Ao olhá-lo nos olhos, sentiu uma ternura tão imensa que quis chorar.
Não era bem tristeza o que sentia,
Mas na verdade não sabia exatamente o que era...
Medo de perdê-lo, quem sabe...
Ou talvez "saudades dele no futuro"
[como ele lhe disse uma vez]
O que quer que fosse só lhe demostrava ainda mais,
O quanto esta apaixonada,
Entregue
E dependente...
De um sorriso sequer daqueles lábios
Eu realmente amo você, Dom
Boas aventuras lhe aguardam, sem dúvida.
Vá com força e coragem, e se cuida
E que mendiga nenhuma fique a menos de dez metros de distância!
sábado, 21 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
Monólogo

Silêncio
Quem se da bem com ele? Eu não gosto. Ele fere meus ouvidos. Antes todos os insultos do mundo que um longo e torturante silêncio.
Você esta grintando! Ou será minha consciência? Não importa, preciso acabar com esses gritos.
Diz alguma coisa. Qualquer coisa. Não vou me calar!
Gosto dessa música, mas não desse olhar. Quem fica confortável com ele? O que está procurando?
Estou ficando impaciente com essa música que não acaba. Não aguento mais ficar calada. Mas também, dizer o que? Acho que já disse tudo, ou não? Como dizer que... Não, melhor não!
Quando ele vai se cansar de olhar, e de fazer esse barulho com os dedos? Quero um abraço, preciso de uma abraço. Fujo desse olhar dessa maneira? Sim, me abrace. NÃO, não me faça te encarar nos olhos.
Eu não vou chorar. NÃO VOU CHORAR! Que droga, preciso desviar os olhos. Será que o beijo? Não, talvez não seja uma boa idéia. E se ainda estiver chateado? E se, e se... Sempre com esses "ses". Preciso de um sinal. Um sinal que...
Ai, meu Deus o que é isso aqui detro? "Borboletas no estômago" [risos]. Que ridículo. Será que dá para ficar calma? Isso é só um beijo. Não é a primeira vez que beija esse cara!
Ei, não acha que o está apertando demais? Já falei para ficar calma! Estou gritando? É, acho que estou, minha cabeça está doendo. Hum... Iso é bom. Sentia falta. Não da dor, do beijo!
Já é hora de ir. Não se fala muito hoje né? Silêncio.
Silêncio
Silente.
Pelo menos do beijo assim eu gosto. Completo e silêncioso. Poderia passar a vida assim.
Ele esta se aproximando. Será que pode ouvir isso? O barulho do meu coração. Eu sinto minha pulsação quando estou com o "coração apertado". Ele esta assim agora? Acho que seria melhor dizer ansioso. Sim, tenho o coração acelerado e ansioso.
Está me beijando ou sugando minhas forças?
Acho que eu estava segurando algo. Não lembro mais o que era. Não importa... Acabo de deixar cair.
Quanto mais forte ele me abraça, mais profundas são as sensações. Fiquei nas pontas dos pés? Volte garota, não seja fraca! Isso é redenção demais. Ele já sabe que você morre por ele mesmo. Não preciso "dar mais na cara"! Beijar na pontinha dos pés.. Que coisa mais antiga! Será que ele reparou?
Tomara que não. Tomara!
Quem se da bem com ele? Eu não gosto. Ele fere meus ouvidos. Antes todos os insultos do mundo que um longo e torturante silêncio.
Você esta grintando! Ou será minha consciência? Não importa, preciso acabar com esses gritos.
Diz alguma coisa. Qualquer coisa. Não vou me calar!
Gosto dessa música, mas não desse olhar. Quem fica confortável com ele? O que está procurando?
Estou ficando impaciente com essa música que não acaba. Não aguento mais ficar calada. Mas também, dizer o que? Acho que já disse tudo, ou não? Como dizer que... Não, melhor não!
Quando ele vai se cansar de olhar, e de fazer esse barulho com os dedos? Quero um abraço, preciso de uma abraço. Fujo desse olhar dessa maneira? Sim, me abrace. NÃO, não me faça te encarar nos olhos.
Eu não vou chorar. NÃO VOU CHORAR! Que droga, preciso desviar os olhos. Será que o beijo? Não, talvez não seja uma boa idéia. E se ainda estiver chateado? E se, e se... Sempre com esses "ses". Preciso de um sinal. Um sinal que...
Ai, meu Deus o que é isso aqui detro? "Borboletas no estômago" [risos]. Que ridículo. Será que dá para ficar calma? Isso é só um beijo. Não é a primeira vez que beija esse cara!
Ei, não acha que o está apertando demais? Já falei para ficar calma! Estou gritando? É, acho que estou, minha cabeça está doendo. Hum... Iso é bom. Sentia falta. Não da dor, do beijo!
Já é hora de ir. Não se fala muito hoje né? Silêncio.
Silêncio
Silente.
Pelo menos do beijo assim eu gosto. Completo e silêncioso. Poderia passar a vida assim.
Ele esta se aproximando. Será que pode ouvir isso? O barulho do meu coração. Eu sinto minha pulsação quando estou com o "coração apertado". Ele esta assim agora? Acho que seria melhor dizer ansioso. Sim, tenho o coração acelerado e ansioso.
Está me beijando ou sugando minhas forças?
Acho que eu estava segurando algo. Não lembro mais o que era. Não importa... Acabo de deixar cair.
Quanto mais forte ele me abraça, mais profundas são as sensações. Fiquei nas pontas dos pés? Volte garota, não seja fraca! Isso é redenção demais. Ele já sabe que você morre por ele mesmo. Não preciso "dar mais na cara"! Beijar na pontinha dos pés.. Que coisa mais antiga! Será que ele reparou?
Tomara que não. Tomara!
terça-feira, 6 de maio de 2008
Na calçada

Ela se pôs nas pontas dos pés para beijá-lo. Não que fosse necessário, mas ela fazia aquilo [involuntariamente] quando ia beijar os lábios dele. Abraçava-o e tirava os calcanhares do chão sem ao menos perceber. Foi depois que ele comentou que ela percebeu que o fazia. Diz ele, que dizia sua avó, que mulheres que beijavam nas pontas dos pés, estavam perdidamente apaixonadas. Pode ser que seja verdade. Ela fizera aquilo tantas vezes com ele, que nem se lembrava porque, nem em que momento se colocava nas pontas dos pés...
Isso, porém, não vem ao caso. No final do último domingo, após um final de semana insuportável, eles se encontraram para conversar sobre algumas coisas que ficaram às avessas entre eles. Alguns mal entendidos entre ambos, provocaram 12 km de caminhada para ele, e irritações e frustrações para ela. As interpretações sempre foram um "probleminha" entre eles. Ele tinha uma intenção, ela entendeu outra... E assim vice e versa. Mas felizmente, ainda que no fim de domingo, eles resolveram as coisas, depois que ele a ligou [e ela havia tentado, muitas vezes...Só para constar...rs].
Ele a acompanhou até a casa dela. Sentaram na calçada e ficaram conversando. Ao fim, por volta das dez, ele resolveu ir pois estava tarde e ele ainda jantaria. Beijaram-se alí mesmo [enfrente a casa dela], e foi nas pontas dos pés, com os lábios nos dele que ela percebeu a ironia da vida. Tanto precisam se esconder para ficarem juntos... Tanto trabalho ela tem para inventar qualquer coisa e sair de casa para encontrá-lo, e estavam alí! Na calçada da casa dela, com os pais dentro da casa, conversando tranquilamente olhando as estrelas. Até podem beijar que ninguém incomoda ligando para seu celular, e ela não corre preocupada se seus pais a procuram ou não.
Alí, debaixo do nariz de quem tanto a prende, era o lugar onde parecia mais tranquilo [claro que não o mais conveniente]. Tinham a presença única, quando ele queria, do cachorrinho dela [em quem ele acha que manda...E o pior é que o cachorro obedece]. Ela no momento daquele beijo, achou engraçado tudo aquilo. Como a vida é irônica. Sacana! Alí, numa forma tão adolescente de se ficar, ela estava beijando-o. Disse isso a ele. Beijou-o uma última vez e entrou.
12Km por Amor, ou TPMzinha dos infernos...
[Ilustração: Renoir]Por Dom
Sexta foi um dia lindo, perfeito. Começou quando a pegou em casa e levo-a para retirar o título de eleitor. O lugar era no fim do mundo e descobriu que foi a melhor coisa que fez em toda a sua vida. O lugar não era ambiente para uma moça como ela ir sozinha. Ficou triste pq a moto não passava num lago de lama e poderia ter ido por outro lugar para saber se dava pra passar e não o fez antes, fato que a obrigou melar os pezinhos. Esperou todo o tempo que fizeram-nos esperar para retirar o documento. Ela se emancipara politicamente.
Ia deixá-la em casa, mas disse que iria ao centro ver perfumes. Claro que não a deixou ir sozinha e a pé num lugar tão longe. Levou-a para o centro daquela cidade louca, com todo o cuidado do mundo e respeitando as leis de trânsito, para que escolhesse todos os perfumes do mundo. A protegeu do transito caótico e mais uma vez quis levá-la para casa. Ainda não quis ir, pois tinha que comprar carne para o almoço. Bife! Ele pediu para ela em alto e bom som: Bife!
Na volta pediu para passar na casa da amiga [dela] que ele mais gostava. Eram duas, mas a outra era irresponsável e ele não simpatizava com ela, além de achar que ela não era boa influência. Foi-se. Deixou em casa e foi para a sua. Tomou um banho, trocou de roupa e foi a faculdade. Falaram-se ainda, a tarde e até então, tudo normal.
À noite veio e com ela o prenúncio de uma tragédia grega: algo tinha lhe acontecido entre o intervalo em que não se falaram. Mas ele não sabia de nada e nem tinha como saber, já que ele não fora informado sobre o que tinha acontecido com o irmão dela. Agiu naquela noite como agia sempre que algo acontecia no que concernia a relação deles.
Ele ia lhe falar no sábado [e o fez]. Mas teve um susto com as mensagens e depois com o tom lacônico de sua voz. Ela estava armada, travada e bruta. Ele se assustou tanto com aquilo, que em alguns momentos ficou sem saber o que falar. Ela não dava espaço pra ele se justificar. Até pediu perdão a ela, pela maneira como agiu [ele não sabia de nada]. Mas ela não queria acordo e com aquela voz fria e as frases articuladas [não era ela, não era a sua garotinha].
Pediu para buscá-la em casa e conversar pessoalmente, mas ela disse que a sua AMIGA estava lá e que não precisava de mim [isso quem diz sou eu]. Imagino que agora todas as AMIGAS já estavam sabendo que eu seria um canalha insensível e que deve receber aqueles conselhos que todos os AMIGOS ou AMIGAS idiotas gostam de dar nessas horas.
Eu fiquei tão desconcertado com tudo aquilo que peguei a moto e sai da faculdade em direção ao nada [eu devia saber disso e ter um mapa antes de fazer isso ]. Acho que estava chegando a uma cidade chamada São Desidério, tinha percorrido uns 12 quilômetros e faltavam uns 14 a mais. A 120 quilômetros por hora, absorto em pensamentos de toda a sorte [em relação a ela], não percebeu que a gasolina estava no fim.
E o pior aconteceu: fiquei no meio do nada e de lugar nenhum. Conseguiu levar a moto até um assentamento de sem-terras pediu gasolina, mas não tinham. Resultado: deixou a moto lá e caminhou os 12 quilômetros que tinha percorrido de volta. Não pegou nenhuma carona. Tempos difíceis esses de hoje. Ninguém confia mais em ninguém e por isso não ajudam mas os estranhos, principalmente os estrangeiros.
Na volta pediu para passar na casa da amiga [dela] que ele mais gostava. Eram duas, mas a outra era irresponsável e ele não simpatizava com ela, além de achar que ela não era boa influência. Foi-se. Deixou em casa e foi para a sua. Tomou um banho, trocou de roupa e foi a faculdade. Falaram-se ainda, a tarde e até então, tudo normal.
À noite veio e com ela o prenúncio de uma tragédia grega: algo tinha lhe acontecido entre o intervalo em que não se falaram. Mas ele não sabia de nada e nem tinha como saber, já que ele não fora informado sobre o que tinha acontecido com o irmão dela. Agiu naquela noite como agia sempre que algo acontecia no que concernia a relação deles.
Ele ia lhe falar no sábado [e o fez]. Mas teve um susto com as mensagens e depois com o tom lacônico de sua voz. Ela estava armada, travada e bruta. Ele se assustou tanto com aquilo, que em alguns momentos ficou sem saber o que falar. Ela não dava espaço pra ele se justificar. Até pediu perdão a ela, pela maneira como agiu [ele não sabia de nada]. Mas ela não queria acordo e com aquela voz fria e as frases articuladas [não era ela, não era a sua garotinha].
Pediu para buscá-la em casa e conversar pessoalmente, mas ela disse que a sua AMIGA estava lá e que não precisava de mim [isso quem diz sou eu]. Imagino que agora todas as AMIGAS já estavam sabendo que eu seria um canalha insensível e que deve receber aqueles conselhos que todos os AMIGOS ou AMIGAS idiotas gostam de dar nessas horas.
Eu fiquei tão desconcertado com tudo aquilo que peguei a moto e sai da faculdade em direção ao nada [eu devia saber disso e ter um mapa antes de fazer isso ]. Acho que estava chegando a uma cidade chamada São Desidério, tinha percorrido uns 12 quilômetros e faltavam uns 14 a mais. A 120 quilômetros por hora, absorto em pensamentos de toda a sorte [em relação a ela], não percebeu que a gasolina estava no fim.
E o pior aconteceu: fiquei no meio do nada e de lugar nenhum. Conseguiu levar a moto até um assentamento de sem-terras pediu gasolina, mas não tinham. Resultado: deixou a moto lá e caminhou os 12 quilômetros que tinha percorrido de volta. Não pegou nenhuma carona. Tempos difíceis esses de hoje. Ninguém confia mais em ninguém e por isso não ajudam mas os estranhos, principalmente os estrangeiros.
Não tinha AMIGOS naquela cidade dos diabos e sabia que as coisas seriam mais difíceis sem ela por perto. Mas gostaria de que ela soubesse que ela era uma pessoa muito difícil de tratar em momentos de tensão, embora fosse amável em momentos de ternura. Chamava-a de mulher de gelo porquê ela tinha o costume de ocultar seus sentimentos.
Ela segura todo tipo de onda só para não mostrar as pessoas. Ele não era assim, e queria que soubesse que mesmo que ele estivesse irado com qualquer coisa, ela e tudo o mais que importava a ela, estava em primeiro lugar. Ele pede perdão por tudo o que fez de errado e por não saber agir certo nesses momentos em que ele não consegue entende-la e diz que tudo o que fez foi por amor, um amor burro, ele sabe, mas estava tentando acertar.
Estava sem internet em casa e não pôde ler o email que lhe enviou naquele sábado fatídico, além do que teve medo de ligar para ela e ouvir aquelas voz metalizada dizendo que isso ou aquilo e que ele era isso ou aquilo. Não o fez e teve um dos piores sábados e domingos de sua vida. Não sabe o que fazer e acha melhor se afastar pra não se meter em confusão. Quer acreditar que houve uma imensa confusão e que ela, por estar demasiado alterada emocionalmente, induziu-o ao erro .
Ela segura todo tipo de onda só para não mostrar as pessoas. Ele não era assim, e queria que soubesse que mesmo que ele estivesse irado com qualquer coisa, ela e tudo o mais que importava a ela, estava em primeiro lugar. Ele pede perdão por tudo o que fez de errado e por não saber agir certo nesses momentos em que ele não consegue entende-la e diz que tudo o que fez foi por amor, um amor burro, ele sabe, mas estava tentando acertar.
Estava sem internet em casa e não pôde ler o email que lhe enviou naquele sábado fatídico, além do que teve medo de ligar para ela e ouvir aquelas voz metalizada dizendo que isso ou aquilo e que ele era isso ou aquilo. Não o fez e teve um dos piores sábados e domingos de sua vida. Não sabe o que fazer e acha melhor se afastar pra não se meter em confusão. Quer acreditar que houve uma imensa confusão e que ela, por estar demasiado alterada emocionalmente, induziu-o ao erro .
Pede-lhe PERDÃO!
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Pequenas coisas
[Ilustração: Cotidiano em Santo Antônio - José Pereira]Ele sabia como ser diferente.
Como se fazer presente.
Na calçada olhando as estrelas
[E os transeuntes]
Na fila de um cartório eleitoral
De moto pela cidade
Em perfumarias
Açougue...
Ele sabia como ser único
Como ser o diferencial
Sabia como fazê-la rir sem motivo
Se sentir especial
Sabia ser o homem
Mais perfeito [ainda que com defeitos]
Que tivera a sorte de conhecer.
"Obrigada, amor, por estar presente e por ser inserir em pequenas coisas do cotidiano. Obrigada por essa manhã, pela noite de ontem, e por sempre".
Nova versão "Dom 2008 Turbo"
Acaba de ser aperfeiçoado a versão Dom 2007, e já está no cormécio a nova versão Dom 2008 Turbo. Essa, vem com vários adicionais e melhorias na parte mecânica e emcional. Acompanhe as novas características:
- Dom 2008 Turbo, está mais sensível e filosófico. Agora você poderá ouvir mais vezes aquelas palavras bonitas, e aquelas frases que exercitarão seu raciocínio e sua lógica.
-Aliás, lógica e razão é o que será perdido com essa nova versão que esta com a capacidade Turbo. O novo Dom, aguenta horas de utilização e possui três velocidades: Devagar, rápido e muito... Muito rápido.
-Dom 2008 Turbo, é multifuncional: Motorista, segurança, amante, amigo e o que puder imaginar. Ele acompanha você nas tarefas bobas do cotidiano e te segura ao atravessar a rua.
-O novo Dom esta com um pavil mais longo. Técnicos desenvolveram a capacidade dele trabalhar as emoções e agora ele sabe lidar bem melhor com os probleminhas que aparecem no dia a dia. Ele desenvolve muito bem o diálogo, você falando muito, ou não!
- O modelo Dom 2008 Turbo, mantém o seu estilo arrojado.
- Esse novo modelo tem mecanismos que ainda não foram testados, e algumas reações a determinadas ações ainda não foram analisadas, o que possibilita que você mesma faça os testes! [Essa é um detalhe desse novo modelo, surpreendente].
- Ele mantém o senso de humor ["Quem é que manda? Quem é manda?]... E esta completíssimo em vários outros quesitos.
-Até agora só foi lançado no mercado um exemplar e esta sujeito a aceitação do público. Estou fazendo um Teste-Drive ["Êeeeeeehhhh, vida sexual atíva... Êeeeeeeehhhh, com parceiro fixo"], não tenho nada a reclamar, desse novo modelo!
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Eclipse dos olhos
[Na foto o bruxo, o feitiçeiro... O dono dos olhos hipnóticos!Efeito na fotografia, feito por ele mesmo]
Perigoso olhar diretamente para aqueles olhos
Ele tem razão...
Entra em um novo universo quem olha
E para ele só há ida
Jamais volta
Vago nesse espaço já faz um tempo
Me perco em cada mínimo detalhe
A forma, a cor, o brilho, a intensidade
E o negro da menina dos teus olhos
Esse mundo escuro se dilata
Como se pudesse me prender lá dentro
Eu caminho em direção a ele
Um tipo de estado hipnótico
Um bruxo,
Um feitiçeiro...
O amor, diz ele
Faz as pulilas dilatarem!
Olhar para quem se ama é quase um vício
Dopar-se com alucinógemos
Dos olhos que me encaram profundamente
E é no "ato" que se perde a cor castanha
O negro envolve a íris como em um eclipse
De amor que cobre a face de quem ama.
Ele tem razão...
Entra em um novo universo quem olha
E para ele só há ida
Jamais volta
Vago nesse espaço já faz um tempo
Me perco em cada mínimo detalhe
A forma, a cor, o brilho, a intensidade
E o negro da menina dos teus olhos
Esse mundo escuro se dilata
Como se pudesse me prender lá dentro
Eu caminho em direção a ele
Um tipo de estado hipnótico
Um bruxo,
Um feitiçeiro...
O amor, diz ele
Faz as pulilas dilatarem!
Olhar para quem se ama é quase um vício
Dopar-se com alucinógemos
Dos olhos que me encaram profundamente
E é no "ato" que se perde a cor castanha
O negro envolve a íris como em um eclipse
De amor que cobre a face de quem ama.
O Tigre

Medo?
A última coisa que sentia naquele momento
Exitação... Isso sim!
Os instintos dele eram excitantes.
Selvagem...
Um tanto animal.
Olhar incomum
Feito droga, ele mesmo disse
Dopado...
Pupilas dilatadas
Cada vez mais
O segedo:
Adepto ao canibalismo
Que seja!
Estava adorando aquilo
Não fossem as "satisfações"
Ficariam as marcas
As garras,
Os dentes...
Ela despertou o Tigre!
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Sublime

Abraçados assistiam a mais um filme que não veriam até o final. Ela sentia o calor do peito dele tocando suas costas. Ele a envolvia em um abraço quente. Ela acariciava-lhe os braços que a cobriam. Ouvia, com um arrepio na pele, palavras de carinho sussurradas, entre beijos ao ouvido. Virava o rosto e beijava-o a cada palavra [com um sorriso satisfeito nos lábios], e respondia sentir o mesmo. Parecia tão segura abraçada a ele daquela maneira. “Você pode criar raízes em mim se quiser”, ela ouviu como resposta quando quis saber se o incomodava. Ele tinha um olhar profundo naquele dia.
O quarto estava claro, naquela tarde de sábado. Ele tinha confessado algumas fraquezas e dificuldades naquela manhã. Estava diferente. Pela primeira vez não enfrentaram um clima pesado para resolverem algo que incomodava. E também, pela primeira vez, ela entendeu de imediato, que certas coisas em seu jeito de ser não cabiam mais em seu novo contexto. Ela foi sempre afetuosa demais com os familiares. Não que fosse deixar de ser, mas certas coisas eram desnecessárias. E se o incomodava, e ela tinha consciência da dificuldade dele, faria diferente!
Na metade do filme ele se pôs a olhá-la. Um olhar diferente, que ao mesmo tempo em que a observava, estava distante. Ela ficou encabulada. Ele disse coisas que não queria guardar. Para “não pecar por omissão”. Falou de algumas de suas estórias... E ela ouviu. Silenciosa, como na maioria das vezes, tinha toda sua atenção voltada para aquele momento. E o tempo... O tempo pareceu parar. Viu as cores e emoções nos olhos dele, e pensou: “Meu Deus, como pode existir alguém que me causa tamanha ternura”? Queria guardá-lo para si. Gravar cada detalhe dele.
E quando ele partir que a levasse com ele. Assim como ela o levaria consigo, dentro de si, se precisasse ir. E pensar nisso a fez sentir vontade de chorar. “Às vezes eu acho que a qualquer momento podem tirar você de mim”. Estavam rodeados de melancolia. Ele no que dizia, ela no que pensava. Como foi se apaixonar tão rápido? Se entregar tão fácil? Se deixar tão entregue àqueles sentimentos? Como podia, apesar de todas as perspectivas, não se arrepender de ter pulado de cabeça naquele sentimento? Como ele podia parecer tão perfeito em seus defeitos?
Eles se beijaram no silêncio da televisão que já havia sido desligada. Logo o som da chuva, que começou a cair, invadiu o quarto. Eles se amaram imersos em uma doçura que ela amou conhecer. Fizeram amor primeiro devagar, aproveitando casa segundo. Cada centímetro que ele avançava dentro dela. Avançando em sua alma, seu corpo, seu coração... Desarmando-a, inundando-a com um misto de delírio e medo. Medo de perder aquela sensação. Ela o estreitou entre os braços e pernas sentindo-o mais dentro de si. Misturaram a saliva, o suor, a paixão... “Agora somos um só”. Sussurros, gemidos de prazer... Um rítimo único deles dois. Rítimo que ela ainda aprendia e o que já tinha... “Eu te amo Dom”! “Eu te amo Dulcineia”.
Da janela ainda a chuva. A mesma que ela ainda olhava com um sorriso enigmático enquanto ouvia sua amiga falar. Ah, se imaginasse as milhões de cenas que insistiam em se repetir em sua mente! No corpo p perfume dele. Na alma um sentimento profundo. E no coração... As mais ternas lembranças dos momentos mais verdadeiros, intensos e sublimes de sua vida.
O quarto estava claro, naquela tarde de sábado. Ele tinha confessado algumas fraquezas e dificuldades naquela manhã. Estava diferente. Pela primeira vez não enfrentaram um clima pesado para resolverem algo que incomodava. E também, pela primeira vez, ela entendeu de imediato, que certas coisas em seu jeito de ser não cabiam mais em seu novo contexto. Ela foi sempre afetuosa demais com os familiares. Não que fosse deixar de ser, mas certas coisas eram desnecessárias. E se o incomodava, e ela tinha consciência da dificuldade dele, faria diferente!
Na metade do filme ele se pôs a olhá-la. Um olhar diferente, que ao mesmo tempo em que a observava, estava distante. Ela ficou encabulada. Ele disse coisas que não queria guardar. Para “não pecar por omissão”. Falou de algumas de suas estórias... E ela ouviu. Silenciosa, como na maioria das vezes, tinha toda sua atenção voltada para aquele momento. E o tempo... O tempo pareceu parar. Viu as cores e emoções nos olhos dele, e pensou: “Meu Deus, como pode existir alguém que me causa tamanha ternura”? Queria guardá-lo para si. Gravar cada detalhe dele.
E quando ele partir que a levasse com ele. Assim como ela o levaria consigo, dentro de si, se precisasse ir. E pensar nisso a fez sentir vontade de chorar. “Às vezes eu acho que a qualquer momento podem tirar você de mim”. Estavam rodeados de melancolia. Ele no que dizia, ela no que pensava. Como foi se apaixonar tão rápido? Se entregar tão fácil? Se deixar tão entregue àqueles sentimentos? Como podia, apesar de todas as perspectivas, não se arrepender de ter pulado de cabeça naquele sentimento? Como ele podia parecer tão perfeito em seus defeitos?
Eles se beijaram no silêncio da televisão que já havia sido desligada. Logo o som da chuva, que começou a cair, invadiu o quarto. Eles se amaram imersos em uma doçura que ela amou conhecer. Fizeram amor primeiro devagar, aproveitando casa segundo. Cada centímetro que ele avançava dentro dela. Avançando em sua alma, seu corpo, seu coração... Desarmando-a, inundando-a com um misto de delírio e medo. Medo de perder aquela sensação. Ela o estreitou entre os braços e pernas sentindo-o mais dentro de si. Misturaram a saliva, o suor, a paixão... “Agora somos um só”. Sussurros, gemidos de prazer... Um rítimo único deles dois. Rítimo que ela ainda aprendia e o que já tinha... “Eu te amo Dom”! “Eu te amo Dulcineia”.
Da janela ainda a chuva. A mesma que ela ainda olhava com um sorriso enigmático enquanto ouvia sua amiga falar. Ah, se imaginasse as milhões de cenas que insistiam em se repetir em sua mente! No corpo p perfume dele. Na alma um sentimento profundo. E no coração... As mais ternas lembranças dos momentos mais verdadeiros, intensos e sublimes de sua vida.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Inexplicáveis
[Ilustração: Rodin]Porque essa necessidade, você me pergunta,
Mas como explicar o que não tem explicação?
O que te faz me deixar conhecer sua história?
As vezes me sinto tão dentro de sua vida, que acho estranho
“Eu sou muito fechado...” [o que houve com ele?]
Se souber o que se passa, por favor, me explique
Mas não me peça para dizer o que não sei
Olhos dissimulados esses, que imaginam o que acontece
[Ou não]
Mas a verdade é que nada entendem
Olhos meus não conhecem a verdade
Se é que há uma, em algum lugar.
O que se passa por sua cabeça quando se nega a me falar?
O que tem a dizer esses lábios quando se calam?
O que será que escreve quando não me deixa ler?
Por covardia, desconfiança, ou o quê?
Às vezes me acho neurótica
Como pode, você, saber o que se passa por minha cabeça?
Quem disse que pode ler meu olhar?
Como, se eles são assim, dissimulados? [o que você mesmo me disse]
Rio ao pensar por que brigamos tanto
“Qual seu signo? Me pergunte o meu.... pergunte o meu....”
Mas como os astros podem interferir em tudo isso?
Não sou uma fadinha medonha...[risos]...Um pouco atrapalhada talvez
Somos assim tão iguais e diferentes...Confuso [quem sabe porque]
Você me pede um manual, mas será que o entenderia?
Me diz, porque sempre acha que estou brigando?
Porque tudo o que falo parece tão nocivo?
Acho graça quando diz que te olho estranho
[Como seria isso?...]
Estranho é passarmos por tanto, em tão pouco tempo
[também, tomamos overdoses um do outro]
Que estranha amizade é essa que cresceu apesar das brigas?
Será que ficou tudo de cabeça para baixo? [como diz que faço com você...]
Quem sabe se não seria melhor como no sonho [fugir!]
O que sei é que não gostaria assim
Gosto do que é, como é
Essa amizade maluca que resolveu escolher assim
Dois loucos
Sensíveis...difíceis...Inexplicáveis...!
Mas como explicar o que não tem explicação?
O que te faz me deixar conhecer sua história?
As vezes me sinto tão dentro de sua vida, que acho estranho
“Eu sou muito fechado...” [o que houve com ele?]
Se souber o que se passa, por favor, me explique
Mas não me peça para dizer o que não sei
Olhos dissimulados esses, que imaginam o que acontece
[Ou não]
Mas a verdade é que nada entendem
Olhos meus não conhecem a verdade
Se é que há uma, em algum lugar.
O que se passa por sua cabeça quando se nega a me falar?
O que tem a dizer esses lábios quando se calam?
O que será que escreve quando não me deixa ler?
Por covardia, desconfiança, ou o quê?
Às vezes me acho neurótica
Como pode, você, saber o que se passa por minha cabeça?
Quem disse que pode ler meu olhar?
Como, se eles são assim, dissimulados? [o que você mesmo me disse]
Rio ao pensar por que brigamos tanto
“Qual seu signo? Me pergunte o meu.... pergunte o meu....”
Mas como os astros podem interferir em tudo isso?
Não sou uma fadinha medonha...[risos]...Um pouco atrapalhada talvez
Somos assim tão iguais e diferentes...Confuso [quem sabe porque]
Você me pede um manual, mas será que o entenderia?
Me diz, porque sempre acha que estou brigando?
Porque tudo o que falo parece tão nocivo?
Acho graça quando diz que te olho estranho
[Como seria isso?...]
Estranho é passarmos por tanto, em tão pouco tempo
[também, tomamos overdoses um do outro]
Que estranha amizade é essa que cresceu apesar das brigas?
Será que ficou tudo de cabeça para baixo? [como diz que faço com você...]
Quem sabe se não seria melhor como no sonho [fugir!]
O que sei é que não gostaria assim
Gosto do que é, como é
Essa amizade maluca que resolveu escolher assim
Dois loucos
Sensíveis...difíceis...Inexplicáveis...!
[Foi a primeira vez que ela escreveu sobre eles dois. Encontrou-o em uma pasta, bloqueada por senha [e demorou para lembrar qual havia colocado], junto com alguns poemas que escreveu. Não se lembrava mais disso. Engraçado, tem coisas que ainda não mudaram... [risos], e outras que nem se comparam].
Cenas do nosso filme
[Ilustração: Renoir]Vejo imagens suas
Como uma tela de cinema
Ilustram as paredes do meu quarto
Tenho luz, imagem e som
Lembranças de momentos bons
E outros nem tanto assim
Deitada em minha cama
Perco a minha cronologia
Já não lembro que dia é hoje
Nem qual será amanhã
Vejo as imagens passarem no teto
Daquele nosso primeiro beijo
Nos vejo correr juntos
Eram fáceis os sorrisos
Não lembro se tinha motivo
Eu te molhei e corri
E você veio atrás de mim
Tão infantil e belo de ser assistir...
Eu ouço algumas batidas
Descubro que era o meu coração
Eu não vejo nada...
Tinha os olhos fechados
E seus lábios selavam os meus.
Tenho tato, sabor e descompaço
Mudam as cenas do nosso filme
Sinto agora a água no corpo
E o contraste da temperatura da pele
Vejo cores nos seus olhos
E nos seus detalhes
Sinto ainda seus aromas e sabores
Vejo a lente da tua câmera
Focalizando os gestos meus
Como meus olhos com os teus
Tentando memorizar
Eterninar cada músculo
Que usa com um minimo sorriso
Sinto o aroma da chuva
E o calor dos teus braços
Eu olhava pela janela
Pela tua - Disso eu sempre me lembro
E nos vejo parados
Vigiando a chuva ao telhado
Tenho a visão embaçada por uma lágrima
Andando pelo corredor do teu prédio
Eu não pude evitar aquele choro
Quando achei que fosse realmente acabar
Você disse que se afastaria
E eu não consegui falar
O filme continua passando
E tem até uma trilha sonora
Como um clipe eu diria
O nosso clipe
Que tem um começo, um meio
Mas não deve, ainda, ter um final
E nos encontramos sentados em um banco
Ouvindo alguém tocar um teclado
Parecia até cena de cinema
Mais ninguém e o mundo tão pequeno parecendo
Naqueles mínimos instantes de nós dois
Que nesse filme ficam passando
E com as cores, sons, sensações e movimento
Sabores e imagens vão me adormecendo
Me perco nas mais belas lembranças
Do que se foi e não se recupera
E que só com novos e bons momentos
O que parecia perfeito se supera.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Não quero que se afaste de mim
[Ilustração: Lucian Freud]Você completou todos os espaços que faltavam. Foi tudo o que eu precisava que alguém fosse. Me colocou em suas asas, ficou ao meu lado. Com você, poderia caminhar no escuro, se me desse as mãos. Com você pularia de olhos fechados se me dissesse que ficaria tudo bem. Por você eu abriria mão da minha felicidade pela sua. Por você, eu te deixaria partir. Por você, eu rezaria todas as noites, pedindo ao Deus no qual você não crê, e em todos os anjos, que você fosse feliz.... Não me pergunte se quero que vá. Eu não quero que se afaste de mim. Mas quero que seja feliz meu amor. Com ou sem mim. Eu me deixo em suas mãos. Você decide! Não tenho o que perder. Você é tudo o que quero agora. Se precisar de tempo, espero. Se não quiser mais, entendo. Me acostumo... Mas de você, levarei todas as coisas maravilhosas que me ensinou, e um imenso amor que eu já sinto por ti.
Melancólica demais, assim estava ela. Talvez a saudade, talvez a distância. Pode ser até que o vazio que ela sentia por dentro. Como se faltasse algo. Como se não estivesse certo... Aquilo já estava parecendo novela, e por mais que pareça engraçado, ela estava numa imensa expectativa por saber o desfeixo. Como ficariam? Só mesmo Deus, pra saber.
domingo, 20 de abril de 2008
Depois das brigas
"Eu não vou dizer o que realmente sinto...
Todas as estórias são iguais,
O que varia são as maneiras de ouvi-las.
Ah, minha ninfa ingênua...
Aproximar-se de uma ninfa
É ser apreendido e possuido
Por alguma coisa,
E imergir num elemento ao mesmo tempo terno e instável...
Que pode ser emocionante
Mas também pode ser fatal!
Não se aproximem da minha ninfa!
E Dom chorou.
Dado a sua natureza,
Dom ñ conseguiu ir além dos seus limites!
Ambos não conseguiam ir além de suas forças.
Pela 1°ela ñ se alterou um só momento...
E ele voltou em suas palavras...
Ambos amadureciam!
Ia, mas agora queria voltar para junto dela!
Sabia disso!
Fica bem minha fenix..."
Ela com os olhos marejados, lembra das feições do rosto dele, enquanto choravam juntos. Lindo! Ele, com certeza, era o homem mais encantador que ela já havia conhecido.
Todas as estórias são iguais,
O que varia são as maneiras de ouvi-las.
Ah, minha ninfa ingênua...
Aproximar-se de uma ninfa
É ser apreendido e possuido
Por alguma coisa,
E imergir num elemento ao mesmo tempo terno e instável...
Que pode ser emocionante
Mas também pode ser fatal!
Não se aproximem da minha ninfa!
E Dom chorou.
Dado a sua natureza,
Dom ñ conseguiu ir além dos seus limites!
Ambos não conseguiam ir além de suas forças.
Pela 1°ela ñ se alterou um só momento...
E ele voltou em suas palavras...
Ambos amadureciam!
Ia, mas agora queria voltar para junto dela!
Sabia disso!
Fica bem minha fenix..."
Ela com os olhos marejados, lembra das feições do rosto dele, enquanto choravam juntos. Lindo! Ele, com certeza, era o homem mais encantador que ela já havia conhecido.
domingo, 6 de abril de 2008
Sinto sua falta
[Ilustração: Caravaggio]Da janela do quarto
Vejo cair algumas gotas finas e transparentes de chuva
Enquanto ela aumenta
Ao som do bater da água no chão
O vazio do quarto se confunde
Com essa sensação aqui dentro de mim
Vejo cair algumas gotas finas e transparentes de chuva
Enquanto ela aumenta
Ao som do bater da água no chão
O vazio do quarto se confunde
Com essa sensação aqui dentro de mim
Quero ver a chuva de outra janela
Ou melhor, banhar-me nela
Contrastar o corpo quente
Com a pálida e fria gota de chuva
Melancólica e pintada por flashs
Que clareiam o céu coberto por nuvens escuras
Ou melhor, banhar-me nela
Contrastar o corpo quente
Com a pálida e fria gota de chuva
Melancólica e pintada por flashs
Que clareiam o céu coberto por nuvens escuras
E se me empresta alguns versos seus
Quero “um gozar silente... inocente!
Espasmos de hálito quente!”
Pisar no chão molhado
Misturar com beijo, saliva e chuva
Marcar a pele de vermelho em fogo
Do calor que já não se contém por dentro
Do que se desejou e não se teve
Quero “um gozar silente... inocente!
Espasmos de hálito quente!”
Pisar no chão molhado
Misturar com beijo, saliva e chuva
Marcar a pele de vermelho em fogo
Do calor que já não se contém por dentro
Do que se desejou e não se teve
Febril já não me concentro
Talvez em delírio imagine o som de algum trovão
Acho que adormeci e sonhei
Pois da janela já não vejo chuva
E aqui dentro só o frio e o nada
Do silêncio que é sentir sua falta!
Talvez em delírio imagine o som de algum trovão
Acho que adormeci e sonhei
Pois da janela já não vejo chuva
E aqui dentro só o frio e o nada
Do silêncio que é sentir sua falta!
Retalhos em versos

Quem pode interpretar
O sorriso iluminando o rosto
Numa dúvida de real felicidade
Que esconde a angústia,
Mas não muda o que se sente
Ela pode fingir mil sorrisos
Mas nenhum deles tem o mesmo brilho
E isso não é como um jogo
Apesar de jogo, ser a própria vida.
Ela é peça, e não sabe jogar
Hoje ela tentou rabiscos
Achou que desaprendeu a desenhar
Já não reconhece seus traços
Ou em seus traços não está
Nos olhos um misto de in/certeza
Também tentou escrever
Assim como tentou falar
Talvez o problema sejam as palavras
Que nunca dizem o que ela quer dizer
Algo entre inspiração... Ou tom
Falando em tom, desafinada está
Fora de compasso, do rítimo
Deve ter desaprendido a cantar
Sem rimas nos versos
Sem vida em acordes
Ou vida própria eles tenham
E como algumas palavras voam sem sentido
Dizem o que querem
Com licença poética: “Quando o sol se pôr, meu amor”
Ela vai se deixar ouvir o silêncio
Vamos falar mais baixo
Ou melhor, nem mesmo falar
Aqui dentro onde não se escuta nada
Faz um barulho infernal
Ela já não se lembra do que lia antes
Deixou o livro de lado
Acha que vai de versos fazer retalhos
E ver se sentido fazem
Para algum de nós entender
Mas já juntou vários deles e não entende nada
Ela aponta o lápis
E tenta mais um rabisco
Precisa enxergar-se nele
Com sorriso no rosto
E saudade no olhar
In/compreensão de tudo
Um tudo que ela nem sabe o que é
De versos diferente e aleatório escritos
Ela já não sabe mais o que disse
Ou o que queria dizer
Talvez unir tantos versos não seja boa idéia
Acho que isso está ficando meio sem lógica
Não sei se em desenhos, escritos ou falas
E ela ri – Sem lógica?
Como se o coração tivesse alguma
sábado, 5 de abril de 2008
Ai que raiva!
Não sei porque não está dando para colocar fotos nessa porcaria! Já tô me irritando com isso... Bom, deixa pra lá. Ponho a ilustração outro dia. Por enquanto vou meditar, assistir o tal filme, ou ler um livro, com o pensamento bem distante. Só não me pergunte a história depois...
Tic-tac tic-tac
O dia não foi tão ruim quando ela imaginava que seria. Mais um final de semana "daqueles" que ela passava a conhecer bem. Mas até que dessa vez se destraiu bastante. Aliás, se destraiu e comeu bastante!
Almoçou com os pais fora hoje. Nada de louças para lavar. Ótimo, ela não estava com saco para isso. E toda vez que ela estava "daquele" jeito, acabava, por distração, quebrando pelo menos um copo. Comeu bem! Até porque era algo que ela gostava bastante. Picanha com queijo, mandioca, feijão de corda, arroz e batatas. Ouviu conversas do tipo: Você sabe de onde é o melhor vinho? E a melhor carne? Sabe qual região consome mais mandioca no Brasil? Sabe qual o tipo de carne mais consumida no mundo? Não vou responder tais questões pois a credibilidade das fontes são um tanto incertas [risos].
Apesar do assunto um pouquinho desinteressante, ela sempre se divertia vendo os pais nas pequenas disputas de quem sabe mais isso ou aquilo.
Já era mais de meio dia quando desconectou a internet para sair. Estava falando com "ele" pelo msn, mas mais uma vez, não conseguiram se entender. Não era muita novidade para ela. Sabia que se reiniciassem o assunto não daria em nada mesmo. Aliás, estava ficando cansada de tanta dificuldade de entendimento de ambas as partes. Achava que ela, e ele também com certeza, já estavam ficando desgastados com tais situações, e com eles aquela relação. Ela achava que se eles não aprendessem a lidar com aquilo, cedo ou tarde, um deles iria chegar ao limite e desistiria do outro. De longe era o que ela queria, mas sabia que era uma realidade.
Mas ela saíu e preferiu se desligar. Aliás, como sabia ser mais um daqueles "benditos" finais de semana, sabia também que de nada adiantaria tentar se distrair com livros, filmes... Seja lá o que fosse. Precisava de movimento. Gente! Algo que não a permitisse viajar, porque o destino de suas viagens ela já sabia: Ele! Almoçar com os pais não é uma das melhores opções, mas até que foi agradável.
Depois ela saíu para comprar roupas. Estava precisando... A muito tempo não comprava, e as roupas que tinha estavam ficando desgastadas e desbotadas com as lavagens. Ela não se importava em repetir roupas, mas se importava menos ainda em comprá-las. Aliás, não há o que distraia mais que isso. Escolher modelos, tirar, vestir... E ficar horas experimentando! Não comprou muito, mas provou muitas peças, o que levou praticamente toda sua tarde. Das duas e meia [quando terminou o almoço] às quatro da tarde.
Quando chegou em casa uma surpresa! O presentinho de todo mês, de todas as mulheres! Não tinha absorvente em casa. Lá vai ela comprar aborrecida por sua mãe não ter lembrado deles nas compras do mês. Justo aquilo que ela usou durante quase toda a vida. E ainda sugeriu que ela usasse o OB, que era o único que tinha na casa, com aquele sorriso bobo na cara. A mãe sabia que ela não usava aquele tipo de absorvente. Não via graça na idéia de ficar enfiando coisas [tirando uma em especial] em suas partes íntimas. Saíu para comprar e depois foi até a casa de uma de suas amigas.
Assunto novo! Fazia algúm tempo que não conversavam direito, mas a amiga estava feliz. E fez bem a ela ficar ouvindo a outra pois se distraiu bastante. Foi para casa, em companhia da amiga [como de costume], e ficou lá com ela, e um amigo que chegou depois. Era assim que costumava a ser a algúm tempo [ela pensou], mas por algumas circunstâncias aquilo mudou um pouco. Mas hoje foi como antes. Convesaram bobagens, falaram de coisas banais e "discaradas", como diriam algúns... Certas vezes algo fazia ela lembrar alguma cituação com "ele" [muitas vezes na verdade], mas logo voltava a se distrair [se forçava a isso]. Deu conselhos ao amigo [gostava disso, parecia até que conhecia seu próprio sexo, quando de mulher, não conhecia nem mesmo ela]... Riram os três juntos e ela se sentiu bem. Realmente bem.
O amigo foi o primeiro a ir embora. Iria se encontrar com a namorada e tentar resolver algumas coisas que não iam bem [com os conselhos das outras duas...imaginem o estrago]. Ela esperava que desse tudo certo. Depois foi a amiga e mais ou menos as nove e meia, ela acessou a internet. "Ele" estava lá, no msn, mas ela não sabia o que dizer, nem se deveria falar com ele, portanto preferiu "ficar na dela". Se distraiu com outras coisas pela internet. Aliás há uma infinidade de coisas por aqui. Pena que nenhuma delas tira essa sensação chata que ela sentia toda vez que eles não estavam bem. E o tempo continua passando... Ela vai assistir um filme!
Assinar:
Postagens (Atom)


