Você chega e ja vem rindo
As vezes seu sorriso me acompanha ate eu adormecer
E esquecer que tive um dia cansativo
Sabe, você sim, conseguiria me fazer dormir

Você sabe onde me tocar
Me beijar
Eu nado em você
Eu mergulho em você
Vc é um imenso oceano
Poderia me afogar em você que nem ligaria
Me deixa descer no mesmo ponto em que você vai descer...
Ah, amor, somente um abraço
Era o que eu queria

Meu bem, faz tempo que... Ah, você sabe!
Ria nao, é serio
Mas tem uma "porra" em mim que so funciona se eu gostar do outro
Sim, tudo é muito novo pra mim
Mas nao foi somente eu quem entrou
Entramos de cabeça
Você me dar uma força aqui que ninguém conseguiu até agora

Eu CONFIO em você
Eu me SINTO bem com você
Acho que nem a gente tinha a dimensão exata
Do que estava acotencendo com a gente
E eu nao tinha pretensão de me envolver
Ao menos dessa maneira
Eu simplesmente sabia que era você!

É estranho dizer isso, mas é a mais pura verdade
Isso nao pode ser so uma mera coincidência
E vc me faz mudar os meus habitos
Eu estou me mostrando
Não etou fingindo o que nao sou
Ou nao preciso mais

Você é livre para ser o que quiser ser comigo
Ser você já tá de bom tamanho
Eu sou tudo quando estou com você
Sem você não me acho nada disso

Já disse que te amo agora de tarde?
E daqui a pouco?
Estou dizendo que te amo até mais mais tarde
E depois de mais tarde

Você não é a menina mais bonita do mundo?
Ah, eu te acho linda
Amor, sou apaixonadao por toda você
Em qualquer lugar
Com um braço eu te abraço toda
Acho isso uma delicia de fazer
Você nasceu pra se encaixar em mim

Quando a gente se abraça
Eu presto atencão num monte de coisas
O calor do teu corpo
O leve roçar dos teus labios em mim
E tem um "lance", que me odeio por isso
Que é nao conseguir abrir os olhos
Parece que meu corpo nao me obedece
Você chega perto, eu sinto teu halito, o ar do teu nariz e pronto - fecho os olhos

Fatal isso pra um homem, meu amor
Mas eu preciso não sentir a necessidade de você
Se você pudesse perceber o que se processa em mim
Quando você somente se aproxima
Quando você chegar em mim, presta atencão em minha respiracão
Meus olhos
Eu ate evito te encarar
Acho que o amor tem dessas coisas

Simplesmente nao consigo tirar os olhos de você
Eu odeio isso
Meus olhos te seguem
Eu nao me canso
Acho linda você e teu jeito
Porque estamos falando isso mesmo, heim?!
EU TE AMO
SIMPLES COMO UM BEIJO TEU"
[Frases de Dom]

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Catando conchas


Parecia uma criança procurando conchinhas por toda praia que ia. Queria uma especial, ou que fosse mais bela que todas as outras. Pegava uma e jogava fora outra, e assim se proceguia o ritual. A mãe dela a olhou, e perguntou o que porque dela ficar procurando conchinhas na praia, feito uma menina de oito anos de idade. Ela sorriu, e corada respondeu: " Prometi a uma pessoa especial"! A mãe nada mais perguntou, e deixou-a prosseguir com a procura.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Incompleta

Ela estava em casa, e ainda sentia que algo lhe faltava. Como poderia sentir que não estava completa, estando ela na cidade que amava, junto aos seus... Deveria ser o suficiente para estar completa e feliz. E feliz estava, mas sentia que algo estava faltando. Faltava ele! O que fez esse com ela, que a deixou tão necessitada de sua presença? Será que era um bruxo? Como poderia sentir voltade de que se adiantasse o tempo para voltar a vê-lo? O que tinha acontecido com ela?

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Brigas banais...


Ela viaja amanhã. Vai, finalmente, deixar essa cidade, e aproveitar as férias que até o momento ainda não tivera. Estava ficando ansiosa, apesar de um pouco receosa com a possibilidade de perda de contato com ele. Não poderia atender ligações, enviar mensagens...Ou ligar para ele. E também sabia, que não seria sempre que teria acesso à internet. Se tivesse notícias dele, seria apenas, se ele lhe enviasse alguma mensagem, o que ela, sinceramente, desconfiava que seria pouco difícil.

Já haviam reparado, mas não dado importância, que sempre que sonhavam algo com eles, acontecia. Sim, como um sonho em que brigam... Era certo que brigariam por algum motivo. Dessa vez sonharam ambos que brigavam, e o clima ficou estranho, mas como ele diz: "Nem p sustentarem uma briguinha, por ciúme banal, se prestavam..." E queriam se resolver, e nessa hora não se reconheciam mais.

Onde estava o orgulho dela que antes a faria deixar de lado a história, e nem mesmo procurá-lo para esclarecer nada? E onde estava o orgulho dele, que o fazia querer resolver tudo, por não querer que ela fosse viajar brigada com ele? "Que porra de briga é essa que não dura nem quinze minutos?"[risos]. Eram eles dois, que tamanha era a ligação que podiam sonhar com o que aconteceria com eles depois. Que faziam eles de desconhecerem... E ela [segundo certa pessoa]assumir que tinha ciúmes. E ele, que se achava tão calmo, se irritar e sair do amor à irritação em menos de um segundo!
Estavam realmente Fu#$%&!#¨*&....

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Hunff!

[Sem comentários]

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Quem sabe...

[O Nascimento de Vênus- Bouguereau]

Quem sabe um dia, deixe-o olhar sem se cobrir, até que satisfeito por conhecer cada detalhe de seu corpo nú, ele se canse de olhar, e pare de deixá-la tão envergonhada.

Ciúmes sim!

[Wilian]

Ela precisava assumir. Tinha situações que a deixavam insegura sim. E ela, mesmo que um pouco contrariada, não negaria que sentia ciúmes. Pronto, estava dito! O que mudaria no que ela sentia, ele saber ou não? Ainda bem que sabia entender o que sentia, e aquilo era algo que de leve a incomodava... Mas estava alí. Tudo bem, agora ja estava dito.

Estava passeando por algumas páginas da internet, e não pude deixar de me deter na imagem acima. Se parece com ele, e todas suas ninfas, ou "mendigas", de palmas abertas suplicando uma esmola de atenção, [risos], como ele costuma dizer que acontece com ela e seus "mendigos"!


terça-feira, 15 de janeiro de 2008

A Vênus

Ela estava completamente envergonhada por estar compeltamente despida frente a ele. Nem mesmo a nudez de ambos, e todos os momentos de intimidade que já haviam compartilhado, diminuia a timidez dela frente a ele. Tinha o rosto corado, e a expressão mais sem jeito que já se tinha visto no rosto dela.
Nunca foi de se mostrar, e sempre corava com qualquer olhar que insistisse nela. Mas com ele era ainda pior. Até mesmo quando ele fitava-a insistentemente apenas o rosto, já a deixava sem graça, por parecer para ela, que ele tentava perceber seus pensamentos. Estar com todo o corpo revelado a ele, era ainda mais constrangedor. Ela não podia evitar. Nenhúm dos esforços que fizera para não cobrir o corpo, fora satisfatório, já que no fim, ela acabou por se cobrir.
Ele olhou-a e disse: "Que coisa mais linda, parece com a Vênus! Acho lindo essa pose da mulher". Ela tinha uma das mãos tentando cobrir um dos pontos mais íntimos que tinha. Seu sexo! E a outra mão cobria um dos seios. As pernas unidas, e todo o resultado do esforço que fizera, tornara a cena, realmente, parecida com a representação de Botticelli, para o Nascimento de Vênus. E ela, por amar as artes, sabia bem, de que Vênus ele falava.
Percebeu a própria pose e achou graça, apesar de ainda mais corada com o esforço tolo, de impedir que ele a visse. Ele ainda continuava com aquele olhar, que era uma mistura de ternura, admiração, ou sabe-se lá o que?! Como impedir aquela vergonha, porém, quando era ele, o primeiro homem, que ela permitira olhá-la, desde que amadurecera [se é que me entendem]? Nunca antes, nenhúm homem a tinha visto em completa nudez. E até mesmo impedia que mais alguém além dela mesma a olhassem em tamanha intimidade.
Por um lado aquela timidez incontrolável, por outro, a confiança de se mostrar para ele, como nunca antes havia se mostrado. Quem sabe um dia, deixe-o olhar sem se cobrir, até que satisfeito por conhecer cada detalhe de seu corpo nú, ele se canse de olhar, e pare de deixá-la tão envergonhada. [E ele ainda diz que pretende reproduzir a pintura de Botticelli...Hunff!]

sábado, 12 de janeiro de 2008

Para o Egito!


Ele era um louco, mas ela amava sua loucura. Fazia-a sonhar e acreditar, por um segundo ao menos, que tudo é possível. E ela adorava sonhar com ele. Assim, podiam ir e fazer, o que e onde sentissem vontade. Sonhar já era maravilhoso, viver deveria ser uma maravilha ainda maior. Sem medida. Ah, e ela sonhava e se deixava levar naqueles devaneios. Era o alento que tinha. Sonhar e sumir da realidade, e ficar com ele. Quem sabe até no Egito [risos]. E ele a sequestaria e fugiriam para longe. Para onde não pudessem alcançá-los...

Um só

[Ilustração- De Chirico/ Casal]
Ela ficou extremamente feliz, e abobalhada quando escutou dele quatro simples palavrinhas: "Agora somos um só"! Ela não sabia como, mas ele conseguia apaixoná-la um pouco mais a cada dia que se falavam. Ah, e talvez fossem mesmo um só, pois ela não conseguia estar completamente feliz, se ele não estivesse feliz. Parecia-lhe que lhe faltava uma parte essencial para a felicidade...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O Pequeno Príncipe

[Ilustração: Aquarela de Antoine De Saint-Exupéry]

Ela lembra-se de certa vez que ele lhe contara uma historinha de uma raposa. Naquela época, ele achava-a um tanto "Chucra" [risos]. E realmente deveria ser. Então, dizia ele que um dia, a domaria, e contou-lhe a historia contida no livro de Antoine De Saint-Exupéry, "O Pequeno Príncipe". Dizia que pouco a pouco, sem pressa, cativaria-a. E o fêz.

"[...]-Que quer dizer "cativar"?
-É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. - Significa "criar laços"...
-Criar laços?
-Exatamente - disse a rapoza. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necesidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
[...]-O que é preciso fazer? -perguntou o pequeno príncipe.
-É preciso ser paciente - respondeu a raposa. -Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto...
No dia seguinte o príncipe voltou.
-Teria sido melhor se voltasses à mesma hora - disse a raposa. - Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.
-Que é um "ritual"? - perguntou o principezinho.
-É uma coisa muito esquecida também - disse a raposa. - É o que faz com que o dia seja diferente dos outros dias; uma hora das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo adotam um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta é então um dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!
[...]-Os homens esqueceram essa verdade - disse ainda a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Sua Utopia

[Ilustração-Dans Le lit/Toulouse Lautrec]

Queria um castelo onde pudesse ser ela mesma, sem máscaras, sem fingimentos. Um lugar onde ela pudesse se esconder todas as vezes que se sentisse mal. Ela queria estar lá, e deitar sob o céu estrelado. Queria que ele ficasse ao seu lado. Queria que não houvessem cobranças, nem maldade. Queria que houvesse música [que eles pudessem cantar]. Ela queria deitar e adormecer com ele... E que juntos pudessem sonhar. Deveria ter uns quinze ou quatorze anos quando escrevera "Utopia". Queria um príncipe encantado. Um castelo encantado. Um amor encantado... Uma vida encantada. Queria um sonho [é verdade]. Acreditava em contos de fadas, mas com o tempo, parou de acreditar.

E ele pede: " Me deixa te fazer um castelo"? Será que ele não se conhece como a utopia dela? Será que não sabe, que ela fez dele, seu conto de fadas?

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Versos infantis

[ Ilustração- Eros e Psyché/ Antonio Canova]

Ele a tirou do chão
Quando sem suas asas
Ela não pôde voar
E mostrou-lhe todos os caminhos
Onde juntos
Pudessem caminhar
Ele a mostrou por dentro
E o que ela se negou poder
Ele a ensinou do mundo
E de não ter medo perder
Ele, a inspirou a versos
Que ela ri, em escrever
Ele a ensinou que amar
Pode as vezes não doer
Ele lhe desejou amor
Para que pudesse recomeçar
Ele desejou-lhe amigos
Em que pudesse confiar
E ele foi seu anjo
E nele pôde confiar
Ele a ensinou que o que se sente
Não é menor se se falar...



E ela ainda ri de tão infantis versos que em minutos escreveu. Decidiu nem escrever mais...Talvez algum dia escrevesse algo digno de se ler [risos], ela pensou. Tudo bem, ela só queria mesmo dizer obrigada... E que realmente o ama!

A pintura de Lautrec


No final das aulas na faculdade, talvez o último dia em que teriam aulas no ano de 2007, ele mostrou a ela um belo quadro de Lautrec, que ela não esquecera até hoje. Era um belo quadro de cores fortes e avermelhadas, retratando um homem e uma mulher abraçados na cama. A imagem já seria o suficiente para ficar em sua memória, mas ele como sempre, fazia a sua maneira, as coisas ficarem gravadas com maior facilidade.

Ele sorriu, e sugeriu que interpretassem a pintura. Ela concordou após ouvir uma breve explicação sobre o artista. Disso não se recorda muito bem... Mas ele dissera-lhe que Lautrec tinha alguma deficiência física e procurava o prazer em bordeis da cidade. Pintara o quadro The Kiss [a ilustração acima], retratando um casal que vira pela brecha da porta de um dos quartos do brodel. Ela achou engraçado a historia que ele contou. Como sabia daquilo? Não se perguntava assim, pois sabia que sobre arte, ele muito teria para lhe contar.

Enfim, iniciaram a interpretação. Segundo ele as cores vermelhas e fortes, simbolizariam toda a paixão no ambiente. Ele, pela posição do braço não estava totalmente entregue, diferentemente dela... Ah, ela estava apaixonada. Sim, a cabeça meio de lado, seria a entrega [ele falara-lhe sobre os animais que deixavam sua presa em posição de rendição. A cabeça pendendo para o lado. Ela até brincara dizendo que ele fizesse isso com um leão faminto para comprovar se seria isso verdade...].

E ela chorava. Sim, chorava e tinha os olhos fechados enquanto envolvia-o com os braços, puxando-o para mais próximo. Ele não fechara os olhos. Não estava entregue a ela. Talvez, quem sabe, por isso ela chorava. Por saber dos poucos instantes que poderia estar com ele. Que poderia tê-lo...

Ele não sabe, mas ela se pegou lembrando desse dia, certa vez que o abraçara e percebera que fazia como a mulher do quadro havia feito. E quando beijando-o sentiu uma lágrima correr pelos olhos, por saber próxima a despedida. E ela lembra de tê-lo abraçado ainda mais forte, trazendo-o mais para sí, como a outra fizera. Ela havia pedido a ela que daquela forma o abraçasse um dia, quando viram juntos a imagem. E sem perceber ela o fêz.

Hoje ela recebera um email dele, contendo esse mesmo quadro, e fez sair dela todos esses detalhes que lhe passaram pela mente, quando juntos estiveram, e que ela nunca havia comentado...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Ela e seu profundo tédio

[ Ilustração: Eugene Delacróix]
Mais um daqueles dias de férias que ela não sentia a mínima vontade de sair da cama. Chovia, e ela tinha sono por não conseguir dormir a noite. Ficara rolando na cama por um longo tempo, até que finalmente caiu no sono [nem de lembra quando]. Ela sabia que perderia o sono se dormisse na tarde de ontem, mas realmente queria se desligar de tudo. Sua família, seus amigos, suas saudades... Queria se desligar de tudo isso, e ter bons sonhos, livres de qualquer um desses elementos, que lhe fizessem sentir um vazio ao acordar.
Era assim quando sonhava com ele [por exemplo]. Adorava seus sonhos, com certeza, já que era tudo o que a distância, ou seu pai, a impediam de fazer. Mas lá, em seus sonhos, não haviam barreiras para nada! Só que quando aocrdava, se via em sua realidade, e aquilo lhe dava um desânimo imenso. Uma saudade incontrolável, como se sua mente soubesse ter sido um sonho, mas seu corpo não. E o corpo acordava ainda buscando o outro que tinha tido nos sonhos.
Queria apagar tudo isso, para assim acordar apenas com boas sensações. Mas não pôde, pois estava preocupada com ele. Logo que acordara acessou a internet para ver se por lá haviam notícias dele. Mandou-lhe uma mensagem, que ele não respodeu, e ela achou estranho. Não no mesmo momento, pois sabia que ele poderia não estar com o celular, mas as seis da noite, ela já estava preocupada sem notícias dele [Será que aconteceu alguma coisa? Será que ele está bem?...].
Mas ele estava bem sim. Isso a aliviou. Disse a ela que não a tinha respondido a mensagem, por não tê-la recebido. Pensou até que ela estivesse chateada [Ela chateada? Que motivo teria?]. Bom, o dia não está um dos mais interessantes, e a única vontade que ela, ainda, tem, é voltar para cama. Dessa vez não pelo sono, pois, este já se foi, mas pela vontade de se esconder de todo o tédio que a ronda, daquela cidade que ela não via a hora de deixar...

sábado, 5 de janeiro de 2008

Ele, Dom um exilado...


[Ilustração: Romanelli-Dom Quixote- Pintura sobre um bloco de madeira]

"Ou asilado, como dizia seu avô"

Ele se identificava com Dom Quixote. Gostava das éstórias de Cavalaria, e era sonhador. Sim, como Dom, ele era um sonhador. E sua imaginação ia longe em quase tudo o que fazia. Talvez isso fizesse dele [provávelmente], uma amante extraordinário. Devoto àquela que para ele fosse sua Dulcinéia [como a amada de Dom], ama com uma loucura saudável que ela adorava. Se era para ele, sua Dulcinéia, isso a fazia extremamente feliz. E ainda que as vezes, não fosse o Dom, mas o "Burrinho de sua alma", ela amava-o mesmo assim. E a toda sua loucura... E a toda sua devoção.

Por Dom Quixote


[Ilustração: Armando Romanelli- Dom Quixote]

"...E então, ele deixou sua boca e decidiu ir para sua exploração...
Então lhe desabotoou a calça e ela permitiu que tirasse...
Sem pressa, a sua calcinha de renda verde!
E com os lábios beijo-lhe o sexo...
E com a lingua mostrou-lhe
Um vasto mundo a ser explorado!
Então, seguiu por seu ventre e umbigo...
E depois de ir e vir muitas vezes
E insistindo também nos seus seios...
Abraçou-a bem forte...
E beijaou-a com todo o desejo que sentia!
Gostava muito de estar em seu abraço...[ambos]"

Pelo Google Talk


Ela:
-Amor...
Usando uma de suas frases
Agora sinto vontade de você
Ele:
-É sério amor?
De verdade?
Ela:
-De verdade...
Ele:
-Se eu estivesse aí, o que você faria comigo?
Ela:
-Quer mesmo saber?
Ele:
-Sim eu quero, eu preciso...
Ela:
-Pois bem...
Eu te beijaria com todo o desejo que te sinto,
Te abraçaria bem forte
E faria tudo o que já falamos aqui
(Eles falavam sobre um dos dias que estiveram juntos. O dia em que compartilharam aquele banho...)
Ele:
-E você acha que só acontece com você?
Eu devoraria sua boca, com a fome que sinto de você
Te abraçaria forte
Te beijaria todo o corpo, com a vontade que sinto de você
Entraria em sí, com o desejo que sinto de você
E faríamos amor
E eu não soltaria sua mão
E não pararia de dizer em seu ouvido que te amo
[como faço quando estou com você]
Pronunciaria seu nome, pois adoro o som que ele tem...
E ficaríamos bem juntos, sem querer desgrudar
Sentindo a respiração, ainda ofegante, um do outro
E talvez, de tanto desejo e urgência de você,
só depois me daria conta de que fizemos amor...
Ela:
-[Suspiro]
Amor, vou acabar sonhando com isso essa noite!
Ele:
-E pode ter certeza que hoje me demorarei muito mais no banho...

Lembrando...



[Ilustração: Tamara de Lempicka- Adam and Eve]

Ela estivera trancada nos últimos dias pois seu pai não a deixava sair. Não o via, e conversava com ele pela internet praticamente todos os dias. E parece que todas as conversas seguiam o mesmo rumo. Talvez pela necessidade que sentiam um pelo outro outro... Mas tudo levava a falar do desejo e vontades que sentiam.

Naquela tarde, finalmente, poderiam se ver. E com a proximidade do dia em que ele viajaria, aquilo era uma necessidade que não podiam evitar. Em uma das conversas que tiveram pelo msn, falaram sobre se darem de presente de Natal. E presente melhor, nenhúm dos dois poderia querer. Ela chegou na casa dele com o habitual sorriso no rosto. Pegara um taxi até lá. Era normal brindá-lo com um sorriso quando o via. Parecia-lhe que seu sorriso saia fácil quando olhava-o. E saia realmente. Era mais feliz quando podiam se encontrar.

Entrou novamente naquele quarto que já conhecia. Ele não era um dos mais organizados que já vira [risos], mas era muito aconchegante. Isso bastava. Ela sentou na cama enquanto ele lhe fazia as milhares de perguntas...[Quer isso? Quer aquilo? Esta com cede? Com fome?]. Ela achava lindo isso. Todo o cuidado que tinha, e a preocupação de saber se estava bem e satisfeita. Então após ouvir dela todas as respostas negativas [que já eram o normal], ele a beijou. Foram se deitando ele sob ela, e fizeram o que sentiam vontade a tanto...

Foi um beijo com certa urgencia, mas com muito carinho e calma. Queria se aproveitar ao máximo. Ele perguntou a ela, se queria que lhe desse de presente naquele dia. Ela riu e disse que poderiam esperar para quando tivessem mais tempo. Mas ele não quis esperar, e levantando-se, e levantam-a da cama, passaram a se beijar de pé [como combinaram que se despiriam].
Ele falou baixinho que ela lhe tirasse a camisa, e ela o fez. Beijou-o a pele desnuda e ajudou-o a tirar a própria blusa. Ela tinha a pele quente. Ele também.

Ele se colocou de costas contra a parede e deixou-a no "comando". Ela não sabia ao certo o que fazer. Não tinha experiência, mas queria aproveitar que ele se dava daquela maneira. Beijou cada centímetro, na boca, na orelha, no pescoço, na barriga... Sentiu-o arrepiar-se. Tirou-lhe o cinto da calça, e ele desabotou o short que usava. Ela a fez o mesmo com sua calça, fazendo-a escorregar pelas pernas dele. Tocou-lhe intimamente, e sentiu que ele lhe tirava o short. Cooperou com ele. Não falavam nada, até porque não precisavam das palavras.

Vestindos apenas das peças íntimas vontaram para cama num rítimo uniforme que descobriram existir entre eles. Se entendiam sem manual. Tocaram-se intimamente e beijaram-se com toda urgência, desejo e necessidade um do outro. Aproveitavam ao máximo pois poderia ser a última vez. No caso deles, sempre têm-se essa impressão. No dia seguinte, talvez, não possam mais se ver...

Ah, cada lembrança floreia a mente dela, fazendo-a, as vezes, perder o sono, ou sonhar com estar nos braços dele. É extremamente torturante a distância!