O ano de 2007 não começou muito bem para ela, nem para ele. Apesar da novidade de ingressar na faculdade, e iniciar uma nova e importante etapa em sua vida, ela trazia no olhar uma certa tristeza, que provávelmente vinha de algum amor mal resolvido. Ele havia deixado alguém em sua cidade, e aqui sozinho, sofria com a distância, e depois com o fim desse ralacionamento.Ela porém, logo nos primeiros meses... Acho que em março de 2007, reatou o namoro com a pessoa por quem se considerava perdidamente apaixonada. E até que era. Mas só depois percebeu o quanto havia sido boba naquele relacionamento, e como era idiota por voltar para ele depois de ter passado os piores Natal e Ano Novo da vida. Sim por conta da desonestidade, do desinteresse dele... Mas quando voltou a sí, resolveu dar um basta naquela situação. Acreditou realmente que poderia ser diferente, mas estando com ele novemente, percebia o quanto ele continuava o mesmo. E ela não tinha mais interesse de continuar com aquele joguinho que nem mesmo sabia jogar.
Ele havia tentado continuar a relação mesmo vindo para essa cidade. Iria passar apenas uns meses... Só que ela não pôde esperar, e terminou tudo. Ele ficou aqui, longe de casa, longe dos seus... Decidiu renovar o contrato, e ficou aqui. Coração quebrado, ainda juntando os cacos [os dele, como ele disse a ela]. Parece que a vida colocou-os no mesmo barco, daqueles que foram infelizes em algum relacionamente recente... Ela tinha terminado com o ex, mas ainda sentia que não era o que queria, apesar de saber que era o certo a fazer. Ele sofria com a intolerância... Ambos com sentimentos recentes, que se encontraram.
Foi como se tivessem enviado os dois, para se ajudarem. Um anjo, uma fada... E ela nem percebeu quando, mas já não sentia as dores daquele relacionamento, e sentia-se cicatrizada. Sentia aquele brilho e aquela euforia no coração que de início não percebeu. Ele dizia que ela lhe fazia bem. E talvez fizesse. Para ela, ele se abriu, e com o tempo, pôde deixar para trás tanta coisa que ainda estavam dentro dele... E quando ambos imaginavam que não poderiam se erguer, deram-se as mãos e se ajudaram a levantar, caminhando juntos mais tarde.

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