sábado, 5 de janeiro de 2008

Um começo turbulento



Ele não estava bem. Estava claro, para ela, nas palavras que ele usava quando conversavam pelo msn. Era o primeiro dia do ano, e ele não achou justo envolvê-la com essas estórias, mesmo que [como disse], sua vontade fosse pegar um avião e voltar para ela, e deitar em seu colo, e se sentir protegido. E com certeza estaria. Ela não insistiu em saber o que havia acontecido, pois sentia que ele não queria falar. Mas ele dizia que estava bem, e ela precisava muito ter certeza disso para ficar tranquila. Por isso perguntava tantas vezes se ele estava bem...

Hoje, ele lhe contou o acontecido. Acessou a internet pelo computador de alguma empresa para poder falar com ela, e lhe explicar tudo o que havia colocado no mini-blog que tinha, e que provávelmente não ficaria completamente claro para ela. Teria o apoio que precisava mesmo que não dissesse nada, pois para ela não eram necessárias as palavras. Se não quisesse falar, ela simplesmente e abraçaria, e diria que tudo ficaria bem. Se não dizia, ela simplesmente o lembrava que estava com ele, e que o amava. Apenas isso, e se não resolve [e não resolve], pelo menos ajuda um pouco.

Ele lhe disse que havia brigado com a mãe de seu filho. Sim, ela achava que ele estava colocando a criança contra ela, tudo porque ele não quis acompalha-la para ficar com o pai. Era mais do que normal que o menino de apenas oito anos, agisse dessa maneira. Ele estava longe do pai a tanto tempo, que tudo o que deveria querer, era aproveitá-lo ao máximo. E uma relação entre pai e filho era tão bonita... Mas ela sentia ciúmes, e achava que não era justo.

Fez mal a ele, tudo o que lhe disse na frente do menino que a única reação que teve foi abaixar a cabeça. Ele sabia o quanto aquilo afetava a criança, por isso ficou tão mal. Pensava em deixar a cidade, mas ela disse a ele que não era justo com o filho. Queria se meter o mínimo, pois sabia que naquele estória, ela não tinha direito de opinar, mas sabia que deveria aproveitar o tempo qye tinha com o garoto, e não deixar a cidade, e ficar mais tempo longe dele. Ele [o filho] merecia esse tempo com o pai. Ainda assim, ele explicou que a situação estava complicada. A mãe não falava com o pai, e o menino se afetava com isso. Que pai quer isso para o filho?

Ele, com certeza, estava em uma situação complicada. Ela sabia, e ouvia com carinho, e oferecia seu apoio. Mas também não queria falar muito, com medo de ficar contra a mãe do filho dele [por no fundo sentir algum ciúme, por ela está lá próxima a ele, e ter que estar sempre presente], ou deixá-lo mais chateado com ela, e com a situação. Só bastava ele saber que ela estava com ele, e estaria sempre que ele precisasse. Com os braços abertos, e pronta para abrigá-lo nos braços, e dar-lhe todo o apoio e compreensão que precisasse. E isso, ela tinha certeza que ele sabia.

Nenhum comentário: