
[Ilustração: Tamara de Lempicka- Adam and Eve]
Ela estivera trancada nos últimos dias pois seu pai não a deixava sair. Não o via, e conversava com ele pela internet praticamente todos os dias. E parece que todas as conversas seguiam o mesmo rumo. Talvez pela necessidade que sentiam um pelo outro outro... Mas tudo levava a falar do desejo e vontades que sentiam.
Naquela tarde, finalmente, poderiam se ver. E com a proximidade do dia em que ele viajaria, aquilo era uma necessidade que não podiam evitar. Em uma das conversas que tiveram pelo msn, falaram sobre se darem de presente de Natal. E presente melhor, nenhúm dos dois poderia querer. Ela chegou na casa dele com o habitual sorriso no rosto. Pegara um taxi até lá. Era normal brindá-lo com um sorriso quando o via. Parecia-lhe que seu sorriso saia fácil quando olhava-o. E saia realmente. Era mais feliz quando podiam se encontrar.
Entrou novamente naquele quarto que já conhecia. Ele não era um dos mais organizados que já vira [risos], mas era muito aconchegante. Isso bastava. Ela sentou na cama enquanto ele lhe fazia as milhares de perguntas...[Quer isso? Quer aquilo? Esta com cede? Com fome?]. Ela achava lindo isso. Todo o cuidado que tinha, e a preocupação de saber se estava bem e satisfeita. Então após ouvir dela todas as respostas negativas [que já eram o normal], ele a beijou. Foram se deitando ele sob ela, e fizeram o que sentiam vontade a tanto...
Foi um beijo com certa urgencia, mas com muito carinho e calma. Queria se aproveitar ao máximo. Ele perguntou a ela, se queria que lhe desse de presente naquele dia. Ela riu e disse que poderiam esperar para quando tivessem mais tempo. Mas ele não quis esperar, e levantando-se, e levantam-a da cama, passaram a se beijar de pé [como combinaram que se despiriam].
Ele falou baixinho que ela lhe tirasse a camisa, e ela o fez. Beijou-o a pele desnuda e ajudou-o a tirar a própria blusa. Ela tinha a pele quente. Ele também.
Ele falou baixinho que ela lhe tirasse a camisa, e ela o fez. Beijou-o a pele desnuda e ajudou-o a tirar a própria blusa. Ela tinha a pele quente. Ele também.
Ele se colocou de costas contra a parede e deixou-a no "comando". Ela não sabia ao certo o que fazer. Não tinha experiência, mas queria aproveitar que ele se dava daquela maneira. Beijou cada centímetro, na boca, na orelha, no pescoço, na barriga... Sentiu-o arrepiar-se. Tirou-lhe o cinto da calça, e ele desabotou o short que usava. Ela a fez o mesmo com sua calça, fazendo-a escorregar pelas pernas dele. Tocou-lhe intimamente, e sentiu que ele lhe tirava o short. Cooperou com ele. Não falavam nada, até porque não precisavam das palavras.
Vestindos apenas das peças íntimas vontaram para cama num rítimo uniforme que descobriram existir entre eles. Se entendiam sem manual. Tocaram-se intimamente e beijaram-se com toda urgência, desejo e necessidade um do outro. Aproveitavam ao máximo pois poderia ser a última vez. No caso deles, sempre têm-se essa impressão. No dia seguinte, talvez, não possam mais se ver...
Ah, cada lembrança floreia a mente dela, fazendo-a, as vezes, perder o sono, ou sonhar com estar nos braços dele. É extremamente torturante a distância!

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