sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Despedida 2


Terror das rodoviárias seria. E também dos aeroportos. Não há quem aguente tanto abuso quanto a despedida entre eles dois. As cinco e meia, ela avisou que precisava ir. As seis e meia ainda se despediam repetindo pela milionésima vez: "Fica bem", "Boa viagem", "Vou sentir sua falta"..., sem querer deixar um ao outro.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Acrofobia - medo de altura.
Aerodromofobia - medo de viagens aéreas.

Agliofobia - medo de sentir dor.

Aicmofobia - medo de agulhas de injeção ou objetos pontudos.
Claustrofobia - medo de espaços confinados ou lugares fechados

Hemofobia - medo de sangue [o meu]

Isolofobia - medo da solidão, de estar sozinho, o medo de ficar isolado

Nostofobia - medo de voltar para casa

Ofidiofobia - medo de cobras

Pirofobia - medo do fogo.

Tanatofobia ou tantofobia - medo da morte ou de morrer

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Senti uma saudade imensa, dos bons tempos que ainda não tivemos...

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Todo Mundo Se Machuca

Everybody Hurts (tradução)
Composição: Michael Stipe

Quando seu dia é longo
E a noite
A noite é solitariamente sua
Quando você está certo de que já teve o suficiente dessa vida
Bem, segura ai
Não se deixe ir

Porque todo mundo chora...
E todo mundo se machuca...
Às vezes
Às vezes algo está errado

Agora é hora de cantar
Quando seu dia é uma noite
Aguenta firme, aguenta firme

Se você se sentir deixando pra lá
Aguenta firme
Se você pensa que já teve demais dessa vida
Bem, segura ai

Porque todo mundo machuca
Tenha conforto em seus amigos
Todo mundo se machuca
Não solte sua mão

Oh, não
Não solte sua mão
Se você se sentir como se estivesse sozinho
Não, não, não, você não está sozinho
Se você está sozinho... nesta vida

E os dias e as noites estão longos
Quando você pensa que já teve demais
Desta vida
Segura ai

Bem todo mundo machuca
Às vezes todo mundo chora
E todo mundo se machuca
Às vezes

E todo mundo se machuca
Às vezes

Então aguente firme, aguente firme
Aguente firme,
(Todo mundo machuca)
(Você não está sozinho)

[Amor, essa música nesse momento não significa nada ruim - antes que você pense que ela refere-se à nós. Ela me lembra os momentos bons que passamos juntos, abraçados e nos amando, enquanto ouvíamos seu DVD de "The Corrs". Eu me apaixonei pela música, apesar da letra triste, e vez por outra me pego cantarolando sua melodia]

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Maldita televisão


"É que eu sou imagético, e mexe com a minha imaginação".

Seria um belo momento para atirar-lhe um livro, ou qualquer coisa que estivesse ao alcançe, não fosse ela uma pessoa extremamente calma. De agora em diante, a TV fica desligada!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

"Bissexualidade é modernidade"

[ Foto: Suellen Manfredini's]
Viva ao mundo côr de púrpura, mas ela prefere a tradicionalidade onde homens são homens, e apenas isso.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

As férias se aproximam


Ele lembrou e ela finalmente tomou consciência de que as férias de final de ano estavam chegando. Não que ela não almejasse por um longo período de descanso para ler, pensar e fazer o que quiser. Aliás, ele também estava precisando de um time no trabalho e de um bom período com seu filho. Em geral, ela adorava e esperava ansiosamente as férias, o natal, o ano novo, a viagem, mas desde que o conheceu a realidade passou a ser outra.

Dois meses, repetiu ela em sua cabeça assim que ele falou. Passariam dois meses afastados por conta das viagens e das férias da faculdade. Ele viajaria no final de novembro, ela no início de janeiro, e o encontro...  Ah, esse só em fevereiro. Lembrando-se da separação do ano passado para este, ela se perguntou como faria para suportar as saudades agora que tinham uma ligação muito mais forte, e uma dependência muito maior que ela podia imaginar que teria um dia.

Ele estava com uma sensação ruim. Além do ciúme – que ele nega até o fim que sente, apesar de se contradizer e afirmar o mesmo diversas vezes – algo o estava incomodando e estava relacionado à separação eminente. Faltava pouco, muito pouco. E ela já sentia por antecedência a falta que a ausência dele causaria. E se perdessem o contato, como ele achava que deveria ser? Como agüentaria dois meses sem ouvir sua voz, saber se está bem ou não...? Ele só podia estar de brincadeira. “Você vai me esquecer nesse período”, disse ele. Tolo, ela pensou. Como se pudesse. Nem quando ainda estavam se conhecendo foi capaz de esquecer, agora que tinha até a alma entregue a ele como poderia?

Insegurança. Ela sabia muito bem qual era aquela terrível sensação. Sabia das milhões de bobagens que se pensa, imagina e fala quando se sente essa terrível praga. Ciúmes e insegurança são os maléficos efeitos colaterais dos que bebem na fonte dos apaixonados. Inevitável, mas controlável. A verdade é que não o culpava por sua insegurança, até porque tinha as suas também [e para evitar quaisquer dores de cabeça futuras, não iria facilitar com uma “solução” que ele inventou, e sobre a qual não comentarei aqui].

No mais, para que não haja dúvidas:

Dulcineia sentirá muita falta sim. Irá perder-se em lembranças e ele sabe disso. Não apenas a falta da companhia, do perfume, da voz, da presença, do olhar..., mas também do corpo, do calor que o contato das peles gera... Do sexo que fazem.

Dois meses não são os suficientes para fazer com que ele não invada seus pensamentos e furtivamente adentre em seus sonhos a noite. Talvez nem mesmo uma vida inteira, ou mais...

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Corte de cabelo


Ele sugeriu um corte curto. Gostava de cabelos longos [longuíssimos] ou curtos [curtíssimos]. Dulcineia gostou da idéia, mas não sabia se combinaria com ela. Tinha o rosto arredondado e talvez não combinasse se fosse curto. Estava esperando a franja crescer - esta crescendo mais rápido que o esperado - e depois verá o que faz com os cabelos. O medo é que não fique legal pois aí não tem mais jeito. Cortou já era! Só esperando crescer novamente... Mas e enquanto não cresce? Uma coisa tem certeza: Se cortar não será com a mesma da última vez! Nunca! Ninguém mais vai destruir as madeixas dela... [risos].

Considerações

[Na foto um daqueles desejos mais profundos para com certas pessoas]

Hoje eu tive uma conversa séria com o meu amor. Na verdade, tivemos. Melhor, ela teve. Ela raramente faz isso. Sei que ela tem uma característica que eu nunca tive e acho que nem nunca terei: paciência. Ela consegue abstrair em relações a coisas que eu não tenho a mínima condição.

Pois bem, hoje ela veio com a determinação de falar algo que a incomodava. Segurou a onda até o momento em que não dava mais. Algo que eu fiz [fazia]. Não irei falar aqui para não expô-la e nem citarei nomes ou envolverei outras pessoas [a coisa acaba aqui e hoje]. Ela percebeu uma relação de ligação com um passado não tão distante. Algo como uma competição, um hábito que de qualquer maneira se fazia presente em meu [nosso] cotidiano e incomodava. Falou comigo, hoje.

Eu admiti. Não fugi. Apenas discordei de algo, no mais ela estava certíssima. Ela era o meu amor, era insubstituível e incomparável. Que quem quer fosse jamais poderia chegar a poeira dos seus chinelos [ninguém, meu bem]. Acho que passei a impressão errada e te peço desculpas por isso. Você é única, meu bem. É uma espécime rara. E te prometo que não entrarei mais nessas provocações estapafúrdias e que não me levarão a lugar nenhum. Eu sei o meu lugar. Meu lugar é aqui ao teu lado [até que me provem o contrário]. É isso!

PS.: E eu gostaria de exibir, de mostrar, de gritar aos quatro ventos que você existe, sim, meu bem! Pq você é linda e de causar inveja a qualquer uma e de deixar babando qualquer um [vide exemplos em nossa vida]! Mas respeito a sua decisão, sim!

PS2: Eu ñao escondi nada e sempre fiz na tua frente. Parou!

PS3.: O amor que sinto pro você é meu [e isso é o que importa]!

[Por Dom]

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Que se dane o mundo

[Composição: Adriano Valle]

Desconectou a internet e desligou o computador, ainda incrédula. Depois de um domingo tão bom aquilo acontecer era demais. Tinham combinado de não brigar mais, só que ao que parecia nenhum dos dois era capaz de ceder às provocações. “Quando um não quer dois não brigam”, já dizia o ditado que ambos repetiram durante a discussão. Mas que outro resultado poderia ter com duas pessoas que pagam para não sair de uma briga?!

Disseram coisas estúpidas um ao outro. Acusações infantis e desnecessárias. Coisas no calor das emoções, e – como ele disse – que falavam apenas quando brigavam. Coisas ridículas de serem ditas para alguém a quem se ama...

Ela saiu ainda chateada com o que disse, ouviu e como aquilo acabou. Decidiu tomar um banho frio, pois precisava esfriar a cabeça, ou não poderia dormir. Inocente ao pensar que um banho frio resolveria seu problema de sono naquele momento. Não poderia dormir simplesmente, pois, seu coração estava cortado por mágoa e por remorso de ter dito certas coisas.

O choro foi inevitável. Deitou na cama e ficou ali até que para sua surpresa ouviu seu telefone celular tocar uma música já bem conhecida. Pensou no que viria dali. Não queria mais ouvir e dizer desaforos desnecessários. Não queria mais brigar. O que já haviam dito era o suficiente para acabar com sua noite e provavelmente sua semana. Mas deixar de atender não faria... Talvez depois de esfriar um pouco a cabeça e deixar o calor das emoções um pouco no travesseiro com o choro, fosse capaz de conversar civilizadamente, e dizer que não queria mais briga.

Ficou surpresa quando atendeu. Ele queria paz. Assim como ela, não ficou legal com a situação e com as coisas que disse, e escutou. Queria pedir desculpas... Queria que ficassem bem. Não poderia dormir se não fosse assim. Disse que sentiu o coração se cortar em pensar nas coisas que dissera. E ela sabia muito bem com ele se sentia, pois passava pelo mesmo. Naquela tormenta não haveria como ficarem bem... Como ter uma “boa noite” – como ela desejara ao sair -, e como “passar bem” – como ele disse?

Não estava certo com o que sentiam tratarem-se daquela maneira. Não estava lógico. Eles amavam-se e aquelas acusações eram extremamente ofensivas... Amavam-se e estavam fragilizados por tantas interferências externas. Precisavam unir forças, e não atacarem-se entre si. Precisavam ser fortes juntos. Precisavam ser paz juntos. Porto seguro um para o outro e não tormenta. Precisavam se amar apenas. E serem coerentes com o amor que compartilhavam... E ficou combinado assim.

Ela agradeceu a ligação. Precisava daquilo para poder dormir. Pediram perdão, perdoaram-se, e prometeram: Seriam fortes juntos. Fortes um para o outro.

Dane-se o resto do mundo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Confusão

[Composição: José Manuel Merello ]

Brincadeiras a parte - apesar de não ser mentira os ciúmes que sintia dele - hoje alguma coisa não identificada a incomodava. Sentia algo esquisito e realmente desconfortável que a fazia ficar estranha. Talvez fosse o ambiente onde estava com pessoas que não gostava e que não gostavam dela. Depois estava só entre muita gente... Muita cara desconhecida, outras conhecidas mas com as quais ela não se dava muito bem, outras com quem não gostaria de estar. Ficou realmente deslocada e solitária algumas vezes, mas sentia que não era exatamente aquilo que a incomodava. Era algo menos óbivil. Algo não explícito, mesmo para ela. Talvez um pressentimento, quem sabe. Ficou mais forte com a noite, ela tinha reparado. Repentinamente se sentiu um peixinho fora d'água e incomodada com qualquer coisa que ela sabia que não deveria ser apenas aquilo. Em alguns momentos ficou distante - na maioria deles - tentando entender o que seria aquela sensação ruim. Não estava mesmo confortável e interessada no ambiente e na conversa alheia, além Dele. E algo ainda a incomodava. Em casa percebeu Ele estranho. Se tinha acontecido algo que ele não queria dizer, ou se era reflexo dela mesma, não sabia dizer... Mas que ele estava esquisito, estava. Se sabia seus motivos era mais fácil, mesmo que não tenha querido dizer para ela. Vai saber... Talvez realmente fosse cansaço como ele disse. Talvez ela estivesse achando coisa demais - apesar de saber que seus sentidos raramente se enganam. Quanto a sua sensação, se eram seus sentidos não soube interpretá-los. Estava agora não só incomodada por sentí-los, mas por não saber o que significam... O que, para quê, ou porque dela [a sensação]. Oh, confusão. Deve ser coisa de sexta feira. "Xô", coisa ruim... Eles querem paz esse final de semana. Foi um decreto... Decretado está! Depois ela descobre o que há... Sempre se descobre.

Ela é da paz sim...


Mas mexe só para ver o que acontece.

Te quero aqui...


[Composição: Vampira/ Munch]


...Em meus braços.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

[Willian Blake]

"Eu quero me doar mais,
Ser mais
Cuidar mais...
Quero só amor,
Muito amor"

terça-feira, 21 de outubro de 2008

"Confissões"

Colocou lá, para que todos soubessem: "Ela achava o sexo dele lindo". E sorrindo ela admitiu que achava realmente. Era extremamente viril e excitante ver seu corpo nú, atentando para cada músculo , curva e especialmente para seu sexo. Quando estava excitado, completamente nú diante dela, lembrava-a uma estátua grega. A diferença, disse a ele, era o tamanho de sua virilidade. O tamanho de sua masculinidade...

Assumia que apenas pensar já acendia nela os "extintos mais sacanas", como ele gostava de dizer. Adorava sentir ele nas mãos e em outros lugares [talvez seja impróprio demais comentar], e fazê-lo crescer com a excitação. Ficava, como ele mesmo disse no blog, "grande, grosso e duro". Extremamente desejável... Incrivelmente lindo!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Antes

"Antes de mim, você não era você, e antes de você, eu não era eu. Antes de sermos "nós dois" não havia nenhúm de nós dois... Antes de ser parte de mim, antes de te conhecer, você não era você, e eu não era eu. Parece que foi antes de ser... Depois de tudo, o que quero dizer é que não entendo como podia viver antes, não entendo como podia viver..."

Sinto o mesmo, meu amor. Já não me lembro de mim, antes de você... E na verdade, acho que realmente não houve eu antes de você. Com você me descobri, me encontrei... Vivi [ou revivi]. Meu eu você quem trouxe para mim... E não era eu quem vivia antes de você. Não era eu.
Obrigada por me encontrar, e me entregar a mim.


Antes de mí tu no eras tu,antes de tí yo no era yo.
Antes de ser nosotros dos
no había ninguno de los dos,
no había ninguno de los dos.
Antes de ser parte de mí,
antes de darte a conocer,
tú no eras tú y yo no era yo,
parece que fuera antes de ayer,
parece que fuera antes de ayer.
Antes que nada
yo quiero aclarar
que no es que estuviera,
tampoco pasándolo mal antes.
(tampoco estaba pasándolo mal antes)
Pero algo de mí, yo no supe ver
hasta que no me lo mostró,
algo de tí, que quiero creer
que no vio nadie antes que yo,
que nadie vio antes que yo
Después de todo
lo que quiero es decir
que no entiendo como podía vivir antes,
no entiendo como podía vivir antes
no entiendo como podía vivir
Antes de mí tu no eras tu,
antes de tí yo no era yo.
Antes de ser nosotros dos
no había ninguno de los dos.
Antes de ser parte de mí,
antes de darte a conocer,
tú no eras tú y yo no era yo,
parece que fuera antes de ayer,
parece que fuera antes de ayer.
Antes de irme yo debo decir:
yo también pensaba que era feliz
Antes, pero
No entiendo como podía vivir antes.
Compositor: Jorge Drexler

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Um garotinho...
Ou melhor, um pequeno cavaleiro,
Um misto de Dom e Pequeno Príncipe...
"Um Quixote, um sonhador"
Um homem com alma de menino,
Coragem e delírio... Sonho, fantasia,
Verdade!
Uma única e complicada vedade:
Na vida, sonho e realidade se confundem...
Se completam.
E se precisam
[Como donzelas indefesas e heróis...]
Como Dom e Dulcineia.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Liberada... Ufa!


Menino Quixote

Ele sorria com pequeninos dentes de leite,
E oferecia a mão para me fazer subir por umas pedras até chegar ao topo
Para, lá de cima, ver o mar imenso e lindo
E me sorri novamente, agora satisfeito.
Um sonoro riso de criança.
Me deu uma infinita paz aquele momento
E eu ri também e passei as mãos por seus cabelos
-Aqui no alto não é perigoso para uma criança?
-"Não sou uma criança!
Sou um cavaleiro e não tenho medo de nada!
Já lutei contra dragões e subi em penhascos muito mais altos que essas pedras"
Balançava nas mãos uma pequena vareta de madeira
Uma lasca de árvore que improvisara
Fazendo sua poderosa espada.
Como com sua incrível capa que balançava ao vento
[Um lençol branco
Amarrado nos ombros]
-"Se vc stiver com medo não precisa ter mais,
que eu não vou te deixar cair"
Me veio cuidar, como um menino...
Um menino não... Um cavaleiro!
Com sua fantasia no olhar
Me guiando com uma autonomia
Como se pudesse proteger o mundo
Com seu 1 metro de altura.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O HOMEM da minha vida

[Dom]

"Eu confio em você
De olhos fechados posso ver
Sinceridade, em um ser humano
Tá difícil de encontrar
Hoje em dia igual a ti
Você deve ser,
A pessoa mais linda do mundo
O sorriso mais lindo
O olhar mais sincero
O meu porto seguro
A pessoa mais linda do mundo"

Ele é O Cara!

Meu menino...


Meu anjo,

Obrigada por ter existido em minha vida. E o que sinto já me transborda do peito. Não cabe mais apenas no coração e invade as veias, as artérias, os pulmões o cérebro, os ossos... A Alma! Eu amo você.

Quero estar com você



Quando você chegar ao chão
E sentir que não valeu
Quando o céu perder a cor
Eu quero estar lá...

Quando o sol não quer brilhar
E a chuva insiste em cair
Por onde a vida te levar
Quero sempre estar onde você precisar

Quero ser seu porto e seu cais
O seu amor e muito mais
Ohh baby, baby
É assim
Você foi feito pra mim.

Não importa hora ou lugar
Vou aonde o coração mandar
Dou a volta ao mundo pra te ver,
Eu só quero estar com você.
Eu quero estar lá...

Quando nada vai tão bem
Você pensa em desistir
Quando ninguém te entender
Eu quero chegar,
levando a sorte pra te dar

Quero ser seu porto e seu cais
O seu amor e muito mais
Ohh baby, baby
É assim
Você foi feito pra mim.

Não importa hora ou lugar
Vou aonde o coração mandar
Dou a volta ao mundo pra te ver,
Eu só quero estar com você.

Nada vai vencer
O sonho em você
O amor em mim
Vem comigo até o fim!

Quero ser seu porto e seu cais
O seu amor e muito mais
Ohh baby, baby
É assim
Você foi feito pra mim.

Não importa hora ou lugar
Vou aonde o coração mandar
Dou a volta ao mundo pra te ver,
Eu só quero estar com você.
Eu quero estar lá...

Por onde a vida te levar
Eu... quero estar lá.



[Composição: Rouge]

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Tão lindo...


Ele estava lindo com sua camisa - cuja cor não consegui definir - dobrada até os cotovelos. Adorava quando ele usava as camisas assim pois achava que ele ficava realmente sexe. E estava, de fato. A calça jeans escuro - aquela que ela achava que mais favorecia seu bubum arredondado - e o tênis estilo "sport fino", completavam o visual dele nesse dia. Fora o estilo, havia a maneira de caminhar, andar, falar, respirar... Existir. Tudo parecia chamar a atenção.

Estava inquieto. Não sei se por não ter comido direito, ou se por algum problema, mas as feições pareciam tensas. Não apenas o fato de estar sério que causavam aquela impressão, mas Dulcineia realmente não podia explicar o que era. Estava em aula - ou deveria estar. Espaço dedicado para aqueles que não terminaram de fazer algumas atividades, coisa que ela não precisava pois havia feito em casa. Estava, portanto, livre para observá-lo. Para observá-lo e escrever sobre ele.

Tinha uma maneira interessante de falar gesticulando as mãos. No momento tinha a esquerda no bolso e a direita falava junto com as palavras. Enquanto pensava no que dizer para uma das alunas que fazia uma prova na sala conosco, balançava o corpo levemente por distração ou falta de paciência. Pelas feições a pergunta lhe teria provocado graça. Talvez algo que ele considere óbvil. Ou uma pergunta idiota... Vai saber.

Andava de um lado para o outro não demorando mais que dois minutos em um só lugar. Dulcineia começou a achar graça. Trabalho demais, talvez... Ou inquietação. Deve ter sido uma criança hiperativa, ou a profissão estava exigindo isso dele agora. Seja o que for, não o fazia menos bonito. Estava r-e-a-l-m-e-n-t-e lindo. Pelo menos para Dulcineia.

Não se falavam. Estavam em período de aula... Ela escrevendo, ele aplicando uma prova, orientando alunos e sendo incrívelmente charmoso. Olhava compenetrado e tinha uma das mãos fechada sob a boca... Podia ficar alí só observando por horas sem se importar. É, Dulcineia sem dúvida sofrera um feitiço e estava sob efeito dele. Como alguém podia ficar assim? Ninguém merece, pensou. Já estava em seus devaneios desde que ele entrou na sala. Precisava "voltar" para a aula. Sim, era o que faria.

Já vai completar um ano... [Minha nossa!]



O perfume fez lembrar um tempo atrás. Talvez um deja vu, não fosse a certeza de já ter vivido aquilo. Era mais como uma lembrança, realmente. Não exatamente o mesmo lugar, nem exatamente da mesma forma, mas aquele cena de certa forma se repetia. Gostava da sensação que tinha.

Ele vestia a mesma camisa. Usava o mesmo perfume. Caminhavam lado ao lado despretenciosamente, como dois bons amigos. A noite estava quente como era normal naquela época. Talvez fosse até o mesmo dia de antes - mas no ano seguinte. Pensou e se surpreendeu: Já faz um ano! Em 2007, naquele mesmo dia e mesmo mês, estavam caminhando juntos indo ou vindo após tomarem sorvete juntos.

Simples prazer da companhia, e os pequenos momentos de conquista. Conversas banais, interesses guardados. Ela sorriu e lembrou do intinerário. Lembrou do cuidado com que falavam um com o outro. Cuidado para não revelar, ou vontade de dar a entender algo que não se tinha coragem para falar.

Um ano... Um ano! Como pode o tempo passar tão rápido, pensou Dulcineia. Conhecia-o aproximadamente a um ano e meio, e completaria um ano desde que decidiram ficar juntos. Se fosse uma paixão, estava em tempo de se terminar, e se fosse mais que isso estavam realmente perdidos. Dizem que uma paixão dura entre seis meses e um ano. Um amor, entre um e dois anos ou mais... E um verdadeiro amor, muda sua vida para sempre. Dura para sempre.

Se duraria para sempre - pois "sempre" é ilusão - ela não saberia dizer. A certeza que tinha era da mudança em sua vida. Era do aprendizado. Era das coisas maravilhosas que aprendeu e viveu, e viverá até que o sempre dessa história chegue ao final. Ela sentiu uma ternura naquele momento. Sentiu que apesar de tudo que já tinham vivido, aquele sentimento continuava o mesmo. Caminhar ao lado dele ainda tinha a mesma magia...

"Precisamos reconquistar isso novamente", disse Dom. E Dulcineia concordava. Eram estágios que iam ultrapassando e deixando algumas coisas de lado. Uma ligação para dizer boa noite... Um email com bobagens e palavras de carinho... Uma mensagem dizendo "eu te amo". Um passeio a noite para tomar um sorvete e aproveitar um ao outro. Coisas assim... Coisas pequenas que não deveriam ser deixadas para trás e que tinham suas peculiaridades. Coisas que ela lembrava com um sorriso terno no rosto.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

"Eu não sou o seu sonho"?



Dulicneia sorriu com a pergunta de Dom Quijote. Como ele é prepotente, pensou. Tudo bem que sonhara sempre em encontrar alguém como ele era, mas ele sabia como se sentir de verdade. "Você não quer ficar comigo para sempre?", perguntou ele. É, "para sempre" é relativo e sempre acaba. Mas ela queria sim... E quanto a ser seu sonho, não ele não era. Fazia parte dos seus melhores sonhos, seus maiores desejos... Mas na verdade, era sua melhor realidade.

sábado, 4 de outubro de 2008

Sem ninguém do outro lado

[Kiera Knightley em cena do filme "Desejo e Reparação"]

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Difícil espera

Uma tormenta. Uma grande tormenta... O silêncio não foi solução. Dulcineia deveria ter ido além dos sinais e ter resolvido antes. Antes que dissesse as bobagens que acabou dizendo. Ouviu o que merecia e o que não queria. Havia magoado aquele que mais queria bem no mundo. Nunca esperava ter feito. Nunca desejara ter feito. Pena o tempo não voltar atrás. Ela deixava-se nas mãos dele. Deixava-o decidir se era capaz de perdoá-la e o que seria deles dois. Qualquer que fosse o rumo que Dom quisesse seguir ela entenderia pois talvez não fosse realmente o melhor para ele [ainda que ele tinha sido o melhor da vida dela]. Era esperar seu tormendo. Esperar sua inquietação. Mas pacientemente esperaria até que ele fizesse as reflexões que precisava [iria fazer as suas também], e lhe dissesse o que seria das próximas páginas...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O casal do apt. ao lado



O longo corredor com muitas portas dava acesso ao “castelo” de Dom Quijote. Era por ele que Dulcineia havia passado incontáveis vezes, como neste domingo, para chegar até ele. O apartamento ao lado – pelo qual passava antes de chegar ao de Dom – como de costume, tinha as portas abertas.

Ontem, após a tormenta da noite anterior o interior estava silencioso. A TV numa altura quase inaudível estava ligada para as paredes já que a sala estava vazia. Quase cinco da tarde e talvez ela estivesse só em casa. Não havia vozes, apenas o som do chuveiro ligado. Como sempre fazia, Dulcineia passou rapidamente olhando discretamente para dentro do apartamento e seguiu ao encontro de seu cavaleiro dos moinhos de vento.

Na noite de sábado Dom ficara tentado a interferir na briga que pôde ouvir de seu recinto. Pela altura dos gritos, era praticamente como estar participando da discussão. Tinha um tom violento e aquilo estava incomodando nosso herói, porém os tempos eram outros. Não podia simplesmente invadir o lugar e lutar contra o vilão que maltratava uma donzela indefesa.

Pelo que ouvira – o grito que ela deu e o barulho que o antecipou – ele a tinha batido. “Não quero ouvir tua voz até amanhã”, Dom pôde escutá-lo dizer a ela. Seguiu-se um profundo silêncio. Findada a briga a ausência de som denotava não o entendimento e sim o medo. Medo da parte dela. Talvez de apanhar mais uma vez... Dom procurou por Dulcineia e contou o ocorrido. Estava imensamente incomodado e entristecido.

Era normal participar sem querer do cotidiano daquele casal. A porta sempre aberta o revelava com a barriga arredondada e pela branca – avermelhada com o calor – assistindo TV deitado no sofá e ela cozinhando, arrumando e servindo-o. Algo realmente ridículo de se ver. Uma posição machista e patriarcal do homem. O chefe inútil da família que “põe o dinheiro dentro de casa” e que quando esta nela não pode mover um dedo sequer, sendo servido pela esposa obediente.

Do apartamento de Dom, ouvem-se as brigas, as conversas mais altas, o sexo... Aproximadamente as 12 hrs da manhã com duração de 10 a 15 minutos. Era assim que acontecia o sexo entre eles. A caba batendo contra a parede e fazendo um barulho enorme, denota a forma um tanto brusca de transar deles dois. Às vezes o período curto de sexo é findo com um gritinho abafado dela. Talvez gozo... Talvez dor. Vai saber!

Ela, algumas vezes, passeia pela sala e cozinha com roupa de dormir ou peças intinas. Ele mais preocupado com o jogo ou qualquer outro programa que passa na TV a cabo parece não se importar com a porta aberta. Sábado, porém, por qualquer que tenha sido o motivo, ele reagiu e mostrou o quão estúpido era. Dom e Dulcineia sentiam nojo. Nojo da situação, nojo dele.

Na manhã seguinte – domingo – não houve gritos de briga, contou Dom. Ouviu apenas dois gritos dela provocados, quem sabe, por alguma judiação dele. Dom ficou tentado a oferecer ajuda ao passar enfrente ao apartamento visinho e vê-la com as maças do rosto inchadas e olhar envergonhado. Para não envergonha-la ainda mais, e sem coragem, Dom seguiu e decidiu que tomaria alguma atitude caso aquilo voltasse a acontecer. Chamar o síndico, talvez. Qualquer um que pudesse ajudá-lo a interferir naquela estupidez daquele homem que nem assim pode ser chamado ao bater numa mulher.

Infelizmente ela não é a única, pensou Dulcineia. E assim como ela, muitas outras apanham caladas sem coragem para denunciar esses monstros infelizes que merecem apodrecer na cadeia.

sábado, 20 de setembro de 2008

A boa ação da semana




Um aperto e um calor impressionante resumiriam o início da aventura no último domingo. Um carro popular levava sete pessoas para um dia de boas ações. Semana do serrado e a proposta era limpar as margens do Rio Grande que corta a cidade e que está em condições deprimentes. Uma pequena ação diante de tanta poluição, mas já era um início.

Depois de lutar para caber no carro, e chegar ao local de onde partiríamos com o mutirão de limpeza, era hora de enfrentar o medo. Vestindo a camisa do projeto, teríamos que subir nas pequenas embarcações – barquinhos velhos que mais lembravam "canoas" – e descer o rio para começar com a limpeza.

Apenas três das "canoas" estavam disponíveis para levar cerca de 100 pessoas rio abaixo e acima. Duas comportavam entre cinco e seis "navegantes" e um pequeno de madeira velha e desgastada podia levar três. Esse de madeira lembrava um barquinho indígena feito para a pesca. Entrava água e nele eu não me arriscaria. Fiz questão de deixar isso claro. Resultado: Ficamos de aproximadamente oito e meia as dez horas da manhã esperando nossa vez de pegar uma das embarcações.
De dentro do barquinho o rio lembrava o Amazonas, disse Dom. Aliás, sua imaginação sempre o transportava a algum lugar além do que onde estava. Com máquinas postas e vontade de fotografar, chegamos ao destino – que não era bem para o qual desejávamos ir. Com luvas e sacos plásticos retiramos o que pudemos – ato mais simbólico do que eficiente – e fotografamos o local.
O sol já lembrava um dos desertos africanos. Os sacos plásticos terminaram, e sem mais o que fazer sentamo-nos na pouca sombra existente e esperamos – impacientemente, diga-se de passagem – a embarcação vir buscar-nos. Espera em vão. Depois de quase uma hora ainda não se tinha sequer sinal do nosso "salvador". E a imaginação de Dom, agora transportava-nos a uma ilha onde perdidos sofríamos com sede, fome, sujeira e excitação. Sim, excitação. Dom se dizia excitado!
Finalmente um carro veio nos buscar e mais uma vez em aperto e calor, voltamos para o local onde seria servida uma feijoada que já estava nos sonhos dos pobres abandonados. O almoço foi servido e a surpresa foi geral: Nada de feijoada! Aquilo mais parecia comida de presídio. Farofa, feijão [água de feijão], ensopado com a carne a vermelha mais branca que já vi e um arroz que grudava na colher que nos servia.
Comeram todos que já não suportavam a fome. E para engolir a comida um delicioso suco de água com "essência distante de um pedaço da casca do abacaxi", como disse Dom. Sucesso total entre os críticos gastronômicos presentes – a essa hora todos tinham gabarito para falar da comida. Dizem que qualquer comida é boa quando se tem fome, mas nem a fome foi capaz de enganar o sabor desta.

No fim, em mais uma luta de aperto e calor - oito pessoas no carro dessa vez - , seguimos para tomar o famigerado "Picolé de Barreirinhas". O sabor faz jus a fama de melhor. Algo bom para agradar o paladar. E estava findado a aventura, mas não para "nós dois". Deixaram-nos enfrente ao apartamento dele e entramos. Eu tinha que ir para a casa, mas a vontade de ficar um pouco a sós com ele, era maior que a necessidade de ir.

Uma hora não faria tanta diferença e ao mesmo tempo uma diferença enorme. Tomamos banho para tirar do corpo o suor e a poeira do dia. Com a pele fresca e cheirosa, deitamos no colção colocado no chão da sala, e ficamos juntos assistindo MTV. A proximidade mecheu com os sentidos e o carinho foi deixando o tom inocente.

Estava escurecendo e eu precisava ir. Estava fora desde as sete e meia da manhã. Ele me acompanhou até em casa, e esgotada dormi no sofá enquanto assistia TV. Movimentado mas agradável foi o dia. Sempre era, desde que na presença dele.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

"Duvido que não fique excitada com o fato de que hoje me toco, pensando em você"...



[Dulcineia riu com a mensagem, e o próprio corpo respondia a questão... É, ele a excitava e sabia disso. Estava presa às suas prórpias reações que já não controlava nem se responsablilizava. "Safada"? Era sim... Tarada por ele, na verdade. E a lembrança do amor que fizeram - que foi na verdade uma "trepada" daquelas, segundo ele, já que o amor é mais calmo - e a imagem dele tocando a parte do corpo que ela conhecia bem e que adorava, realmente a acendia automaticamente. Nada o que fazer, além de respirar fundo e esperar que volte ao normal e o desejo passe...]

domingo, 7 de setembro de 2008

O amor na tarde de sábado


[Drew Barrymore e Dougray Scott em cena do filme "Para sempre Cinderella"]
Depois de uma incrível tarde de amor daquele sábado, a tempestade. Pela hora que já era, ela já imaginava que teria problemas em casa. Era ridícula aquela situação, mas infelizmente já era rotina a mesma confusão quando deixava-o. O celular começou a tocar insistentemente. Antes mesmo que ele pudesse terminar seu banho, ela decidiu que iria correr para não piorar as coisas. Saiu sem ele [mas ainda nas nuvens com o prazer e carinho que compartilharam] e foi para casa.
O mesmo discurso, mas mesmas caras. Um mundo de blábláblá que ela não se conformava por ainda ouvir. "Ô inferno de pais", ela pensou. Deixou que falassem como se nem estivesse presente, perguntou se eles haviam terminado o discurso, e saiu. Para que ficar falando mesmo?! Não iria dizer verdades, não iriam acreditar, e ficariam na mesma de sempre. E isso porque saia apenas às tardes... As vezes sente uma necessidade tão grande de mandá-los à @#$%&*¨%#@, e sair de casa e deixá-los falando sozinho, mas a razão não lhe permitia tal atitue.
"Tenha calma", dizia para si mesma. "Um dia você vai sem olhar para trás, sem explicações ou satisfações e será, finalmente, dona de sua vida".
Sem dar muita atenção à ladainha dos pais, ela se dirigiu ao quarto, se olhou ao espelho e sorriu. Ao lembrar o sabor, o calor o desejo daquela tarde ela sentiu a pele responder aos pensamentos. Depois ao falar com ele por telefone concordaram: "O melhor da última semana", brincaram. Um era sempre melhor que o outro e a cada vez que faziam amor, mais descobertas e mais paixão compartilhavam. Apesar da camisinha, que ainda usavam, era gostoso sentí-lo dentro de sí, e apertá-lo até que atingissem juntos o clímax... e por fim o orgasmo.
Tomou um banho e deixou de lado as lembranças... Se muito pensasse, sentiria vontade dele novamente. Todo aquele drama em casa, com certeza era recompensado com a parceria mais perfeita que deve haver nessa vida. Talvez perfeito demais, para ser verdade... Mas com certeza inesquecível.

Lembrança da melhor, de todos os tempos, da última semana [rs]


sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O que eu quero



Que seja feliz, apenas. E de mim leve, somente, as boas lembranças.

Orgasmo silente

[1]
"Meu amor goza baixinho

Um gozar silente...inocente!

Não assusta os passarinhos

Espasmos de hálito quente!"
[...]


[E Dom retirou a foto que ilustrava os veross, e que de muito desagadava Dulcineia. Ela ficou feliz com isso... Muito]

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Declarações

-V ocê vale uma viagem de ida e volta em torno do universo, disse ele.
Dulcineia sorriu emocionada com as palavras de seu amor, contente por ouvir aquilo.
-Minha nossa, isso parece muito! Brincou ela. - E eu te amo, lindo.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Teimoso "Burrinho da minha alma"

A foto estava feia, esquisita, sem graça e ela não se sentia bem em saber que estava disponível para o mundo ver. Estava desconfortável com ela e isso era só. Pediu que trocasse por outra melhor. Deixaria que ele tiresse uma nova se fosse o caso, mas a teimosia de um "burro empacado" que ele tinha, não permitia o bom senso e o acordo. Não ia tirar e havia batido o pé. Tudo bem, tudo bem. Dulcineia havia desistido ainda que achasse um direito ter sua opinião levada em conta já que a nudez era de sí própria. Mas se você já tentou fazer um burro empacado andar, sabe da dificuldade que é tirá-lo do lugar. Então, levantando a bandeira de desistência, ela decidiu que deixaria aquilo de lado. Que servisse de aviso para uma próxima vez... Olharia bem as fotos para ter certeza de que estavam de seu agrado [rs].

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Grata surpresa

-Oi, bom dia. Disse Dulcineia sem saber muito bem como abordá-lo.
A resposta uma boa surpresa:
-Meu amor, eu te amo. disse ele - Só isso que queria que soubesse e mais nada!

domingo, 31 de agosto de 2008

A mulher de gêlo


De gêlo? Nem tanto, ao que parece.
Ela estava com ciúmes sim, e não adiantava mentir. Aliás, já não se importava mesmo que soubesse. A ironia da vida a pôs em contato com algo relacionado a ex-namorada [ex's, quem gosta delas?] de Dom. A reação dele foi, para ela, um tanto diferente... Ou inexperada. Será que se incomodava ainda, em saber do novo relacionamento dela? Disse que não. Explicou o que o incomodava, e não gostou que ela o perguntasse. Ciúmes - esbravejou Dulcineia falando dela mesma[não estava gritando ou brigando]. Mas como não costumava fazer, assumia que a reação que ele teve despertou um pouco de ciúmes nela... Afinal, relacionamentos sempre deixam algo [seja bom ou ruim]. Algo alí o incomodava fosse por ciúmes dela ou não. Se disse que não era, ótimo [e ótimo mesmo], mas não ia negar que algo na reação que teve a incomodou. Bobagem? Sim, pode ser, mas gostar tem dessas coisas e nem seu súperpoder a salvava desse mal dos apaixonados.

Amor sem gosto de latex


[Ilustração: Gustav Klimt]
Ele passa a mão pelos cabelos
Abre a porta, olha em volta
e ela ri.
Entra estabanada
Sem palavras o beijo.
Cara de sono
É como parece sempre
Não dormiu bem, amor?
Tão cinza e quente a cidade
Pela janela da cozinha
O domingo quieto.
Vou tomar um banho
Porque você nunca me deixa ir?
Abraçados no colchão da sala
Uma história, um filme
Ela brinca
Só para ver sua reação
E saber que se importava.
Zangado
Era assim que ficava
Sabe que eu te amo né, amor?
Adorava a cara que fazia
E o sorriso sarcástico
Pintado no rosto
Sem graça, ou motivo
"Levemente" irritado.
"Você vê o quanto é importante para mim?
Tenho ciúmes até do vendo"
Os corpos tão próximos
Reagem por sí só
E se buscam...
Uníssono
Eles falam entre sí
E sós se entendem.
O amor sem gosto de latex
Pela primeira era ele de verdade
Invadindo-a...
E ela o deixou entrar
Novo e impressionante
O mesmo que sentira na boca
Dentro de si
E sentia o calor, a pulsação
Uma sensação maior
Assim como o prazer.
Orgasmos
Duplos ou triplos
Quem vai ficar contando?
Deitados num abraço
Um como extenção do outro
A virilidade coberta pelo esperma
O sorriso relaxado dele
O suspiro satisfeito dela.
[Numa deliciosa tarde de domingo]

O que toca?

Um beijo.
Um elogio.
Um sorriso.
Uma música.
Um momento eterno.

Uma paixão de cinema.
Uma história, uma trilha.

Nenhum roteiro.

Dom Quijote

sábado, 30 de agosto de 2008

Quando você voltar


[Ilustração: Veermer]
[Composição: Renato Russo]


Vai, se você precisa ir

Não quero mais brigar esta noite

Nossas acusações infantis

E palavras mordazes que machucam tanto

Não vão levar a nada, como sempre

Vai, clareia um pouco a cabeça

Já que você não quer conversar.

Já brigamos tanto

Mas não vale a pena

Vou ficar aqui, com um bom livro ou com a TV

Sei que existe alguma coisa incomodando você

Meu amor, cuidado na estrada

E quando você voltar

Tranque o portão

Feche as janelas

Apague a luz

e saiba que te amo...

Keep Holding On


[Composição: Avril Lavigne]

Você não está sozinho
Juntos nós aguentaremos
Estarei ao seu lado
Você sabe que segurarei sua mão
Quando fizer frio
E parecer ser o fim
Não há para onde ir
Você sabe que não cederei
Não,eu não cederei
Continue aguentando firme
Porque você sabe que conseguiremos,
Nós conseguiremos
Apenas seja forte
Pois você sabe que estou aqui por você,
Estou aqui por você
Não há nada que possa dizer
Nada que possa fazer
Não há outro jeito quando se trata da verdade
Então continue aguentando firme
Porque você sabe que conseguiremos,
Nós conseguiremos
Tão longe
Eu gostaria que estivesse aqui
Antes que seja tarde demais
Isso tudo poderá desaparecer
Antes que as portas se fechem
E chegue ao fim
Mas com você ao meu lado
Eu lutarei e defenderei
Eu lutarei e defenderei
Continue aguentando
Porque você sabe que conseguiremos,
Nós conseguiremos
Apenas seja forte
Pois você sabe que estou aqui por você,
Estou aqui por você
Não há nada que possa dizer
Nada que possa fazer
Não há outro jeito quando se trata da verdade
Então continue aguentando firme
Porque você sabe que conseguiremos,
Nós conseguiemos
Escute-me quando digo,
Quando digo que acredito
Nada irá mudar
Nada irá mudar,
O destino
O que quer que seja
Nós resolveremos perfeitamente
Continue aguentando firme
Porque você sabe que conseguiremos,
Nós conseguiremos
Apenas seja forte
Porque você sabe que estou aqui por você,
Estou aqui por você
Não há nada que possa dizer (nada que possa dizer)
Nada que possa fazer (fazer)
Não há outro jeito quando se trata da verdade
Então continue aguentando firme
Porque você sabe que conseguiremos,
Nós conseguiremos
Não há nada que possa dizer (nada que possa dizer)
Nada que possa fazer (nada que possa fazer)
Não há outro jeito quando se trata da verdade
Então continue aguentando firme (continue aguentando firme)
Porque você sabe que conseguiremos,
Nós conseguiremos

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Cochilo

Deitou-se no sofá para ler o texto que precisava resumir. Dormiu de cansaço sem perceber e quando acordou tinha o rosto marcado com listras da almofada. Olhou a hora, tinha dormido quase trinta minutos e estava com muito sono ainda. Se forçou a voltar ao trabalho. Uma noite perdida não ia fazer diferença em sua vida... Depois, quando chegasse a noite dormiria finalmente - Se Deus permitir.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O bebê dos olhos de céu



Olhos grandes e de azul intenso a observavam assustados enquanto o choro ecoava pela vizinhança. Encoberta por uma manta velha e gasta, a criança repousava na caixa de papelão depositada perto do lixo que havia colocado na calçada, pela manhã. Olhou em volta procurando algum sinal do in/responsável por aquele anjo deixado enfrente a seu portão. Pegou-a com cuidado da caixa nos braços, e o choro cessou-se de imediato. Naquele momento não saberia dizer qual das duas se encontrava mais assustada.

Levou-a para dentro de casa e trocou a manta por uma coberta mais quente e macia. O dia estava frio. Não havia marcas na menina – agora já sabia qual o sexo do bebê – nem vestígio algum de maltrato. Abandonaram-na a sua porta e esse fato já fazia com que ela imaginasse que eram as piores pessoas do mundo. Esperava que a tivessem maltratado ou que estivesse suja e doente, mas parecia bem. E era a criança mais linda que Dulcineia já vira, precisava admitir.

Ligou para Dom e contou-lhe o ocorrido. Esperaria que ele chegasse para que a ajudasse a decidir o que fazer com ela. O choro recomeçou e a inexperiência fez com que Dulcineia se desesperasse. Estava com um bebê de, provavelmente, quatro ou cinco meses de idade e não sabia o que fazer. Ligou para a mãe e pediu auxílio. A resposta foi esperada por ela: Ou era fome, ou precisava ser trocada ou sentia algum tipo de dor.

Colocou-a nos braços, e como se fosse filha dela mesma, foi a um super-mercado para comprar algumas coisas básicas. Deparou-se com uma variedade de tipos, tamanhos e marcas para leites, mamadeiras e fraldas. Com ajuda de uma vendedora escolheu o que precisava e voltou para casa. Ter tido uma irmã mais nova, facilitou a preparação da mamadeira e colocação da fralda descartável na menina.

Foi sentada no sofá da sala de estar, dando a mamadeira para o anjo de cabelos dourados e olhos de céu, que Dom encontrou Dulcineia. Ela lhe sorriu como se aquilo fosse algo corriqueiro e percebeu a preocupação e inquietação de dele com a situação.
-Você já avisou que essa criança foi deixada aqui? Perguntou ele.
-Liguei para você e para minha mãe, que deve estar chegando, e comprei fraldas, leite e a mamadeira para esse anjinho...
-Você já ligou para a polícia, meu bem? Insistiu ele.
Dulcineia fingiu não ouvir a pergunta e olhou para a criança que havia terminado de beber o leite. Estava faminta, constatou ela. Encheu-se de ternura ao ver o sorriso estampado no rosto da menina e chamou Dom para ver.

Foi quando a mãe de Dulcineia entrou e perguntou se a criança ainda estava lá. Dom começou a conversar com ela, mas Dulcineia distraia-se com o bebê. Estava apaixonada. Apegara-se a ela em pouquíssimo tempo, e Dom não estava gostando daquilo. Disse que precisavam deixá-la na delegacia para que eles a encaminhassem para o juizado. Além disso, alguém cometeu um crime de abandono e não sabiam nada sobre aquela menina. Aquilo poderia tornar-se um problema para eles.

Dulcineia por sua vez, deslumbrada pela inocência e beleza da criança, queria protegê-la dos que a abandonaram, e da frieza dos que pertenciam ao juizado de menores. Sem contar que uma delegacia não era ambiente para um bebê. Quis que ela ficasse ao menos por uma noite. Olhava para indefesa criança e percebia que podia amá-la. Quem diria, ela que não queria um bebê? Sim, as mulheres nasceram para ser mãe, mas como disse Dom, se era assim que fizessem um filho deles dois então. Mas com a menina, não podiam ficar.

Contra a vontade de Dulcineia seguiram para a delegacia, e lá fizeram a queixa e o relato de como encontraram a criança. Dulcineia, como se fosse ela própria a mãe daquele ser, não quis deixá-la até que o juizado chegasse para levá-la. E por mais inacreditável que fosse para ela, era como se tirassem alguém muito importante de sua vida. Dom abraçou-a e explicou que aquilo era necessário. E Dulcineia sabia do absurdo que era querer ficar com a menininha encantadora, mas não conseguia evitar a ternura que ela lhe fazia sentir.

Mãe... O que é ser mãe? Será necessário gerar realmente? Poderia amá-la mesmo que não tenha saído de dentro de si, e ela sabia disso. E Dom, achava que se fosse para ter alguma criança, que fossem deles próprios. Com os traços de ambos, com os genes de cada um. E assim pensava ainda, quando Dulcineia lhe falou do sonho e da menina que nele encontrara. Melhor não falar mais disso, preferiu Dom. Essas coisas atraem...

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

O que o tempo não tira


Ela girava a aliança dourada e grossa no anular esquerdo, enquanto falava. Tinha uma voz baixa e macia quase inaudível da distância de onde os observava. Trazia no rosto marcas de sorriso deixadas pela idade. Ainda assim, aparentava bem menos que os quarenta anos que realmente tinha. Os olhos castanhos e serenos olhavam com ternura para o companheiro ao lado. Deveriam estar juntos a mais de vinte anos e aquele olhar continuava o mesmo.

Ele, por sua vez, tinha uma voz altiva. De onde eu estava ouvia perfeitamente falar de sua saúde e dos problemas que lhe dera nos últimos meses. A protuberância debaixo da camisa azul escuro que usava, deixava claro que tinha se recuperado bem desde sua saída do hospital a um mês atrás. Vez por outra, tocava as mãos da esposa ou sorria amavelmente quando falava do tempo em que ficaram separados.

Sua aparência revelava a diferença de idade entre eles, ou o resultado dos problemas de saúde. O rosto repleto de rugas e cabelos grisalhos fazia-no aparentar uns sessenta anos. Era mais baixo que ela e tinha a mesma simpatia no sorriso. Gesticulação constante e a voz forte demonstravam uma menor inibição do que ela. Talvez isso fizesse deles um “casal perfeito”.

Despediram-se da minha mãe – conversavam com ela – que passou rapidamente por mim [estava atrasada, como sempre]. Fiquei ainda observando o casal que me chamou a atenção. Não por suas aparências ou histórias de vida. O que realmente prendeu minha atenção a eles foi o carinho com que se tratavam. Aliás, desde a última vez que os vi, acho que a uns três anos atrás, havia atentado àquilo.

Existem aqueles que não acreditam no carinho e romantismo após muitos anos de casamento. Na verdade, não me excluo dos que compartilham essa opinião. Mas para contrariam meu ceticismo, existem casais como eles dois que se amam igualmente ou ainda mais com o passar dos anos.

Outro valor que imaginei praticamente inexistente é o cavalheirismo. Dificilmente vejo isso em casais de jovens namorados, quanto mais em companheiros de longa data. Talvez a referência que tenha em casa [meus pais] me fizeram pensar dessa maneira. Mas aquele casal... Ah, eles são como gostaria de ser um dia.

Antes de ir ela ajeitou a gola da camisa do marido. Sorri ao perceber a semelhança comigo mesma, ao fazer aquilo. Ele a tomou pela mão, e a levou em direção ao carro. Abriu a porta e esperou que ela se acomodasse antes de fechá-la. Rodeou o Astra preto e deu a partida no carro. Fiquei surpresa com o ato de atenção e cavalheirismo. Tantos anos juntos e agiam como se ainda fossem namorados...

terça-feira, 26 de agosto de 2008

A Dom


Eu te amo de madrugada


Aproximadamente três da manhã e o telefone celular tocava. Ele havia dito que ligaria, mas ela achou que estivesse brincando. Já fazia um bom tempo que deixara de ligar para ela no meio da madrugada.

Lembrava das vezes em que foi acordada por aquela voz macia e baixa dizendo que não conseguia dormir e que pensava nela. Ou quando ficava nadando até que a exaustão o vencesse antes dormir [apenas por gostar de nadar, afirma ele], e ligava para ela com a respiração ofegante para desejar [mais uma vez] boa noite, e perguntar se estava bem.

Dessa vez, porém, os motivos eram outros. Queria dizer que a amava. Tão somente amava-a pela madrugada e gostaria que ela soubesse. Demorou um pouco até que se desse conta de que o celular realmente tocava, e o atendeu sonolenta. Já sabia que era ele pois aquela musica só tocava quando ele ligava ["Garotos como eu sempre tão espertos, perto de uma mulher... São só garotos"]. A voz que ouviu não deixava dúvidas.

Tinha um tom divertido. Acordá-la para dizer que a amava como ela fez com ele não a incomodava de maneira alguma. Aliás, ela sempre gostou do timbre dele durante a madrugada. No último domingo ela tinha ligado as seis da manhã para dizer, e somente para isso, que o amava. Amava-o de madrugada como ele naquela terça.

Passava um especial sobre Vinícios de Moraes na tevê, ele lhe contara. Estava assistindo-o. Além da simples jura de amor, Dom lera alguns versos como fizera segunda a tarde. Ela fez um esforço para recordar-se o nome do autor dos versos, mas é impossível. Não recorda, mas lembra-se de que eram lindos e falavam sobre amar sem medo e conta-gotas [não necessariamente nessas palavras]. Voltou a dormir sorrindo até o momento de ir vê-lo.

Se era uma provocação acordá-la pela madrugada, saia com efeito contrário. Ela ficava feliz em saber que ele a amava [principalmente quando dito em momentos inesperados]. Aliás, amava-o a qualquer hora do dia e da noite... Em qualquer endereço ou lugar do mundo. Amava-o e gostaria que soubesse disso, assim como gostava de saber que ele sentia o mesmo [ainda que seja dito, em um determinado momento da madrugada quando lhes brindam os sonhos onde, nos dela pelo menos, ele sempre estava].

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Descontrole


"Pela segunda vez, desde que a gente esta junto, você me fez perder o controle", diz Dom.

Ela rí e se pergunta quem fez quem perder o controle. Recorda a maneira como ele a pegou e como assemelhava-se a uma bonequinha de pano, tamanho o descontrole sob seu próprio corpo. As ordens que seu cérebro enviava, eram ignoradas por seus ossos e músculos. E jogada no colchão sem forças e reações, ela via o rosto dele divertido e sorrindo com sua situação.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

"O verdadeiro nome do amor é cativeiro."



Willian Shakespeare


Sem menor dúvida, Shakespeare era um exímio conhecedor do amor. E não poderia dar melhor definição a ele. "Cativeiro"! Sim, o amor é um cativeiro. Aprisiona, dá asas para voar, acorrenta os pés ao mesmo tempo. Como diz Dom, faz estar-se preso por vontade. Poder ir, mas querer ficar. É essa vontade, a corrente que o amor utiliza. A dependência do outro. E tal corrente é a mais poderosa que possa existir nessa vida.

"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar".

Willian Shakespeare

Atrasada

Dulcineia balançou a cabeça e sorriu. Dom era um sem graça mesmo. Grávida, ela? Nem brincando. Só ele para fazer essas brincadeiras mesmo. Dulcineia estava com a menstruação atrasada [ela quase nunca atrasava]. O motivo ela não sabia, mas gravidez estava fora de questão. E Dom sabia muito bem disso. Nunca tinham feito amor sem a camisinha pois ela não estava tomando medicamento nenhúm. Grávida só se fosse psicológicamente. Mas como ela não queria de maneira nenhuma ter filhos [até porque era uma menina], gravidez psicológica também estava fora de questão. Seja o que for, grávida não estava. Dom e suas bobagens... Aiai. Queria ver como ele se sairia numa situação dessas com o pai que Dulcineia tinha... Ah, pobre Dom. Melhor nem pensar [risos].

Onde eu queria estar...


...Em qualquer lugar, desde que com ele.

domingo, 17 de agosto de 2008

Dois Rios

Composição: Samuel Rosa - Lô Borges - Nando Reis

O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão

O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos

Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer

Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção

O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão

O sol se põe se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão

Eu vi também
Só pra poder entender
Na voz a vida ouvi dizer

Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção

E o meu lugar é esse
Ao lado seu, meu corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações

Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios Sejam
Dois rios inteiros
Sem direção

O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão

O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos

Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer

Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção

E o meu lugar é esse
Ao lado seu, no corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações

Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção

Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção

Eu nunca estive tão apaixonada



[Fábio Jr]

O que eu puder, eu vou fazer pra não te machucar
Mas a verdade eu vou dizer melhor acreditar
Eu já morri, já renasci no amor
Mas nunca fui pra alguém o que hoje eu sou

E se mudar, é claro eu vou mudar, faz parte do caminho
Mas cada fruto que eu colher, trarei pro nosso ninho
Não sou tão bom, nem tão ruim, não sou
Mas nunca fui pra alguém o que hoje eu sou

Transparente, desajeitado, de todo jeito me ajeitando do teu lado
Pra me esconder, ou me espalhar, com todo cuidado
Eu nunca estive tão apaixonado...

Se Quiser



[compositor indisponível]

Se quiser fazer amor eu faço se quiser trocar de roupa, trocamos
Se quiser preencho teus espaços, se quiser fazer eu faço planos
Se disser que sou teu homem, aceito, se quiser fugir do mapa, dou um jeito
Vão dizer que o nosso amor é um arraso, se quiser casar comigo eucaso
Se quiser, grito pro mundo inteiro, estou apaixonado por você
Que se dane o mundo eu quero o cheiro do teu corpo pra sobreviver

sábado, 16 de agosto de 2008

E o coração entende?


Gostaria de dizer que eu não o amo.

Sim, é isso mesmo!

Eu não o amo,

Não penso nele em momento algum do meu dia.

Não sinto nada quando ele esta por perto.

Meu coração nunca dispara com um beijo dele...

Eu não gosto do seu perfume.

Eu não fico com saudades quando ele não esta comigo.

Meus versos não são para ele.

Sua voz não me causa efeito algum.

Não sinto ciúmes de dele...

Não me importo se ele esta bem ou mal.

Não dependo dele para ter um bom dia.

Ele não passa de uma aventura...

EU VIVO MUITO BEM SEM ELE!


[Numa tentativa frustrada, Dulcineia tenta, inútilmente, convencer seu coração com suas inverdades e livrá-lo dessa dependência que ele lhe causa. "Oh Deus, tira esse sentimento de mim"]

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Inconformável




"Oh Deus, tira esse sentimento de mim", diz ele em imitação a alguém que disse aquela frase. Foi o que pediu naquele "longo" final de semana. Agora entendia o que a frase queria dizer. E na verdade não gostava.

Ela tinha passado o final de semana fora. Obrigada, foi com os pais a um Hotel Fazenda, onde a comunicação pelo celular era quase impossível. Sem dúvida ela preferiria ter ficado com ele. Foi nisso que pensou nos dois dias em que estivera longe. O sentimento que tinha era de que as horas não passavam e estava a um continente de distância dele. A verdade, porém, era que o hotel ficara a 30km de distância apenas, e mesmo tão "perto" o intinerário foi simples: Filmes, Ele, sono, Ele, TV e um pouco mais dele. Sentia até raiva por perder tanto tempo pensando naquele homem, porém a conformidade já tinha chegado a ela. Para ele, por sua vez, era mais difícil aceitar aquela dependência... Outra vez!

-Lavei o rosto e disse para mim: Vai cara, olha que dia lindo! vai curtir, liga para uns amigos ou "amigas" e vai para o Rio de Ondas. Deixa de ser fresco...
-E você não foi amor? Diz que é tão pragmático e movido pela razão... Porque não foi?
-Não, não fui! Respondeu rude. - Não consegui, e estou odiando essa dependência. Não quero isso para mim. Eu sou homem pô! Continuou reclamando ele. - Eu tinha é que ficar feliz que você não estava aqui, e ter aroveitado e não ter ficado aqui sentindo sua falta!

Ela sorriu e beijou-o. Ela já nem se lembrava das vezes em que perdeu o dia pensando nele. E nem das vezes em que se odiou por isso. Se deu ordens para aproveitar o dia e acabou ficando em casa assistindo filmes, torcendo para as horas ou dias passarem depressa para que pudesse vê-lo. Nunca tinha sido assim tão boba, porque inventara de ser agora? Lutar, no entanto, de nada adiantava, afinal, até quando dizia para não pensar mais nele, estava pensando.

Estava além da sua vontade e ela aceitava. Já se entendia apaixonada, conectada a ele, e tola. Muito tola. Aliviava-a saber que não estava só naquilo... Saber que ele também sentia sua falta quando ausente. Que pensava nela, que ligava várias vezes até que conseguisse falar com ela. E que mesmo não aceitando, a amava como ela a ele. Estava rendida e aguardava até que ele fizesse o mesmo.

Vamos, meu amor... Se rende e me ame. Só me ame que não é tão ruim quanto parece. Aliás, tudo na vida passa não é? Até uva-passa! Vamos aproveitar enquanto ainda não passou...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Antes de ir


Te amo. A centímetros de distância, ou a constelações longe de você. Te amo assim mesmo. SEm explicação, lógica... Porque! Te amo nessa vida, nas passadas... E nas que virão!

[De Dulcineia para Dom]






quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Ele é O Cara!

Dulcineia notou que a sala de estar parecia mais escura. Ou estava prestes a desmaiar, ou já era realmente tarde. Embaixo de Dom, e com ele dentro de sí, a disposição para ir para casa parecia não existir. Estavam suados, e com a respiração ofegante, resultado de muito... Muito tempo de sexo.

Normalmente já tinham preliminares demoradas, e aproveitavam ao máximo assim como ao ato sexual, porém, naquela tarde passaram mais tempo com a penetração do que todas as outras vezes. Ela levantou rápidamente assustada com o avançar da hora. Apesar de ter idéia de que já deveria ser tarde. Seis da tarde, e ainda precisavam se preparar para irem à faculdade. Ele com meia hora, ela com aproximadamente quarenta minutos.

Levantou rapidamente e sentiu as pernas banbearem. Achou graça. Se vestiu sem muito equilíbrio e com pressa pois ainda precisava buscar sua irmã. Sorriu ao olhar para o rosto de Dom, imaginando que o seu provávelmente estaria semelhante. Olheiras fundas, masrcas no colo e nas costas, e fome. Muita fome! E não fosse a necessidade de ir para casa, Dulcineia poderia passar mais tempo aproveitando o sexo com ele.
Andou com pressa pela rua, levando nos lábios aquele sorriso bobo. Sonolenta e ainda faminta [não tinha tido tempo de comer], Dulcineia entrou na sala de aula onde Dom estava, e se olharam com cumplicidade. Ninguém poderia imaginar, mas os dois sabiam. Realmente Dom era um homem que deixava uma mulher de pernas banbas... E haja fôlego!

terça-feira, 29 de julho de 2008

Um sonho um tanto esquisito



Dulcineia acabara de comprar algumas roupas em uma loja de bebê, e saía com suas sacolas e barriga de quatro a cinco meses de gravidez. Vestia uma roupa bonita e cabelos presos e desalinhados por conta do vento. Era uma cidade grande com muito barulho e automóveis passando, além dos transeúntes pelas calçadas. Gente demais para se reconhecer fácilmente alguém.

Ajeitou as sacolas nas mãos, e tirou os cabelos do rosto enquanto olhava o sinal e acompanhava as pessoas que iam atravessar a avenida movimentada. Alguém segurou seu braço assustando-a, e fazendo-a voltar para a calçada. Já virou pronta para dizer alguns desaforos quando reconheceu Dom que a olhava sorridente. Sorriu automaticamente e sentiu o coração disparar... Depois de aproximadamente sete anos, aquilo não deveria se normal.

Trocaram um abraço amigo e ele estranhando a barriga e olhando para ela, perguntou como estava. Dulcineia acariciou a superfície arredondada [ainda discreta, pode-se dizer], sorriu e respondeu simplesmente: Grávida! Ele surpreso, apesar de perceber que era o caso, pelas roupas, e aparência, quis saber se iria se casar, e a história daquela gravidez.

Sentaram em um Café perto de onde se encontraram, e iniciaram a conversa, mas antes Dulcineia perguntou pela namorada de Dom. Ela lembrou-se de quando ele ligou e disse que estava apaixonado por uma pessoa e que queria ser verdadeiro com as duas, e por isso queria terminar com ela. Ele tinha ido fazer um curso fora do país, e Dulcineia ficou esperando por sua volta. Iriam ficar juntos depois que ele terminasse, mas ele mudou os planos quando conheceu outro alguém.

Apesar de triste, Dulcineia aceitou o novo amor de Dom, e sua decisão de ficar com ele. Deixou que saísse de sua vida para ser feliz. E que fosse mesmo, pois só assim valeria a pena. Vendo-o alí a sua frente, Dulcineia lembrou-se do que ele a fazia sentir...

Soube dois anos depois da ligação [pois se manteram amigos], que não estava mais com aquela mulher, mas sim com outra que conhecera. Perguntou se ela tinha vindo com ele, mas a resposta foi negativa. Dulcineia sentiu uma ternura nele ao falar da referida mulher, e um brilho nos olhos dele, que no fundo a incomodou. Mas ele parecia feliz, e aquilo deixava ela feliz também.

Contou-lhe então, a pedido dele, sua história. Quatro anos após o fim deles dois, Dulcineia se envolveu com um cara. Tinha crescido em sua profissão, e sua vida tinha ficado voltada para o trabalho. Ele apareceu, e demosntrou gostar dela. Ela se sentia bem com ele, era engraçado e divertido. E achou até que estava realmente apaixonada. Dois anos de namoro, e ficaram noivos... Moravam até juntos, até que Dulcineia engravidou.

O cara se dizia dispreparado para ser pai [como se ela fosse diferente]. Queria que abortasse a criança, e Dulcineia era contra isso. Iria tê-la ainda que ele não quisesse assumir. Pegou suas coisas, e deixou-o com seu egoísmo e irresponsabilidade. Podia criar sua filha [já sabia que era uma menina] sem ele. Já estava estabilizada economicamente, e agora que o conhecia como realmente era, não o queria por perto. Em pensar que iria se casar com ele... Alguém que nem mesmo amava realmente, e mal conhecia...

Dom estava lindo [pensou ela], e parecia o mesmo que conhecera a alguns anos atrás. Engraçado, descontraido, atencioso... Enfim. Se abraçaram mais uma vez, e combinaram de se encontrarem outro dia para conversarem mais. Dulcineia desejou-lhe sorte e se despediu. Ia voltar ao trabalho. Levantou e foi andando. Olhou para atrás e viu Dom ainda sentado, lhe sorrindo.


Dulcineia acordou e foi ver seu amado.