segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Incompleta

Ela estava em casa, e ainda sentia que algo lhe faltava. Como poderia sentir que não estava completa, estando ela na cidade que amava, junto aos seus... Deveria ser o suficiente para estar completa e feliz. E feliz estava, mas sentia que algo estava faltando. Faltava ele! O que fez esse com ela, que a deixou tão necessitada de sua presença? Será que era um bruxo? Como poderia sentir voltade de que se adiantasse o tempo para voltar a vê-lo? O que tinha acontecido com ela?

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Brigas banais...


Ela viaja amanhã. Vai, finalmente, deixar essa cidade, e aproveitar as férias que até o momento ainda não tivera. Estava ficando ansiosa, apesar de um pouco receosa com a possibilidade de perda de contato com ele. Não poderia atender ligações, enviar mensagens...Ou ligar para ele. E também sabia, que não seria sempre que teria acesso à internet. Se tivesse notícias dele, seria apenas, se ele lhe enviasse alguma mensagem, o que ela, sinceramente, desconfiava que seria pouco difícil.

Já haviam reparado, mas não dado importância, que sempre que sonhavam algo com eles, acontecia. Sim, como um sonho em que brigam... Era certo que brigariam por algum motivo. Dessa vez sonharam ambos que brigavam, e o clima ficou estranho, mas como ele diz: "Nem p sustentarem uma briguinha, por ciúme banal, se prestavam..." E queriam se resolver, e nessa hora não se reconheciam mais.

Onde estava o orgulho dela que antes a faria deixar de lado a história, e nem mesmo procurá-lo para esclarecer nada? E onde estava o orgulho dele, que o fazia querer resolver tudo, por não querer que ela fosse viajar brigada com ele? "Que porra de briga é essa que não dura nem quinze minutos?"[risos]. Eram eles dois, que tamanha era a ligação que podiam sonhar com o que aconteceria com eles depois. Que faziam eles de desconhecerem... E ela [segundo certa pessoa]assumir que tinha ciúmes. E ele, que se achava tão calmo, se irritar e sair do amor à irritação em menos de um segundo!
Estavam realmente Fu#$%&!#¨*&....

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Hunff!

[Sem comentários]

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Quem sabe...

[O Nascimento de Vênus- Bouguereau]

Quem sabe um dia, deixe-o olhar sem se cobrir, até que satisfeito por conhecer cada detalhe de seu corpo nú, ele se canse de olhar, e pare de deixá-la tão envergonhada.

Ciúmes sim!

[Wilian]

Ela precisava assumir. Tinha situações que a deixavam insegura sim. E ela, mesmo que um pouco contrariada, não negaria que sentia ciúmes. Pronto, estava dito! O que mudaria no que ela sentia, ele saber ou não? Ainda bem que sabia entender o que sentia, e aquilo era algo que de leve a incomodava... Mas estava alí. Tudo bem, agora ja estava dito.

Estava passeando por algumas páginas da internet, e não pude deixar de me deter na imagem acima. Se parece com ele, e todas suas ninfas, ou "mendigas", de palmas abertas suplicando uma esmola de atenção, [risos], como ele costuma dizer que acontece com ela e seus "mendigos"!


terça-feira, 15 de janeiro de 2008

A Vênus

Ela estava completamente envergonhada por estar compeltamente despida frente a ele. Nem mesmo a nudez de ambos, e todos os momentos de intimidade que já haviam compartilhado, diminuia a timidez dela frente a ele. Tinha o rosto corado, e a expressão mais sem jeito que já se tinha visto no rosto dela.
Nunca foi de se mostrar, e sempre corava com qualquer olhar que insistisse nela. Mas com ele era ainda pior. Até mesmo quando ele fitava-a insistentemente apenas o rosto, já a deixava sem graça, por parecer para ela, que ele tentava perceber seus pensamentos. Estar com todo o corpo revelado a ele, era ainda mais constrangedor. Ela não podia evitar. Nenhúm dos esforços que fizera para não cobrir o corpo, fora satisfatório, já que no fim, ela acabou por se cobrir.
Ele olhou-a e disse: "Que coisa mais linda, parece com a Vênus! Acho lindo essa pose da mulher". Ela tinha uma das mãos tentando cobrir um dos pontos mais íntimos que tinha. Seu sexo! E a outra mão cobria um dos seios. As pernas unidas, e todo o resultado do esforço que fizera, tornara a cena, realmente, parecida com a representação de Botticelli, para o Nascimento de Vênus. E ela, por amar as artes, sabia bem, de que Vênus ele falava.
Percebeu a própria pose e achou graça, apesar de ainda mais corada com o esforço tolo, de impedir que ele a visse. Ele ainda continuava com aquele olhar, que era uma mistura de ternura, admiração, ou sabe-se lá o que?! Como impedir aquela vergonha, porém, quando era ele, o primeiro homem, que ela permitira olhá-la, desde que amadurecera [se é que me entendem]? Nunca antes, nenhúm homem a tinha visto em completa nudez. E até mesmo impedia que mais alguém além dela mesma a olhassem em tamanha intimidade.
Por um lado aquela timidez incontrolável, por outro, a confiança de se mostrar para ele, como nunca antes havia se mostrado. Quem sabe um dia, deixe-o olhar sem se cobrir, até que satisfeito por conhecer cada detalhe de seu corpo nú, ele se canse de olhar, e pare de deixá-la tão envergonhada. [E ele ainda diz que pretende reproduzir a pintura de Botticelli...Hunff!]

sábado, 12 de janeiro de 2008

Para o Egito!


Ele era um louco, mas ela amava sua loucura. Fazia-a sonhar e acreditar, por um segundo ao menos, que tudo é possível. E ela adorava sonhar com ele. Assim, podiam ir e fazer, o que e onde sentissem vontade. Sonhar já era maravilhoso, viver deveria ser uma maravilha ainda maior. Sem medida. Ah, e ela sonhava e se deixava levar naqueles devaneios. Era o alento que tinha. Sonhar e sumir da realidade, e ficar com ele. Quem sabe até no Egito [risos]. E ele a sequestaria e fugiriam para longe. Para onde não pudessem alcançá-los...

Um só

[Ilustração- De Chirico/ Casal]
Ela ficou extremamente feliz, e abobalhada quando escutou dele quatro simples palavrinhas: "Agora somos um só"! Ela não sabia como, mas ele conseguia apaixoná-la um pouco mais a cada dia que se falavam. Ah, e talvez fossem mesmo um só, pois ela não conseguia estar completamente feliz, se ele não estivesse feliz. Parecia-lhe que lhe faltava uma parte essencial para a felicidade...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O Pequeno Príncipe

[Ilustração: Aquarela de Antoine De Saint-Exupéry]

Ela lembra-se de certa vez que ele lhe contara uma historinha de uma raposa. Naquela época, ele achava-a um tanto "Chucra" [risos]. E realmente deveria ser. Então, dizia ele que um dia, a domaria, e contou-lhe a historia contida no livro de Antoine De Saint-Exupéry, "O Pequeno Príncipe". Dizia que pouco a pouco, sem pressa, cativaria-a. E o fêz.

"[...]-Que quer dizer "cativar"?
-É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. - Significa "criar laços"...
-Criar laços?
-Exatamente - disse a rapoza. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necesidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
[...]-O que é preciso fazer? -perguntou o pequeno príncipe.
-É preciso ser paciente - respondeu a raposa. -Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto...
No dia seguinte o príncipe voltou.
-Teria sido melhor se voltasses à mesma hora - disse a raposa. - Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.
-Que é um "ritual"? - perguntou o principezinho.
-É uma coisa muito esquecida também - disse a raposa. - É o que faz com que o dia seja diferente dos outros dias; uma hora das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo adotam um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta é então um dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!
[...]-Os homens esqueceram essa verdade - disse ainda a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Sua Utopia

[Ilustração-Dans Le lit/Toulouse Lautrec]

Queria um castelo onde pudesse ser ela mesma, sem máscaras, sem fingimentos. Um lugar onde ela pudesse se esconder todas as vezes que se sentisse mal. Ela queria estar lá, e deitar sob o céu estrelado. Queria que ele ficasse ao seu lado. Queria que não houvessem cobranças, nem maldade. Queria que houvesse música [que eles pudessem cantar]. Ela queria deitar e adormecer com ele... E que juntos pudessem sonhar. Deveria ter uns quinze ou quatorze anos quando escrevera "Utopia". Queria um príncipe encantado. Um castelo encantado. Um amor encantado... Uma vida encantada. Queria um sonho [é verdade]. Acreditava em contos de fadas, mas com o tempo, parou de acreditar.

E ele pede: " Me deixa te fazer um castelo"? Será que ele não se conhece como a utopia dela? Será que não sabe, que ela fez dele, seu conto de fadas?

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Versos infantis

[ Ilustração- Eros e Psyché/ Antonio Canova]

Ele a tirou do chão
Quando sem suas asas
Ela não pôde voar
E mostrou-lhe todos os caminhos
Onde juntos
Pudessem caminhar
Ele a mostrou por dentro
E o que ela se negou poder
Ele a ensinou do mundo
E de não ter medo perder
Ele, a inspirou a versos
Que ela ri, em escrever
Ele a ensinou que amar
Pode as vezes não doer
Ele lhe desejou amor
Para que pudesse recomeçar
Ele desejou-lhe amigos
Em que pudesse confiar
E ele foi seu anjo
E nele pôde confiar
Ele a ensinou que o que se sente
Não é menor se se falar...



E ela ainda ri de tão infantis versos que em minutos escreveu. Decidiu nem escrever mais...Talvez algum dia escrevesse algo digno de se ler [risos], ela pensou. Tudo bem, ela só queria mesmo dizer obrigada... E que realmente o ama!

A pintura de Lautrec


No final das aulas na faculdade, talvez o último dia em que teriam aulas no ano de 2007, ele mostrou a ela um belo quadro de Lautrec, que ela não esquecera até hoje. Era um belo quadro de cores fortes e avermelhadas, retratando um homem e uma mulher abraçados na cama. A imagem já seria o suficiente para ficar em sua memória, mas ele como sempre, fazia a sua maneira, as coisas ficarem gravadas com maior facilidade.

Ele sorriu, e sugeriu que interpretassem a pintura. Ela concordou após ouvir uma breve explicação sobre o artista. Disso não se recorda muito bem... Mas ele dissera-lhe que Lautrec tinha alguma deficiência física e procurava o prazer em bordeis da cidade. Pintara o quadro The Kiss [a ilustração acima], retratando um casal que vira pela brecha da porta de um dos quartos do brodel. Ela achou engraçado a historia que ele contou. Como sabia daquilo? Não se perguntava assim, pois sabia que sobre arte, ele muito teria para lhe contar.

Enfim, iniciaram a interpretação. Segundo ele as cores vermelhas e fortes, simbolizariam toda a paixão no ambiente. Ele, pela posição do braço não estava totalmente entregue, diferentemente dela... Ah, ela estava apaixonada. Sim, a cabeça meio de lado, seria a entrega [ele falara-lhe sobre os animais que deixavam sua presa em posição de rendição. A cabeça pendendo para o lado. Ela até brincara dizendo que ele fizesse isso com um leão faminto para comprovar se seria isso verdade...].

E ela chorava. Sim, chorava e tinha os olhos fechados enquanto envolvia-o com os braços, puxando-o para mais próximo. Ele não fechara os olhos. Não estava entregue a ela. Talvez, quem sabe, por isso ela chorava. Por saber dos poucos instantes que poderia estar com ele. Que poderia tê-lo...

Ele não sabe, mas ela se pegou lembrando desse dia, certa vez que o abraçara e percebera que fazia como a mulher do quadro havia feito. E quando beijando-o sentiu uma lágrima correr pelos olhos, por saber próxima a despedida. E ela lembra de tê-lo abraçado ainda mais forte, trazendo-o mais para sí, como a outra fizera. Ela havia pedido a ela que daquela forma o abraçasse um dia, quando viram juntos a imagem. E sem perceber ela o fêz.

Hoje ela recebera um email dele, contendo esse mesmo quadro, e fez sair dela todos esses detalhes que lhe passaram pela mente, quando juntos estiveram, e que ela nunca havia comentado...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Ela e seu profundo tédio

[ Ilustração: Eugene Delacróix]
Mais um daqueles dias de férias que ela não sentia a mínima vontade de sair da cama. Chovia, e ela tinha sono por não conseguir dormir a noite. Ficara rolando na cama por um longo tempo, até que finalmente caiu no sono [nem de lembra quando]. Ela sabia que perderia o sono se dormisse na tarde de ontem, mas realmente queria se desligar de tudo. Sua família, seus amigos, suas saudades... Queria se desligar de tudo isso, e ter bons sonhos, livres de qualquer um desses elementos, que lhe fizessem sentir um vazio ao acordar.
Era assim quando sonhava com ele [por exemplo]. Adorava seus sonhos, com certeza, já que era tudo o que a distância, ou seu pai, a impediam de fazer. Mas lá, em seus sonhos, não haviam barreiras para nada! Só que quando aocrdava, se via em sua realidade, e aquilo lhe dava um desânimo imenso. Uma saudade incontrolável, como se sua mente soubesse ter sido um sonho, mas seu corpo não. E o corpo acordava ainda buscando o outro que tinha tido nos sonhos.
Queria apagar tudo isso, para assim acordar apenas com boas sensações. Mas não pôde, pois estava preocupada com ele. Logo que acordara acessou a internet para ver se por lá haviam notícias dele. Mandou-lhe uma mensagem, que ele não respodeu, e ela achou estranho. Não no mesmo momento, pois sabia que ele poderia não estar com o celular, mas as seis da noite, ela já estava preocupada sem notícias dele [Será que aconteceu alguma coisa? Será que ele está bem?...].
Mas ele estava bem sim. Isso a aliviou. Disse a ela que não a tinha respondido a mensagem, por não tê-la recebido. Pensou até que ela estivesse chateada [Ela chateada? Que motivo teria?]. Bom, o dia não está um dos mais interessantes, e a única vontade que ela, ainda, tem, é voltar para cama. Dessa vez não pelo sono, pois, este já se foi, mas pela vontade de se esconder de todo o tédio que a ronda, daquela cidade que ela não via a hora de deixar...

sábado, 5 de janeiro de 2008

Ele, Dom um exilado...


[Ilustração: Romanelli-Dom Quixote- Pintura sobre um bloco de madeira]

"Ou asilado, como dizia seu avô"

Ele se identificava com Dom Quixote. Gostava das éstórias de Cavalaria, e era sonhador. Sim, como Dom, ele era um sonhador. E sua imaginação ia longe em quase tudo o que fazia. Talvez isso fizesse dele [provávelmente], uma amante extraordinário. Devoto àquela que para ele fosse sua Dulcinéia [como a amada de Dom], ama com uma loucura saudável que ela adorava. Se era para ele, sua Dulcinéia, isso a fazia extremamente feliz. E ainda que as vezes, não fosse o Dom, mas o "Burrinho de sua alma", ela amava-o mesmo assim. E a toda sua loucura... E a toda sua devoção.

Por Dom Quixote


[Ilustração: Armando Romanelli- Dom Quixote]

"...E então, ele deixou sua boca e decidiu ir para sua exploração...
Então lhe desabotoou a calça e ela permitiu que tirasse...
Sem pressa, a sua calcinha de renda verde!
E com os lábios beijo-lhe o sexo...
E com a lingua mostrou-lhe
Um vasto mundo a ser explorado!
Então, seguiu por seu ventre e umbigo...
E depois de ir e vir muitas vezes
E insistindo também nos seus seios...
Abraçou-a bem forte...
E beijaou-a com todo o desejo que sentia!
Gostava muito de estar em seu abraço...[ambos]"

Pelo Google Talk


Ela:
-Amor...
Usando uma de suas frases
Agora sinto vontade de você
Ele:
-É sério amor?
De verdade?
Ela:
-De verdade...
Ele:
-Se eu estivesse aí, o que você faria comigo?
Ela:
-Quer mesmo saber?
Ele:
-Sim eu quero, eu preciso...
Ela:
-Pois bem...
Eu te beijaria com todo o desejo que te sinto,
Te abraçaria bem forte
E faria tudo o que já falamos aqui
(Eles falavam sobre um dos dias que estiveram juntos. O dia em que compartilharam aquele banho...)
Ele:
-E você acha que só acontece com você?
Eu devoraria sua boca, com a fome que sinto de você
Te abraçaria forte
Te beijaria todo o corpo, com a vontade que sinto de você
Entraria em sí, com o desejo que sinto de você
E faríamos amor
E eu não soltaria sua mão
E não pararia de dizer em seu ouvido que te amo
[como faço quando estou com você]
Pronunciaria seu nome, pois adoro o som que ele tem...
E ficaríamos bem juntos, sem querer desgrudar
Sentindo a respiração, ainda ofegante, um do outro
E talvez, de tanto desejo e urgência de você,
só depois me daria conta de que fizemos amor...
Ela:
-[Suspiro]
Amor, vou acabar sonhando com isso essa noite!
Ele:
-E pode ter certeza que hoje me demorarei muito mais no banho...

Lembrando...



[Ilustração: Tamara de Lempicka- Adam and Eve]

Ela estivera trancada nos últimos dias pois seu pai não a deixava sair. Não o via, e conversava com ele pela internet praticamente todos os dias. E parece que todas as conversas seguiam o mesmo rumo. Talvez pela necessidade que sentiam um pelo outro outro... Mas tudo levava a falar do desejo e vontades que sentiam.

Naquela tarde, finalmente, poderiam se ver. E com a proximidade do dia em que ele viajaria, aquilo era uma necessidade que não podiam evitar. Em uma das conversas que tiveram pelo msn, falaram sobre se darem de presente de Natal. E presente melhor, nenhúm dos dois poderia querer. Ela chegou na casa dele com o habitual sorriso no rosto. Pegara um taxi até lá. Era normal brindá-lo com um sorriso quando o via. Parecia-lhe que seu sorriso saia fácil quando olhava-o. E saia realmente. Era mais feliz quando podiam se encontrar.

Entrou novamente naquele quarto que já conhecia. Ele não era um dos mais organizados que já vira [risos], mas era muito aconchegante. Isso bastava. Ela sentou na cama enquanto ele lhe fazia as milhares de perguntas...[Quer isso? Quer aquilo? Esta com cede? Com fome?]. Ela achava lindo isso. Todo o cuidado que tinha, e a preocupação de saber se estava bem e satisfeita. Então após ouvir dela todas as respostas negativas [que já eram o normal], ele a beijou. Foram se deitando ele sob ela, e fizeram o que sentiam vontade a tanto...

Foi um beijo com certa urgencia, mas com muito carinho e calma. Queria se aproveitar ao máximo. Ele perguntou a ela, se queria que lhe desse de presente naquele dia. Ela riu e disse que poderiam esperar para quando tivessem mais tempo. Mas ele não quis esperar, e levantando-se, e levantam-a da cama, passaram a se beijar de pé [como combinaram que se despiriam].
Ele falou baixinho que ela lhe tirasse a camisa, e ela o fez. Beijou-o a pele desnuda e ajudou-o a tirar a própria blusa. Ela tinha a pele quente. Ele também.

Ele se colocou de costas contra a parede e deixou-a no "comando". Ela não sabia ao certo o que fazer. Não tinha experiência, mas queria aproveitar que ele se dava daquela maneira. Beijou cada centímetro, na boca, na orelha, no pescoço, na barriga... Sentiu-o arrepiar-se. Tirou-lhe o cinto da calça, e ele desabotou o short que usava. Ela a fez o mesmo com sua calça, fazendo-a escorregar pelas pernas dele. Tocou-lhe intimamente, e sentiu que ele lhe tirava o short. Cooperou com ele. Não falavam nada, até porque não precisavam das palavras.

Vestindos apenas das peças íntimas vontaram para cama num rítimo uniforme que descobriram existir entre eles. Se entendiam sem manual. Tocaram-se intimamente e beijaram-se com toda urgência, desejo e necessidade um do outro. Aproveitavam ao máximo pois poderia ser a última vez. No caso deles, sempre têm-se essa impressão. No dia seguinte, talvez, não possam mais se ver...

Ah, cada lembrança floreia a mente dela, fazendo-a, as vezes, perder o sono, ou sonhar com estar nos braços dele. É extremamente torturante a distância!

Um começo turbulento



Ele não estava bem. Estava claro, para ela, nas palavras que ele usava quando conversavam pelo msn. Era o primeiro dia do ano, e ele não achou justo envolvê-la com essas estórias, mesmo que [como disse], sua vontade fosse pegar um avião e voltar para ela, e deitar em seu colo, e se sentir protegido. E com certeza estaria. Ela não insistiu em saber o que havia acontecido, pois sentia que ele não queria falar. Mas ele dizia que estava bem, e ela precisava muito ter certeza disso para ficar tranquila. Por isso perguntava tantas vezes se ele estava bem...

Hoje, ele lhe contou o acontecido. Acessou a internet pelo computador de alguma empresa para poder falar com ela, e lhe explicar tudo o que havia colocado no mini-blog que tinha, e que provávelmente não ficaria completamente claro para ela. Teria o apoio que precisava mesmo que não dissesse nada, pois para ela não eram necessárias as palavras. Se não quisesse falar, ela simplesmente e abraçaria, e diria que tudo ficaria bem. Se não dizia, ela simplesmente o lembrava que estava com ele, e que o amava. Apenas isso, e se não resolve [e não resolve], pelo menos ajuda um pouco.

Ele lhe disse que havia brigado com a mãe de seu filho. Sim, ela achava que ele estava colocando a criança contra ela, tudo porque ele não quis acompalha-la para ficar com o pai. Era mais do que normal que o menino de apenas oito anos, agisse dessa maneira. Ele estava longe do pai a tanto tempo, que tudo o que deveria querer, era aproveitá-lo ao máximo. E uma relação entre pai e filho era tão bonita... Mas ela sentia ciúmes, e achava que não era justo.

Fez mal a ele, tudo o que lhe disse na frente do menino que a única reação que teve foi abaixar a cabeça. Ele sabia o quanto aquilo afetava a criança, por isso ficou tão mal. Pensava em deixar a cidade, mas ela disse a ele que não era justo com o filho. Queria se meter o mínimo, pois sabia que naquele estória, ela não tinha direito de opinar, mas sabia que deveria aproveitar o tempo qye tinha com o garoto, e não deixar a cidade, e ficar mais tempo longe dele. Ele [o filho] merecia esse tempo com o pai. Ainda assim, ele explicou que a situação estava complicada. A mãe não falava com o pai, e o menino se afetava com isso. Que pai quer isso para o filho?

Ele, com certeza, estava em uma situação complicada. Ela sabia, e ouvia com carinho, e oferecia seu apoio. Mas também não queria falar muito, com medo de ficar contra a mãe do filho dele [por no fundo sentir algum ciúme, por ela está lá próxima a ele, e ter que estar sempre presente], ou deixá-lo mais chateado com ela, e com a situação. Só bastava ele saber que ela estava com ele, e estaria sempre que ele precisasse. Com os braços abertos, e pronta para abrigá-lo nos braços, e dar-lhe todo o apoio e compreensão que precisasse. E isso, ela tinha certeza que ele sabia.

Não dirá

As amigas dela perguntavam sobre eles. Ela ia para a casa dele... Como não rolava nada? Mas ela simplesmente respondia que não tinha rolado, e pronto! Achava aquilo uma coisa muito pessoal, íntima, deles dois. Coisas que só eram reveladas aqui, onde não conheciam sua identidade, nem a dele. Fora isso, ficava entre eles, apenas. Não contaria o que faziam ou não, quando estávam a sós na casa dele. De que isso importava? Estava muito bem e feliz. Ele lhe fazia bem, e era o que importava. Não interessava o resto. Não iria sair contando detalhes de nada. Era só deles, o que faziam juntos. E só entre eles ficaria [é claro que tirando os leitores desse blog. Mas esses desconhecem as pessoas envolvidas...]
Qualquer semelhança com casos reais, é mera coincidência [risos].

Novas descobertas


Estava lembrando deles dois... De um dos dias em que estiveram juntos. E a distância aumentava tanto aquela saudade. Aquela vontade. E as lembranças só serviam para tornar tudo ainda mais torturante...
Entrou naquele quarto mais uma vez, e o que a esperava naquela tarde, com certeza a surpreenderia e a inundaria de novas emoções e sensações que estava começando a descobrir. Ficaram os dois alí, deitados na cama de casal, ouvindo um bom dvd, juntos e abraçados. Beijos mais quentes e apaixonados começaram a ser trocados. Ela sentia um certo calor que lhe percorria todo o corpo, fazendo-a arrepiar-se ou inflamar-se de maneira que a agradava.
Ele pediu que ela lhe tirasse a camisa, e desabotou seu sutiã por baixo da blusa dela. Ela o despiu da camisa que tinha o cheiro forte de seu perfume que ela tanto gostava. Ele fez o mesmo em seguida beijando seus seios e cobrindo-os com as mãos. Beijou-lhe com toda a paixão que sentiam, passeando as mãos por seu corpo e dançando com ela num rítimo que parecia ter nascido com ambos. Pareciam ter encaixe perfeito! Ainda com a boca quente, ele desceu pelo pescoço dela alcançando-lhe os seis e beijou-os de leve. Desceu por sua barriga e depois para o umbigo. Desabotoou a calça que ela usava e sem encontrar resistência, despiu-a.
Passeou as mãos por sua perna e seguiu de volta para seus lábios, despindo a própria calça com a ajuda dela. Continuaram no mesmo rítimo entre o contato de seus sexos e da pele exposta. Ele percorreu novemente o caminho por sua barriga e umbigo até chegar à calcinha verde de renda que ela usava. Ele achou-a linda. Tirou de forma lenta enquanto olhava nos olhos dela, e depois beijou-lhe intimamente.
Ficou alí, fazendo movimentos com a lingua que a faziam sentir sensações estranhas, mais ao mesmo tempo muito gostosas. Sentiu um prazer que foi aumentando, até que pareceu chegar ao auge, fazendo-a sentir uma coisa insúportável! Sentia-se leve, e com os músculos relaxados. Ele saiu de lá, fazendo o mesmo caminho de volta até seus lábios. Ela ficou sobre ele e tocou-lhe o sexo, fazendo alguns movimentos com as mãos. Ele despiu-se da sunga que usava. Continuou com as carícias e beijos e se entregaram pouco a pouco às sensações que sentiam.
Ele deixou-a fazer como desejava, deixando-se livre para qualquer uma de suas vontades... Ela beijou-lhe os lábios, o pescoço, a orelha, o peito, a barriga. Segurou-lhe o sexo com as mãos novamente e fez alguns movimentos com ele... Lambeu o vão entre suas costas, enquanto abraçava-o por traz e acariciava a barriga, o peito e o sexo. Ela estava muito exitada e adorava sentir as reações dele a cada carícia. Queria-o.
Ele virou-a de costas e fez como ela deixando-a com os musculos relaxados e corpo mole. Era um dos seus locais mais sensíveis, e ele parecia conhecer todos. O pescoço se tocado de leve... A orelha que a fazia arrepiar sempre que sentia sua respiração próxima. A nuca, o vão entre as costas... Os seios, o umbigo... A parte interna das coxas... O seu sexo. Ele percorria todos os caminho e sabia como fazer, e como deixá-la inflamada!
No fim, compartilharam um banho que depois não saíu da memória de ambos. Nús, debaixo da água fria [incapaz de abaixar todo o desejo], se tocaram, sentindo as mãos escorregarem pelos corpos, lisos pelo sabonete, e espuma. Ela se lembra do olhar dele, e da pele arrepiada com seu toque. Lembra-se do cheiro do sabonete e do sabor do beijo entre a água do chuveiro. Ela se lembra da admiração dele enquanto a olhava vestir a roupa... Lembra-se do cheiro de perfume que ficou grudado em seu corpo.
Tarde mágica aquela, com certeza ficará guardada...

Erguendo-se juntos

O ano de 2007 não começou muito bem para ela, nem para ele. Apesar da novidade de ingressar na faculdade, e iniciar uma nova e importante etapa em sua vida, ela trazia no olhar uma certa tristeza, que provávelmente vinha de algum amor mal resolvido. Ele havia deixado alguém em sua cidade, e aqui sozinho, sofria com a distância, e depois com o fim desse ralacionamento.

Ela porém, logo nos primeiros meses... Acho que em março de 2007, reatou o namoro com a pessoa por quem se considerava perdidamente apaixonada. E até que era. Mas só depois percebeu o quanto havia sido boba naquele relacionamento, e como era idiota por voltar para ele depois de ter passado os piores Natal e Ano Novo da vida. Sim por conta da desonestidade, do desinteresse dele... Mas quando voltou a sí, resolveu dar um basta naquela situação. Acreditou realmente que poderia ser diferente, mas estando com ele novemente, percebia o quanto ele continuava o mesmo. E ela não tinha mais interesse de continuar com aquele joguinho que nem mesmo sabia jogar.

Ele havia tentado continuar a relação mesmo vindo para essa cidade. Iria passar apenas uns meses... Só que ela não pôde esperar, e terminou tudo. Ele ficou aqui, longe de casa, longe dos seus... Decidiu renovar o contrato, e ficou aqui. Coração quebrado, ainda juntando os cacos [os dele, como ele disse a ela]. Parece que a vida colocou-os no mesmo barco, daqueles que foram infelizes em algum relacionamente recente... Ela tinha terminado com o ex, mas ainda sentia que não era o que queria, apesar de saber que era o certo a fazer. Ele sofria com a intolerância... Ambos com sentimentos recentes, que se encontraram.

Foi como se tivessem enviado os dois, para se ajudarem. Um anjo, uma fada... E ela nem percebeu quando, mas já não sentia as dores daquele relacionamento, e sentia-se cicatrizada. Sentia aquele brilho e aquela euforia no coração que de início não percebeu. Ele dizia que ela lhe fazia bem. E talvez fizesse. Para ela, ele se abriu, e com o tempo, pôde deixar para trás tanta coisa que ainda estavam dentro dele... E quando ambos imaginavam que não poderiam se erguer, deram-se as mãos e se ajudaram a levantar, caminhando juntos mais tarde.

Pela primeira vez se olharam, mas se viram?


Ela estava ansiosa por conhecer os laboratórios da faculdade. O professor de Teoria da Comunicação, havia prometido levá-los para uma visita aos laboratórios de Rádio, Tv e Fotografia. Era ainda o primeiro semestre para a turma, e ainda não teriam aulas práticas, mas estavam todos muito interessados na visita. A encantava qualquer um dos laboratórios. Adorava aquele curso que escolhera, e apesar da teoria que enfrentava naquele semestre, nada a desanimava.
Amava, particurlamente, a fotografia. Era louca por ver as cenas que ficavam gravadas nas fotos, que mais pareciam ter vida [as bem tiradas]. E amava fotografar. Então chegou a vez de conhecer aquele espaço destinados às fotografias, e que a encantava de maneira impressionante. Tinha visto alguns laboratórios na televisão, mas nunca estivera pessoalmente em um. Estava enfeitiçada. Sua mente trabalhava com sua imaginação fértil. Talvez imaginando-se alí futuramente, quando enfim, começarem a trabalhar a prática.
Lá havia um professor responsável. Parecia bem simpático, e provávelmente seria seu professor futuramente... Talvez no terceiro, ou quarto semestre. Ela ouvia o que ele dizia, mas não prestava atenção na pessoa que falava. Estava bem mais interessada em olhar em volta e se perder nos detalhes da sala. Ele provávelmente não a notou em meio a tantas alunas. Alí, naquela ocasião, nenhúm dos dois seria capaz de prever o que lhes aconteceria.

Início de ano


Ele estava longe. Viajara para passar seu Natal e Ano Novo com a família. Pensara em passar o Natal na cidade dela, mas ela pediu que não o fizesse. Não poderia sair, nem vê-lo. Ambos sabiam das suas dificuldades. Ela não passava de uma menina. Ele um homem que tinha o dobro de sua atual idade. Sim, ela com apenas dezessete, ele com vinte e quatro. Ela uma menina com um pai incrívelmente antiquadro e rígido, ele um homem livre e independente.
Ele estava longe de casa e sozinho. Tinha um filho, e era professor da faculdade, onde por ironia, ela estudava. Sim, conheceram-se lá. E aquela química foi surgindo, e pouco a pouco o sentimento entre eles. Tudo o que poderia atrapalhar. Mas parecia que esses obstáculos não eram nada, pois deixaram a razão de lado, e foram se deixando levar, até se verem completamente tomados pela paixão e o carinho que tinham um pelo outro.
Ele ligou para ela as cinco da manhã, para desejar-lhe um feliz Ano Novo, e a deixou pensando neles. Conseguiu voltar a dormir, mas quando acordou as lembranças vieram outra vez provocar-lhes as reações que não queria sentir. E desejou tê-lo por perto. Sentir seu calor, seu gosto, seu cheiro. Se deixar nos braços quentes dele, e se deixar levar como já fizera muitas vezes. Sentir o beijo que começava suave e doce, e depois ficava tão feroz e ardente que a fazia perder o fôlego. Sentia muita vontade dele. E foi a primeira coisa que fez, no primeiro dia do ano. Lembrar e desejar...