sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Despedida 2
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Todo Mundo Se Machuca
Composição: Michael Stipe
Quando seu dia é longo
E a noite
A noite é solitariamente sua
Quando você está certo de que já teve o suficiente dessa vida
Bem, segura ai
Não se deixe ir
Porque todo mundo chora...
E todo mundo se machuca...
Às vezes
Às vezes algo está errado
Agora é hora de cantar
Quando seu dia é uma noite
Aguenta firme, aguenta firme
Se você se sentir deixando pra lá
Aguenta firme
Se você pensa que já teve demais dessa vida
Bem, segura ai
Porque todo mundo machuca
Tenha conforto em seus amigos
Todo mundo se machuca
Não solte sua mão
Oh, não
Não solte sua mão
Se você se sentir como se estivesse sozinho
Não, não, não, você não está sozinho
Se você está sozinho... nesta vida
E os dias e as noites estão longos
Quando você pensa que já teve demais
Desta vida
Segura ai
Bem todo mundo machuca
Às vezes todo mundo chora
E todo mundo se machuca
Às vezes
E todo mundo se machuca
Às vezes
Então aguente firme, aguente firme
Aguente firme,
(Todo mundo machuca)
(Você não está sozinho)
[Amor, essa música nesse momento não significa nada ruim - antes que você pense que ela refere-se à nós. Ela me lembra os momentos bons que passamos juntos, abraçados e nos amando, enquanto ouvíamos seu DVD de "The Corrs". Eu me apaixonei pela música, apesar da letra triste, e vez por outra me pego cantarolando sua melodia]
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Maldita televisão
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
"Bissexualidade é modernidade"
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
As férias se aproximam
Ele lembrou e ela finalmente tomou consciência de que as férias de final de ano estavam chegando. Não que ela não almejasse por um longo período de descanso para ler, pensar e fazer o que quiser. Aliás, ele também estava precisando de um time no trabalho e de um bom período com seu filho. Em geral, ela adorava e esperava ansiosamente as férias, o natal, o ano novo, a viagem, mas desde que o conheceu a realidade passou a ser outra.
Dois meses, repetiu ela em sua cabeça assim que ele falou. Passariam dois meses afastados por conta das viagens e das férias da faculdade. Ele viajaria no final de novembro, ela no início de janeiro, e o encontro... Ah, esse só em fevereiro. Lembrando-se da separação do ano passado para este, ela se perguntou como faria para suportar as saudades agora que tinham uma ligação muito mais forte, e uma dependência muito maior que ela podia imaginar que teria um dia.
Ele estava com uma sensação ruim. Além do ciúme – que ele nega até o fim que sente, apesar de se contradizer e afirmar o mesmo diversas vezes – algo o estava incomodando e estava relacionado à separação eminente. Faltava pouco, muito pouco. E ela já sentia por antecedência a falta que a ausência dele causaria. E se perdessem o contato, como ele achava que deveria ser? Como agüentaria dois meses sem ouvir sua voz, saber se está bem ou não...? Ele só podia estar de brincadeira. “Você vai me esquecer nesse período”, disse ele. Tolo, ela pensou. Como se pudesse. Nem quando ainda estavam se conhecendo foi capaz de esquecer, agora que tinha até a alma entregue a ele como poderia?
Insegurança. Ela sabia muito bem qual era aquela terrível sensação. Sabia das milhões de bobagens que se pensa, imagina e fala quando se sente essa terrível praga. Ciúmes e insegurança são os maléficos efeitos colaterais dos que bebem na fonte dos apaixonados. Inevitável, mas controlável. A verdade é que não o culpava por sua insegurança, até porque tinha as suas também [e para evitar quaisquer dores de cabeça futuras, não iria facilitar com uma “solução” que ele inventou, e sobre a qual não comentarei aqui].
No mais, para que não haja dúvidas:
Dulcineia sentirá muita falta sim. Irá perder-se em lembranças e ele sabe disso. Não apenas a falta da companhia, do perfume, da voz, da presença, do olhar..., mas também do corpo, do calor que o contato das peles gera... Do sexo que fazem.
Dois meses não são os suficientes para fazer com que ele não invada seus pensamentos e furtivamente adentre em seus sonhos a noite. Talvez nem mesmo uma vida inteira, ou mais...
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Corte de cabelo

Considerações
[Na foto um daqueles desejos mais profundos para com certas pessoas]segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Que se dane o mundo
Disseram coisas estúpidas um ao outro. Acusações infantis e desnecessárias. Coisas no calor das emoções, e – como ele disse – que falavam apenas quando brigavam. Coisas ridículas de serem ditas para alguém a quem se ama...
Ela saiu ainda chateada com o que disse, ouviu e como aquilo acabou. Decidiu tomar um banho frio, pois precisava esfriar a cabeça, ou não poderia dormir. Inocente ao pensar que um banho frio resolveria seu problema de sono naquele momento. Não poderia dormir simplesmente, pois, seu coração estava cortado por mágoa e por remorso de ter dito certas coisas.
O choro foi inevitável. Deitou na cama e ficou ali até que para sua surpresa ouviu seu telefone celular tocar uma música já bem conhecida. Pensou no que viria dali. Não queria mais ouvir e dizer desaforos desnecessários. Não queria mais brigar. O que já haviam dito era o suficiente para acabar com sua noite e provavelmente sua semana. Mas deixar de atender não faria... Talvez depois de esfriar um pouco a cabeça e deixar o calor das emoções um pouco no travesseiro com o choro, fosse capaz de conversar civilizadamente, e dizer que não queria mais briga.
Ficou surpresa quando atendeu. Ele queria paz. Assim como ela, não ficou legal com a situação e com as coisas que disse, e escutou. Queria pedir desculpas... Queria que ficassem bem. Não poderia dormir se não fosse assim. Disse que sentiu o coração se cortar em pensar nas coisas que dissera. E ela sabia muito bem com ele se sentia, pois passava pelo mesmo. Naquela tormenta não haveria como ficarem bem... Como ter uma “boa noite” – como ela desejara ao sair -, e como “passar bem” – como ele disse?
Não estava certo com o que sentiam tratarem-se daquela maneira. Não estava lógico. Eles amavam-se e aquelas acusações eram extremamente ofensivas... Amavam-se e estavam fragilizados por tantas interferências externas. Precisavam unir forças, e não atacarem-se entre si. Precisavam ser fortes juntos. Precisavam ser paz juntos. Porto seguro um para o outro e não tormenta. Precisavam se amar apenas. E serem coerentes com o amor que compartilhavam... E ficou combinado assim.
Ela agradeceu a ligação. Precisava daquilo para poder dormir. Pediram perdão, perdoaram-se, e prometeram: Seriam fortes juntos. Fortes um para o outro.
Dane-se o resto do mundo.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Confusão
terça-feira, 21 de outubro de 2008
"Confissões"
Assumia que apenas pensar já acendia nela os "extintos mais sacanas", como ele gostava de dizer. Adorava sentir ele nas mãos e em outros lugares [talvez seja impróprio demais comentar], e fazê-lo crescer com a excitação. Ficava, como ele mesmo disse no blog, "grande, grosso e duro". Extremamente desejável... Incrivelmente lindo!
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Antes
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Ou melhor, um pequeno cavaleiro,
Um misto de Dom e Pequeno Príncipe...
"Um Quixote, um sonhador"
Um homem com alma de menino,
Coragem e delírio... Sonho, fantasia,
Verdade!
Uma única e complicada vedade:
Na vida, sonho e realidade se confundem...
Se completam.
E se precisam
[Como donzelas indefesas e heróis...]
Como Dom e Dulcineia.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Menino Quixote
E oferecia a mão para me fazer subir por umas pedras até chegar ao topo
Para, lá de cima, ver o mar imenso e lindo
E me sorri novamente, agora satisfeito.
Um sonoro riso de criança.
Me deu uma infinita paz aquele momento
E eu ri também e passei as mãos por seus cabelos
-Aqui no alto não é perigoso para uma criança?
-"Não sou uma criança!
Sou um cavaleiro e não tenho medo de nada!
Já lutei contra dragões e subi em penhascos muito mais altos que essas pedras"
Balançava nas mãos uma pequena vareta de madeira
Uma lasca de árvore que improvisara
Fazendo sua poderosa espada.
Como com sua incrível capa que balançava ao vento
[Um lençol branco
Amarrado nos ombros]
-"Se vc stiver com medo não precisa ter mais,
que eu não vou te deixar cair"
Me veio cuidar, como um menino...
Um menino não... Um cavaleiro!
Com sua fantasia no olhar
Me guiando com uma autonomia
Como se pudesse proteger o mundo
Com seu 1 metro de altura.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
O HOMEM da minha vida
Meu menino...
Quero estar com você

E sentir que não valeu
Quando o céu perder a cor
Eu quero estar lá...
Quando o sol não quer brilhar
E a chuva insiste em cair
Por onde a vida te levar
Quero sempre estar onde você precisar
Quero ser seu porto e seu cais
O seu amor e muito mais
Ohh baby, baby
É assim
Você foi feito pra mim.
Não importa hora ou lugar
Vou aonde o coração mandar
Dou a volta ao mundo pra te ver,
Eu só quero estar com você.
Eu quero estar lá...
Quando nada vai tão bem
Você pensa em desistir
Quando ninguém te entender
Eu quero chegar,
levando a sorte pra te dar
Quero ser seu porto e seu cais
O seu amor e muito mais
Ohh baby, baby
É assim
Você foi feito pra mim.
Não importa hora ou lugar
Vou aonde o coração mandar
Dou a volta ao mundo pra te ver,
Eu só quero estar com você.
Nada vai vencer
O sonho em você
O amor em mim
Vem comigo até o fim!
Quero ser seu porto e seu cais
O seu amor e muito mais
Ohh baby, baby
É assim
Você foi feito pra mim.
Não importa hora ou lugar
Vou aonde o coração mandar
Dou a volta ao mundo pra te ver,
Eu só quero estar com você.
Eu quero estar lá...
Por onde a vida te levar
Eu... quero estar lá.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Tão lindo...

Já vai completar um ano... [Minha nossa!]
Ele vestia a mesma camisa. Usava o mesmo perfume. Caminhavam lado ao lado despretenciosamente, como dois bons amigos. A noite estava quente como era normal naquela época. Talvez fosse até o mesmo dia de antes - mas no ano seguinte. Pensou e se surpreendeu: Já faz um ano! Em 2007, naquele mesmo dia e mesmo mês, estavam caminhando juntos indo ou vindo após tomarem sorvete juntos.
Simples prazer da companhia, e os pequenos momentos de conquista. Conversas banais, interesses guardados. Ela sorriu e lembrou do intinerário. Lembrou do cuidado com que falavam um com o outro. Cuidado para não revelar, ou vontade de dar a entender algo que não se tinha coragem para falar.
Um ano... Um ano! Como pode o tempo passar tão rápido, pensou Dulcineia. Conhecia-o aproximadamente a um ano e meio, e completaria um ano desde que decidiram ficar juntos. Se fosse uma paixão, estava em tempo de se terminar, e se fosse mais que isso estavam realmente perdidos. Dizem que uma paixão dura entre seis meses e um ano. Um amor, entre um e dois anos ou mais... E um verdadeiro amor, muda sua vida para sempre. Dura para sempre.
Se duraria para sempre - pois "sempre" é ilusão - ela não saberia dizer. A certeza que tinha era da mudança em sua vida. Era do aprendizado. Era das coisas maravilhosas que aprendeu e viveu, e viverá até que o sempre dessa história chegue ao final. Ela sentiu uma ternura naquele momento. Sentiu que apesar de tudo que já tinham vivido, aquele sentimento continuava o mesmo. Caminhar ao lado dele ainda tinha a mesma magia...
"Precisamos reconquistar isso novamente", disse Dom. E Dulcineia concordava. Eram estágios que iam ultrapassando e deixando algumas coisas de lado. Uma ligação para dizer boa noite... Um email com bobagens e palavras de carinho... Uma mensagem dizendo "eu te amo". Um passeio a noite para tomar um sorvete e aproveitar um ao outro. Coisas assim... Coisas pequenas que não deveriam ser deixadas para trás e que tinham suas peculiaridades. Coisas que ela lembrava com um sorriso terno no rosto.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
"Eu não sou o seu sonho"?

sábado, 4 de outubro de 2008
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Parece o ponto em que nossos caminhos precisam se separar...
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Difícil espera
terça-feira, 23 de setembro de 2008
O casal do apt. ao lado

Ontem, após a tormenta da noite anterior o interior estava silencioso. A TV numa altura quase inaudível estava ligada para as paredes já que a sala estava vazia. Quase cinco da tarde e talvez ela estivesse só em casa. Não havia vozes, apenas o som do chuveiro ligado. Como sempre fazia, Dulcineia passou rapidamente olhando discretamente para dentro do apartamento e seguiu ao encontro de seu cavaleiro dos moinhos de vento.
Na noite de sábado Dom ficara tentado a interferir na briga que pôde ouvir de seu recinto. Pela altura dos gritos, era praticamente como estar participando da discussão. Tinha um tom violento e aquilo estava incomodando nosso herói, porém os tempos eram outros. Não podia simplesmente invadir o lugar e lutar contra o vilão que maltratava uma donzela indefesa.
Pelo que ouvira – o grito que ela deu e o barulho que o antecipou – ele a tinha batido. “Não quero ouvir tua voz até amanhã”, Dom pôde escutá-lo dizer a ela. Seguiu-se um profundo silêncio. Findada a briga a ausência de som denotava não o entendimento e sim o medo. Medo da parte dela. Talvez de apanhar mais uma vez... Dom procurou por Dulcineia e contou o ocorrido. Estava imensamente incomodado e entristecido.
Era normal participar sem querer do cotidiano daquele casal. A porta sempre aberta o revelava com a barriga arredondada e pela branca – avermelhada com o calor – assistindo TV deitado no sofá e ela cozinhando, arrumando e servindo-o. Algo realmente ridículo de se ver. Uma posição machista e patriarcal do homem. O chefe inútil da família que “põe o dinheiro dentro de casa” e que quando esta nela não pode mover um dedo sequer, sendo servido pela esposa obediente.
Do apartamento de Dom, ouvem-se as brigas, as conversas mais altas, o sexo... Aproximadamente as 12 hrs da manhã com duração de 10 a 15 minutos. Era assim que acontecia o sexo entre eles. A caba batendo contra a parede e fazendo um barulho enorme, denota a forma um tanto brusca de transar deles dois. Às vezes o período curto de sexo é findo com um gritinho abafado dela. Talvez gozo... Talvez dor. Vai saber!
Ela, algumas vezes, passeia pela sala e cozinha com roupa de dormir ou peças intinas. Ele mais preocupado com o jogo ou qualquer outro programa que passa na TV a cabo parece não se importar com a porta aberta. Sábado, porém, por qualquer que tenha sido o motivo, ele reagiu e mostrou o quão estúpido era. Dom e Dulcineia sentiam nojo. Nojo da situação, nojo dele.
Na manhã seguinte – domingo – não houve gritos de briga, contou Dom. Ouviu apenas dois gritos dela provocados, quem sabe, por alguma judiação dele. Dom ficou tentado a oferecer ajuda ao passar enfrente ao apartamento visinho e vê-la com as maças do rosto inchadas e olhar envergonhado. Para não envergonha-la ainda mais, e sem coragem, Dom seguiu e decidiu que tomaria alguma atitude caso aquilo voltasse a acontecer. Chamar o síndico, talvez. Qualquer um que pudesse ajudá-lo a interferir naquela estupidez daquele homem que nem assim pode ser chamado ao bater numa mulher.
Infelizmente ela não é a única, pensou Dulcineia. E assim como ela, muitas outras apanham caladas sem coragem para denunciar esses monstros infelizes que merecem apodrecer na cadeia.
sábado, 20 de setembro de 2008
A boa ação da semana
No fim, em mais uma luta de aperto e calor - oito pessoas no carro dessa vez - , seguimos para tomar o famigerado "Picolé de Barreirinhas". O sabor faz jus a fama de melhor. Algo bom para agradar o paladar. E estava findado a aventura, mas não para "nós dois". Deixaram-nos enfrente ao apartamento dele e entramos. Eu tinha que ir para a casa, mas a vontade de ficar um pouco a sós com ele, era maior que a necessidade de ir.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
"Duvido que não fique excitada com o fato de que hoje me toco, pensando em você"...

domingo, 7 de setembro de 2008
O amor na tarde de sábado

sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Orgasmo silente
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Declarações
Dulcineia sorriu emocionada com as palavras de seu amor, contente por ouvir aquilo.
-Minha nossa, isso parece muito! Brincou ela. - E eu te amo, lindo.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Teimoso "Burrinho da minha alma"
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Grata surpresa
A resposta uma boa surpresa:
-Meu amor, eu te amo. disse ele - Só isso que queria que soubesse e mais nada!
domingo, 31 de agosto de 2008
A mulher de gêlo

Amor sem gosto de latex

O que toca?
Um elogio.
Um sorriso.
Uma música.
Um momento eterno.
Uma paixão de cinema.
Uma história, uma trilha.
Nenhum roteiro.
sábado, 30 de agosto de 2008
Quando você voltar

Keep Holding On

[Composição: Avril Lavigne]
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Cochilo
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
O bebê dos olhos de céu

Levou-a para dentro de casa e trocou a manta por uma coberta mais quente e macia. O dia estava frio. Não havia marcas na menina – agora já sabia qual o sexo do bebê – nem vestígio algum de maltrato. Abandonaram-na a sua porta e esse fato já fazia com que ela imaginasse que eram as piores pessoas do mundo. Esperava que a tivessem maltratado ou que estivesse suja e doente, mas parecia bem. E era a criança mais linda que Dulcineia já vira, precisava admitir.
Ligou para Dom e contou-lhe o ocorrido. Esperaria que ele chegasse para que a ajudasse a decidir o que fazer com ela. O choro recomeçou e a inexperiência fez com que Dulcineia se desesperasse. Estava com um bebê de, provavelmente, quatro ou cinco meses de idade e não sabia o que fazer. Ligou para a mãe e pediu auxílio. A resposta foi esperada por ela: Ou era fome, ou precisava ser trocada ou sentia algum tipo de dor.
Colocou-a nos braços, e como se fosse filha dela mesma, foi a um super-mercado para comprar algumas coisas básicas. Deparou-se com uma variedade de tipos, tamanhos e marcas para leites, mamadeiras e fraldas. Com ajuda de uma vendedora escolheu o que precisava e voltou para casa. Ter tido uma irmã mais nova, facilitou a preparação da mamadeira e colocação da fralda descartável na menina.
Foi sentada no sofá da sala de estar, dando a mamadeira para o anjo de cabelos dourados e olhos de céu, que Dom encontrou Dulcineia. Ela lhe sorriu como se aquilo fosse algo corriqueiro e percebeu a preocupação e inquietação de dele com a situação.
-Você já avisou que essa criança foi deixada aqui? Perguntou ele.
-Liguei para você e para minha mãe, que deve estar chegando, e comprei fraldas, leite e a mamadeira para esse anjinho...
-Você já ligou para a polícia, meu bem? Insistiu ele.
Dulcineia fingiu não ouvir a pergunta e olhou para a criança que havia terminado de beber o leite. Estava faminta, constatou ela. Encheu-se de ternura ao ver o sorriso estampado no rosto da menina e chamou Dom para ver.
Foi quando a mãe de Dulcineia entrou e perguntou se a criança ainda estava lá. Dom começou a conversar com ela, mas Dulcineia distraia-se com o bebê. Estava apaixonada. Apegara-se a ela em pouquíssimo tempo, e Dom não estava gostando daquilo. Disse que precisavam deixá-la na delegacia para que eles a encaminhassem para o juizado. Além disso, alguém cometeu um crime de abandono e não sabiam nada sobre aquela menina. Aquilo poderia tornar-se um problema para eles.
Dulcineia por sua vez, deslumbrada pela inocência e beleza da criança, queria protegê-la dos que a abandonaram, e da frieza dos que pertenciam ao juizado de menores. Sem contar que uma delegacia não era ambiente para um bebê. Quis que ela ficasse ao menos por uma noite. Olhava para indefesa criança e percebia que podia amá-la. Quem diria, ela que não queria um bebê? Sim, as mulheres nasceram para ser mãe, mas como disse Dom, se era assim que fizessem um filho deles dois então. Mas com a menina, não podiam ficar.
Contra a vontade de Dulcineia seguiram para a delegacia, e lá fizeram a queixa e o relato de como encontraram a criança. Dulcineia, como se fosse ela própria a mãe daquele ser, não quis deixá-la até que o juizado chegasse para levá-la. E por mais inacreditável que fosse para ela, era como se tirassem alguém muito importante de sua vida. Dom abraçou-a e explicou que aquilo era necessário. E Dulcineia sabia do absurdo que era querer ficar com a menininha encantadora, mas não conseguia evitar a ternura que ela lhe fazia sentir.
Mãe... O que é ser mãe? Será necessário gerar realmente? Poderia amá-la mesmo que não tenha saído de dentro de si, e ela sabia disso. E Dom, achava que se fosse para ter alguma criança, que fossem deles próprios. Com os traços de ambos, com os genes de cada um. E assim pensava ainda, quando Dulcineia lhe falou do sonho e da menina que nele encontrara. Melhor não falar mais disso, preferiu Dom. Essas coisas atraem...
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
O que o tempo não tira

Ele, por sua vez, tinha uma voz altiva. De onde eu estava ouvia perfeitamente falar de sua saúde e dos problemas que lhe dera nos últimos meses. A protuberância debaixo da camisa azul escuro que usava, deixava claro que tinha se recuperado bem desde sua saída do hospital a um mês atrás. Vez por outra, tocava as mãos da esposa ou sorria amavelmente quando falava do tempo em que ficaram separados.
Sua aparência revelava a diferença de idade entre eles, ou o resultado dos problemas de saúde. O rosto repleto de rugas e cabelos grisalhos fazia-no aparentar uns sessenta anos. Era mais baixo que ela e tinha a mesma simpatia no sorriso. Gesticulação constante e a voz forte demonstravam uma menor inibição do que ela. Talvez isso fizesse deles um “casal perfeito”.
Despediram-se da minha mãe – conversavam com ela – que passou rapidamente por mim [estava atrasada, como sempre]. Fiquei ainda observando o casal que me chamou a atenção. Não por suas aparências ou histórias de vida. O que realmente prendeu minha atenção a eles foi o carinho com que se tratavam. Aliás, desde a última vez que os vi, acho que a uns três anos atrás, havia atentado àquilo.
Existem aqueles que não acreditam no carinho e romantismo após muitos anos de casamento. Na verdade, não me excluo dos que compartilham essa opinião. Mas para contrariam meu ceticismo, existem casais como eles dois que se amam igualmente ou ainda mais com o passar dos anos.
Outro valor que imaginei praticamente inexistente é o cavalheirismo. Dificilmente vejo isso em casais de jovens namorados, quanto mais em companheiros de longa data. Talvez a referência que tenha em casa [meus pais] me fizeram pensar dessa maneira. Mas aquele casal... Ah, eles são como gostaria de ser um dia.
Antes de ir ela ajeitou a gola da camisa do marido. Sorri ao perceber a semelhança comigo mesma, ao fazer aquilo. Ele a tomou pela mão, e a levou em direção ao carro. Abriu a porta e esperou que ela se acomodasse antes de fechá-la. Rodeou o Astra preto e deu a partida no carro. Fiquei surpresa com o ato de atenção e cavalheirismo. Tantos anos juntos e agiam como se ainda fossem namorados...
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Eu te amo de madrugada

segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Descontrole

Ela rí e se pergunta quem fez quem perder o controle. Recorda a maneira como ele a pegou e como assemelhava-se a uma bonequinha de pano, tamanho o descontrole sob seu próprio corpo. As ordens que seu cérebro enviava, eram ignoradas por seus ossos e músculos. E jogada no colchão sem forças e reações, ela via o rosto dele divertido e sorrindo com sua situação.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
"O verdadeiro nome do amor é cativeiro."

Atrasada
domingo, 17 de agosto de 2008
Dois Rios
O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão
O sol se põe se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão
Eu vi também
Só pra poder entender
Na voz a vida ouvi dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
E o meu lugar é esse
Ao lado seu, meu corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios Sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
E o meu lugar é esse
Ao lado seu, no corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações
Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
Eu nunca estive tão apaixonada

Se Quiser

sábado, 16 de agosto de 2008
E o coração entende?
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Inconformável
"Oh Deus, tira esse sentimento de mim", diz ele em imitação a alguém que disse aquela frase. Foi o que pediu naquele "longo" final de semana. Agora entendia o que a frase queria dizer. E na verdade não gostava.
Ela tinha passado o final de semana fora. Obrigada, foi com os pais a um Hotel Fazenda, onde a comunicação pelo celular era quase impossível. Sem dúvida ela preferiria ter ficado com ele. Foi nisso que pensou nos dois dias em que estivera longe. O sentimento que tinha era de que as horas não passavam e estava a um continente de distância dele. A verdade, porém, era que o hotel ficara a 30km de distância apenas, e mesmo tão "perto" o intinerário foi simples: Filmes, Ele, sono, Ele, TV e um pouco mais dele. Sentia até raiva por perder tanto tempo pensando naquele homem, porém a conformidade já tinha chegado a ela. Para ele, por sua vez, era mais difícil aceitar aquela dependência... Outra vez!
-Lavei o rosto e disse para mim: Vai cara, olha que dia lindo! vai curtir, liga para uns amigos ou "amigas" e vai para o Rio de Ondas. Deixa de ser fresco...
-E você não foi amor? Diz que é tão pragmático e movido pela razão... Porque não foi?
-Não, não fui! Respondeu rude. - Não consegui, e estou odiando essa dependência. Não quero isso para mim. Eu sou homem pô! Continuou reclamando ele. - Eu tinha é que ficar feliz que você não estava aqui, e ter aroveitado e não ter ficado aqui sentindo sua falta!
Ela sorriu e beijou-o. Ela já nem se lembrava das vezes em que perdeu o dia pensando nele. E nem das vezes em que se odiou por isso. Se deu ordens para aproveitar o dia e acabou ficando em casa assistindo filmes, torcendo para as horas ou dias passarem depressa para que pudesse vê-lo. Nunca tinha sido assim tão boba, porque inventara de ser agora? Lutar, no entanto, de nada adiantava, afinal, até quando dizia para não pensar mais nele, estava pensando.
Estava além da sua vontade e ela aceitava. Já se entendia apaixonada, conectada a ele, e tola. Muito tola. Aliviava-a saber que não estava só naquilo... Saber que ele também sentia sua falta quando ausente. Que pensava nela, que ligava várias vezes até que conseguisse falar com ela. E que mesmo não aceitando, a amava como ela a ele. Estava rendida e aguardava até que ele fizesse o mesmo.
Vamos, meu amor... Se rende e me ame. Só me ame que não é tão ruim quanto parece. Aliás, tudo na vida passa não é? Até uva-passa! Vamos aproveitar enquanto ainda não passou...
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Antes de ir
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Ele é O Cara!
Normalmente já tinham preliminares demoradas, e aproveitavam ao máximo assim como ao ato sexual, porém, naquela tarde passaram mais tempo com a penetração do que todas as outras vezes. Ela levantou rápidamente assustada com o avançar da hora. Apesar de ter idéia de que já deveria ser tarde. Seis da tarde, e ainda precisavam se preparar para irem à faculdade. Ele com meia hora, ela com aproximadamente quarenta minutos.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Um sonho um tanto esquisito










